A ginebra (ou genebres em português) é um idiofone tradicional espanhol, particularmente associado às festividades natalícias. É construído a partir de uma série de canas ou pequenos paus, unidos entre si por meio de cordas ou arames.
A utilização da ginebra está ligada a canções tradicionais de Natal, vilancicos e outras manifestações culturais relacionadas com a quadra festiva. A sua presença sonora evoca um espírito de alegria e celebração, tornando-o um elemento reconhecível das tradições natalícias espanholas.
A gusla é um cordofone de arco tradicionalmente encontrado na Sérvia, Montenegro, Macedónia do Norte e Bulgária. Possui geralmente três cordas, embora algumas variantes possam apresentar apenas uma ou duas. O corpo da gusla é tipicamente esculpido em madeira, muitas vezes com uma forma arredondada ou em pêra, coberto por uma pele esticada que funciona como tampo de ressonância.
A gusla é tocada na vertical, sendo frequentemente apoiada entre os joelhos do músico. O som é produzido friccionando as cordas com um arco curto, geralmente feito com cerdas de cavalo. Uma característica peculiar da técnica de execução é que as cordas não são pressionadas contra o braço do instrumento, o que resulta num som harmónico e distinto.
Historicamente, a gusla tem um papel cultural significativo nos Balcãs, fortemente associada à tradição oral e à poesia épica. Os guslari, os tocadores deste instrumento, acompanham frequentemente o seu canto de histórias heróicas, baladas e lendas, transmitindo assim a história e os valores culturais de geração em geração.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.
Lute é um termo inglês que designa um instrumento de corda dedilhada europeu, barroco ou renascentista, da família dos alaúdes, família de instrumentos que tem uma vasta difusão por todo o mundo.
O “alaúde” foi o príncipe dos instrumentos musicais do Renascimento. Chegou à Europa na Idade Média através dos árabes que lhe chamavam al’ud (ud significa madeira).
Em Portugal, ficou a chamar-se alaúde; em Espanha laúd; em França, luth; na Inglaterra, lute; em Itália, liuto ou laùto; na Alemanha, laute.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.
O termo castelhano laúd designa um instrumento de corda dedilhada europeu, com proeminência nos períodos do Renascimento e Barroco. Integrante da família dos alaúdes, o laúd partilha uma rica história com seus congéneres europeus. O “alaúde” foi considerado o instrumento musical de maior prestígio durante o Renascimento.
A introdução deste tipo de instrumento na Europa ocorreu na Idade Média, através da influência árabe, que o denominava al’ud, cuja tradução literal é “madeira”. Ao longo da sua expansão pelo continente, o nome do instrumento adaptou-se às diversas línguas: em Portugal, manteve-se alaúde; em Espanha, adotou-se laúd; na França, tornou-se luth; na Inglaterra, lute; na Itália, liuto ou laùto; e na Alemanha, laute.
O laúd caracteriza-se por um corpo arredondado e abaulado, construído com finas ripas de madeira coladas, e um braço com trastes. Possui múltiplas cordas, usualmente organizadas em pares, chamados cursos, que são dedilhadas para produzir a sua sonoridade melancólica e rica em harmónicos. A sua versatilidade permitia a execução de peças complexas a solo, bem como o acompanhamento de canções e outros instrumentos, consolidando o seu papel central na música da época. A sua influência perdurou, deixando um legado significativo na história da música ocidental.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.
Troccola di Venerdi Santo é um idiofone tradicional italiano da família das matracas usado em cerimónias na sexta-feira santa. É um instrumento com um propósito litúrgico específico cujo nome decorre diretamente o seu uso. O seu som é característico: um ruído seco e repetitivo, obtido através da vibração de peças de madeira.
No dia de reflexão sobre a Paixão de Cristo, o som da Troccola di Venerdi Santo substitui o alegre toque dos sinos. A substituição carrega um simbolismo poderoso. O som austero da matraca cria uma atmosfera de sobriedade, luto e introspecção, em contraste com a vivacidade habitualmente associada aos sinos.
Situa-se na categoria 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido de altura indefinida. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
ETIQUETAS
Instrumentos musicais de Itália
Idiofones percutidos
Instrumentos de percussão de altura indefinida
Família das matracas
Instrumentos começados por t
Troccola di Venerdi Santo, Itália
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/04/troccola-di-venerdi-santo-italia.jpg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-04-21 22:07:442025-04-30 19:51:45Troccola di Venerdi Santo, Itália
Scarabattola é um idiofone de fricção feito de madeira tradicional de Itália, similar às rela ou cega-rega. É um instrumento musical tradicional da Itália, feito de madeira. É um tipo de idiofone de fricção, ou seja, produz som quando suas partes são friccionadas.
O instrumento possui um pequeno corpo ortoédrico com uma roda dentada, que é girada para produzir o som característico da Scarabattola.
É semelhante a outros instrumentos de fricção, como a rela ou cega-rega.
Situa-se na categoria 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
Troccola é um idiofone de madeira italiano com raízes que remontam à Época Medieval. Desempenhava um papel significativo nas cerimónias religiosas durante a Semana Santa, entre a Quinta-feira Santa e o Sábado Santo. Ao contrário dos sinos, a troccola não produz um som metálico. Em vez disso, oferece uma sonoridade mais seca e rústica, menos festiva. Esta qualidade sonora particular tornava-a especialmente adequada para a atmosfera de introspecção, luto e solenidade que caracteriza este período crucial do calendário litúrgico cristão, marcando a paixão e morte de Jesus Cristo. A utilização da troccola durante a Semana Santa servia para distinguir o tom das celebrações religiosas, afastando-o da alegria pascal que se seguiria.
Situa-se na categoria 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido de altura indefinida. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
Crotalo – não confundir com crótalos, pequenos pratos metálicos de entrechoque – é um idiofone de fricção de madeira com uma longa tradição em Itália, particularmente associado às celebrações da Semana Santa nas igrejas. Produz som através da fricção de uma peça de madeira contra outra, criando um efeito sonoro característico, um estalido repetitivo.
A sua construção pode variar, mas geralmente consiste numa estrutura de madeira com entalhes ou superfícies irregulares que são esfregadas por outra peça de madeira, por vezes com um formato de roda dentada ou um bastão com ranhuras. O movimento de fricção gera vibrações que se propagam através da madeira, resultando no som peculiar do Crotalo.
Tal como a Battola, o Crotalo foi tradicionalmente utilizado durante a Semana Santa, quando o toque dos sinos era suspenso em sinal de luto e solenidade. O seu som, desprovido da alegria dos sinos, servia para marcar os momentos litúrgicos importantes, como as procissões ou as leituras, conferindo um ambiente austero e penitencial às cerimónias religiosas. A sua presença nas tradições da Semana Santa italiana demonstra a forma como diferentes sons e instrumentos eram utilizados para expressar as nuances emocionais e espirituais dos rituais religiosos ao longo da história.
Situa-se na categoria 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica.
Battola é um idiofone de madeira italiano com uma história rica e que remonta à Idade Média. Desempenhou um papel específico e significativo dentro do contexto religioso, particularmente na Igreja Católica. A sua utilização estava intrinsecamente ligada às restrições litúrgicas que impediam o toque dos sinos em determinados períodos do ano.
O Battola era tradicionalmente empregue durante o período solene entre a Quinta-feira Santa e o Domingo de Páscoa. Nestes dias de luto e reflexão, o som alegre e festivo dos sinos era silenciado em sinal de respeito pela Paixão de Cristo. Era então que a Battola entrava em cena, oferecendo uma alternativa sonora para marcar os momentos importantes das celebrações religiosas, como as chamadas para as orações ou os diferentes momentos da liturgia.
A sua construção simples, geralmente feita de tábuas de madeira percutidas com um martelo ou outro objeto de madeira, produzia um som seco e característico, bem diferente do timbre vibrante dos sinos. Este som, embora desprovido da ressonância metálica, cumpria a função prática de assinalar os tempos litúrgicos, mantendo a ordem e a cadência das cerimónias religiosas durante o silêncio dos sinos.
Situa-se na categoria 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido de altura indefinida. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
Diplice ou diplica, é um instrumento de sopro de palheta simples com raízes profundas nos Balcãs, particularmente na Croácia. Este instrumento folclórico, outrora difundido por diversas regiões croatas, encontrou um refúgio cultural na região da Baranya, onde a sua tradição musical se mantém viva.
A sua construção geralmente envolve dois tubos paralelos, tradicionalmente feitos de cana ou madeira, unidos. Cada tubo possui a sua própria palheta simples, semelhante à de um clarinete, que vibra com o sopro do músico. A particularidade da Diplice reside na possibilidade de tocar melodias em ambos os tubos simultaneamente, criando harmonias simples ou linhas melódicas paralelas que conferem à sua música um carácter distintivo.
Ao longo da história e nas diferentes regiões onde foi tocada, a Diplice manifestou-se em diversas formas e tamanhos, refletindo as nuances culturais locais. No entanto, a sua essência como um instrumento de sopro duplo com palheta simples permaneceu constante. Hoje, a sua sobrevivência na Baranya representa um elo importante com o passado musical da Croácia, sendo um símbolo da identidade cultural desta região.
É um instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta – no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.