Instrumentos musicais da Europa

Drimba é um instrumento romeno da família das harpa de boca, também conhecidas como berimbaus de boca ou guimbardas. Este pequeno instrumento de metal, geralmente feito de aço, possui uma estrutura simples mas engenhosa. Consiste numa haste flexível, dobrada numa forma característica de ferradura ou lágrima, com uma lingueta vibratória no centro.

Para tocar a Drimba, o músico coloca a estrutura de metal firmemente contra os dentes, utilizando a boca como câmara de ressonância. A lingueta central é então dedilhada ou percutida com um dedo, produzindo uma nota fundamental. O êxito da Drimba reside na capacidade do executante de modular essa nota através da alteração da forma e do volume da cavidade bucal, da língua e da respiração. Estas manipulações criam uma rica variedade de harmónicos e timbres, permitindo a produção de melodias rítmicas e hipnotizantes.

Apesar do seu tamanho compacto, a Drimba possui uma sonoridade surpreendentemente expressiva e versátil. Tradicionalmente associada à música folclórica romena, acompanha frequentemente canções e danças, adicionando uma textura sonora peculiar e cativante. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Roménia
  • Lamelofones dedilhados
  • Harpas de boca
  • Instrumentos começados por d
Drimba, harpa de boca, Roménia

Drimba, harpa de boca, Roménia

A Schäferpfeife (do alemão) é um instrumento musical que pertence à família das gaitas de fole.

É originária da Alemanha e tem um som forte e característico. A sua sonoridade geralmente é descrita como melódica e pastoril, o que a torna popular entre os músicos folclóricos e tradicionais. consiste em um fole, tubos melódicos e uma palheta dupla, que produzem um som através do sopro do músico. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Alemanha
  • Instrumentos sopro de palheta
  • Gaitas de fole
  • Instrumentos começados por s
Schäferpfeife

Schäferpfeife

Pivana é um instrumento de sopro corso feito de corno de cabra – algo semelhante ao “shofar” hebraico. Remonta à época do Renascimento.

É um instrumento de sopro do grupo 423 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de bocal (também chamado de palheta labial) em que os lábios do executante causam diretamente a vibração do ar.

ETIQUETAS

  • Aerofones de palheta labial
  • Instrumentos começados por p
  • Instrumentos de corno
  • Instrumentos musicais da Córsega
  • Instrumentos musicais de França
Pivana, corno, Córsega

Pivana, corno, Córsega

O Chelys é um cordofone dedilhado da Grécia antiga, reverenciado como a lira comum e a mais antiga das liras gregas. A mitologia grega atribui a sua invenção ao deus Hermes, o mensageiro dos deuses, o que lhe confere uma aura de antiguidade e importância cultural. O nome “chelys” deriva da palavra grega para tartaruga, pois a caixa de ressonância deste instrumento era originalmente feita do casco de uma tartaruga.

A construção do Chelys envolvia a fixação de braços curvos, geralmente feitos de chifre ou madeira, ao casco da tartaruga. Uma travessa horizontal, o jugo, conectava os dois braços, e as cordas, feitas de tripa de animal, eram esticadas entre o jugo e a parte inferior do casco, passando sobre uma ponte. O número de cordas podia variar ao longo do tempo, mas geralmente situava-se entre três e sete.

O Chelys era um instrumento musical fundamental na vida social e religiosa da Grécia antiga. Era utilizado para acompanhar cantos, poesia lírica e danças, desempenhando um papel central nos festivais, banquetes e cerimónias religiosas. A sua sonoridade suave e melodiosa era considerada apropriada para momentos de contemplação e celebração. A sua associação com Hermes, um deus das artes e da música, sublinha a sua importância cultural e o seu lugar na mitologia grega como um dos pilares da tradição musical ocidental.

Nos instrumentos da categoria 3 (cordofones) do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Grécia Antiga
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Cordofones do tipo lira
  • Instrumentos começados por c
Apolo com a sua Chelys, século V a.C

Apolo com a sua Chelys, século V a.C

Biniou é uma gaita de foles da Bretanha (França) e Espanha. Cabrette (Auvergne), cornemuse du Centre, musette du Centre (Centro de França), craba (Montagne Noire), Boha (Gasconha), chabrette, chabrette limousine (Limousin), musette bressanne (Bresse), veuze, bombard, biniou (Bretanha), chabretta, chabreta, cabreta, bodega (Occitaine), bousine (Normandia), samponha (Pirinéus), sourdeline, musette de cour, musette bechonnet, são nomes de diferentes de gaitas de foles de diferentes regiões de França. Também se encontra em Espanha.

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de França
  • Aerofones de palheta
  • Família das gaitas de fole
  • Instrumentos começados por b
Biniou, gaita de fole, Betagne, França

Biniou, gaita de fole, Betagne, França

A Ciftelia, com as suas variações de grafia como cifteli ou qifteli, é um cordofone de braço longo e trastejado, tradicional da Albânia e do Kosovo. Instrumento de duas cordas apenas, ocupa um lugar de destaque na música popular das regiões, sendo utilizado em celebrações festivas como casamentos e também em contextos de concerto.

A sua construção caracteriza-se por um corpo ressonador de formato geralmente oval ou em forma de pêra, e um braço longo que possui trastos, permitindo a execução de melodias definidas e acordes. As duas cordas, tradicionalmente feitas de tripa ou metal, são esticadas ao longo do braço e afinadas geralmente em intervalos de quarta ou quinta. A execução envolve a dedilhação das cordas com os dedos ou com o uso de uma palheta, produzindo melodias lineares e acompanhamentos harmónicos simples.

A sonoridade da Ciftelia adapta-se bem à música folclórica balcânica, com as suas melodias intrincadas e ritmos animados. A sua presença em eventos sociais importantes, como casamentos, sublinha o seu papel como um veículo de expressão cultural e um elemento essencial nas celebrações comunitárias. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Albânia
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Cordofones do tipo alaúde
  • Instrumentos começados por c
Ciftelia, Albânia e Kosovo

Ciftelia, Albânia e Kosovo

A ciaramella é um aerofone tradicional da Itália, com forte presença nas regiões meridionais como a Campânia e a Sicília. Pertencente à família das palhetas duplas, assemelha-se ao oboé na sua construção e princípio de funcionamento, mas distingue-se por um timbre mais agudo e penetrante. Este som característico confere-lhe uma identidade sonora única dentro da música popular italiana.

Construída em madeira, a ciaramella possui um corpo cónico ou cilíndrico e é equipada com sete ou oito orifícios digitadores ao longo do seu tubo. Estes orifícios são manipulados pelos dedos do músico para alterar o comprimento da coluna de ar vibrante no interior do instrumento, permitindo assim controlar a altura das notas produzidas. A palheta dupla, inserida numa extremidade do instrumento, vibra quando o músico sopra através dela, gerando o som.

A ciaramella desempenha um papel vibrante nas celebrações e tradições do sul da Itália. É um instrumento frequentemente ouvido em festivais religiosos, festas populares e acompanhando danças folclóricas, onde a sua sonoridade distintiva e enérgica contribui para a atmosfera festiva e animada. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Itália
  • Instrumentos de sopro de palheta
  • Instrumentos começados por c
Ciaramella, Itália

Ciaramella, Itália

Cornemuse é o termo francês que designa a gaita de fole, um instrumento de sopro de palheta de origem ancestral, com vestígios da sua forma primitiva encontrados em diversas nações europeias, cada qual desenvolvendo características distintivas. A essência da Cornemuse reside num reservatório de ar, tradicionalmente feito de pele de cabra ou de outros animais, insuflado pelo músico através de um tubo. O ar armazenado no fole é direcionado para um ou mais tubos melódicos, equipados com palhetas simples ou duplas. A pressão constante do ar no reservatório mantém as palhetas em vibração contínua, produzindo um som característico e sustentado. Adicionalmente, um ou mais bordões, também com palhetas, emitem notas fixas que harmonizam com a melodia principal tocada no ponteiro (o tubo melódico principal com orifícios para os dedos).

A Cornemuse assume diversas formas e nomes ao longo da Europa, desde a uilleann pipes irlandesa à bagpipe escocesa, passando pela zampogna italiana e a gaita gallega espanhola, entre muitas outras. 

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de França
  • Instrumentos de sopro de palheta
  • Família das gaitas de fole
  • Instrumentos começados por c
Cornemuse, ou gaita de fole

Cornemuse, ou gaita de fole

Flogera (o mesmo que floyera, phlogera e fluera) é uma flauta pastoril tradicional da Grécia. Originalmente, era feita de cana de bambu, mas atualmente existem versões modernas feitas de metal e plástico. É um instrumento de sopro com seis furos de dedo e um buraco para o polegar. É geralmente tocada utilizando-se uma técnica chamada “filadelfia”, onde o músico sopra na extremidade superior da flauta e cria diversas notas através do controle da pressão do ar e do posicionamento dos dedos nos furos.

Na música tradicional grega, a Floyera é frequentemente utilizada em concertos e espetáculos de folclore. Tem um som suave e melódico, característico das músicas pastoris gregas.

Além disso, é um instrumento popular na música tradicional dos Balcãs.

É um instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta – no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Grécia
  • Aerofones de aresta
  • Família das flautas
  • Instrumentos começados por f
Flogera, flauta pastoril, Grécia

Flogera, flauta pastoril, Grécia

Sticks – o mesmo que musicsticks, clappers ou clapsticks – são um idiofone de percussão direta constituído por um par de paus utilizados para manter a pulsação e acompanhar música vocal de aborígenes da Austrália, acompanhando o didgeridoo. Os aborígenes Yolngu do nordeste de Anhem Land chamam-lhe bimli ou bilma. Ao invés das baquetas, utilizadas para percutir em tambores, estas peças de madeira foram feitas para percutirem uma na outra.

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Idiofones percutidos
  • Família das clavas
  • Instrumentos começados por s
Sticks, pauzinhos

Sticks, pauzinhos