Tag Archive for: instrumentos musicais de França

Melophone (não confundir com mellophone, instrumento de sopro da classe dos metais) designa um instrumento de sopro de palheta livre – como o acordeão, a concertina, o harmónio e a harmónica. Foi inventado em Paris em 1837 para a música clássica. O inventor, Pierre Charles Leclerc, fabricante de caixas de música, convenceu o compositor Fromentin Halévy a incluir um solo de melophone na sua ópera Guido et Ginevra em 1838, e isso abriu-lhe as portas de muitos salões parisienses. Todavia, o sucesso do melophone foi modesto e foi caindo em desuso nas décadas de 1850 e 1860.
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A Vielle à roue, também conhecida como viela de roda em português, é um instrumento musical de cordas friccionadas que utiliza uma roda giratória para produzir som. É semelhante ao violino ou à Viola, mas possui uma roda que funciona como um arco, tocando as cordas através do atrito.

A origem da Vielle à roue remonta à Idade Média, sendo um instrumento muito comum na Europa Ocidental naquela época. Na França, tornou-se particularmente popular no século XVII, sendo utilizado em várias formas de música, desde música folclórica até música de corte.

Ao longo dos séculos, a Vielle à roue foi se modificando e adaptando-se a diferentes estilos musicais. Hoje em dia, é tocada tanto no folclore tradicional como nas músicas contemporâneas e eletrónicas.

A técnica de tocar a Vielle à roue envolve girar a roda com uma manivela enquanto as cordas são pressionadas por um teclado e friccionadas pela roda, produzindo um som único e característico. O instrumento tem um timbre peculiar que pode ser descrito como “cantante” ou “sussurrante”.

A Vielle à roue é considerada um instrumento versátil e melódico, capaz de produzir uma ampla gama de sons, desde sons suaves e melancólicos até sons mais fortes e enérgicos. É frequentemente utilizada em apresentações solo, mas também pode ser encontrada em conjuntos musicais e grupos de câmara.

(com IA)

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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Vielle à roue, França

Vielle à roue, França

Flutina é um precursor francês do acordeão de botões diatónico. A versão mais antiga deste instrumento data de 1831. Foi criado por “Pichenot, o filho” e foi um dos primeiros acordeões capazes de tocar uma melodia.

A Flutina era um instrumento de sopro e palhetas livres, semelhante a um acordeão de botões, mas com uma estrutura mais leve. Tinha uma série de botões dispostos em duas fileiras, que permitiam que o músico tocasse diferentes notas dependendo do movimento do fole. Embora fosse inicialmente conhecida como “Novo Ophicleide” devido ao seu som semelhante ao do ophicleide (um antigo instrumento de sopro), o nome Flutina foi eventualmente adotado. No entanto, a popularidade da Flutina diminuiu rapidamente com a introdução de outros instrumentos semelhantes, como o acordeão diatónico e o concertina, no final do século XIX.

(com IA)

Nos instrumentos da categoria 4 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais (aerofones), o som é produzido principalmente pela vibração do ar ou pela sua passagem através de arestas ou palhetas: o instrumento por si só não vibra, nem há membranas ou cordas vibrantes.

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Flutina, França

Flutina, França

Cistre (Francês), cistro (Espanhol), ou cítola é um instrumento de corda que remonta ao período medieval e renascentista. Ele é parte da família das cítaras e tem origem na Península Ibérica, onde era muito popular durante os séculos XVI e XVII.

O instrumento possui uma caixa de ressonância periforme, que pode ser feita de madeira ou de algum material semelhante, com fundo plano e boca guarnecida por uma rosácea, uma espécie de grade decorativa. A tradição é usar cordas em tripla ou quádrupla ordem, afinadas em uníssono ou oitavadas.

O cistre é tocado beliscando as cordas com os dedos ou utilizando um plectro, uma pequena palheta que é passada rapidamente pelas cordas para produzir o som. Ele pode ser tocado de forma solo ou como parte de um grupo instrumental.

Embora o cistre tenha caído em desuso ao longo do tempo, é possível encontrar alguns músicos e grupos que ainda o utilizam em apresentações e gravações de música medieval e renascentista. 

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Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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Cistre, França

Cistre, França

A flabuta é uma flauta tradicional da região de Gasconha, na França. Ela é semelhante à txirula, outro instrumento da região, mas se diferencia pela ornamentação e pelo repertório. A flabuta é feita de madeira e possui entre três e seis orifícios, sendo tocada com o deslocamento do ar através desses orifícios e do movimento dos dedos para produzir diferentes notas musicais.

A ornamentação da flabuta é muito característica, com desenhos e entalhes elaborados na madeira, o que a torna uma peça artesanal belíssima. Além disso, ela também é decorada com fitas coloridas e penas, o que contribui para sua aparência única.

Quanto ao repertório, a flabuta é tradicionalmente usada para tocar músicas folclóricas e populares da Gasconha. Essas músicas costumam ter um ritmo animado e alegre, refletindo a cultura e a tradição da região.

A flabuta tem sido utilizada ao longo dos séculos como um instrumento de entretenimento em festas e celebrações, e também é apreciada por sua sonoridade doce e encantadora. Embora tenha caído um pouco em desuso nos últimos tempos, ainda é possível encontrar flabutistas habilidosos que mantêm viva essa tradição musical.

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É um instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta – no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

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Flabuta, França

Flabuta, França

Veuze é um instrumento de sopro pertencente à família das gaitas de fole, tradicionalmente encontrada no oeste da França, particularmente nas regiões da Bretanha e da Vendée. Distingue-se por preservar características que remontam às gaitas de foles da Idade Média, conferindo-lhe um lugar especial na história da música folclórica europeia. Próxima da biniou (a gaita de foles bretã), a Veuze diferencia-se por ser geralmente maior e possuir uma tessitura mais grave.

A construção da Veuze tipicamente envolve um fole de ar feito de pele de animal, como couro de cabra ou ovelha, que é insuflado através de um tubo de sopro com uma válvula de retenção. Deste fole emergem os tubos sonoros: um ou mais bordões (bourdons) que emitem notas fixas e contínuas, e um ponteiro (chalumeau ou levriad), onde o músico executa a melodia através de orifícios para os dedos. O número e a afinação dos bordões podem variar, contribuindo para a sonoridade característica do instrumento.

O ponteiro da Veuze, sendo maior que o da biniou, geralmente permite uma extensão melódica mais ampla e um registo mais grave. As palhetas utilizadas nos tubos sonoros, tradicionalmente feitas de cana, vibram com o ar proveniente do fole, produzindo o som. A técnica de execução exige coordenação entre o sopro, a pressão exercida sobre o fole para manter um fluxo de ar constante, e a manipulação dos orifícios do ponteiro para criar a melodia.

A sonoridade da Veuze é descrita como mais profunda e melancólica em comparação com o som mais agudo e brilhante da biniou. É um instrumento tradicionalmente utilizado em festas, danças e celebrações comunitárias no oeste da França, acompanhando cantos e outras formas de música folclórica. A sua ligação com as gaitas de foles medievais confere-lhe um valor histórico e cultural significativo, representando uma continuidade de tradições musicais antigas na paisagem sonora contemporânea.

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Veuze, França

Veuze, França

Musette é um instrumento de sopro de palheta tradicional de França da família das gaitas de foles que remonta ao século XIII, pelo menos. É um instrumento de sopro de palheta, o que significa que produz som ao passar o ar por uma palheta vibrante. A sua sonoridade característica e melancólica é frequentemente associada à música tradicional francesa, especialmente nas regiões rurais. A Musette também é conhecida pelo seu formato compacto e portabilidade, o que a torna ideal para tocar em festas e celebrações ao ar livre.

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

No órgão, Musette designa um registo de palhetas. ETIQUETAS

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Musette de cour, França

Musette de cour, França

Octobasse (octobajo, em Espanhol) é um instrumento de corda friccionada inventado em 1849 pelo francês Jean-Baptiste Vuillaume. Tem três cordas tensas por cravelhas e produz notas uma oitava inferiores ao contrabaixo.

Jean-Baptiste Vuillaume (7 de outubro de 1798 – 19 de março de 1875) foi violeiro, empresário e inventor francês que criou mais de 3000 instrumentos.

Nascido numa família de comerciantes, Jean-Baptiste Vuillaume chegou a Paris em 1818 para trabalhar para François Chanot. Em 1821, ingressou na oficina de Simon Lete, de quem se tornou parceiro em 1825. Estabeleceram-se nas Croix Rue des Petits-Champs sob o nome de “Lete et Vuillaume”. A partir de 1827, no auge do período neogótico, quando muitos artistas foram desenhando monumentos ao estilo do século XVI, para satisfazer a procura dos virtuosos e amadores, para os grandes fabricantes de violino italiano do século XVIII, ele começou a inventar instrumentos mais antigos. Em 1858, estabeleceu-se na Rue Pierre-Demours, perto da Ternes, nos arredores de Paris (na época). Ele estava então no auge do sucesso, tendo conquistado várias medalhas de ouro nas competições das Exposições Universais de Paris em 1839, 1844 e 1855, a Medalha do Conselho em Londres em 1851 e, nesse mesmo ano, a Legião de Honra. O seu terceiro período, o período de ouro, continuou até sua morte.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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Octobass, França

Octobass, França

Cabrette é uma gaita de foles tradicional da França. Cabrette (Auvergne), cornemuse du Centre, musette du Centre (Centro de França), craba (Montagne Noire), Boha (Gasconha), chabrette, chabrette limousine (Limousin), musette bressanne (Bresse), veuze, bombard, Biniou (Bretanha), chabretta, chabreta, cabreta, bodega (Occitaine), bousine (Normandia), samponha (Pirinéus), sourdeline, musette de cour, musette bechonnet, são nomes de diferentes de gaitas de foles de diferentes regiões de França.
É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.
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Chabrette, ou cabrette, é uma gaita de foles tradicional da França. Cabrette (Auvergne), cornemuse du Centre, musette du Centre (Centro de França), craba (Montagne Noire), Boha (Gasconha), chabrette, chabrette limousine (Limousin), musette bressanne (Bresse), veuze, bombard, Biniou (Bretanha), chabretta, chabreta, cabreta, bodega (Occitaine), bousine (Normandia), samponha (Pirinéus), sourdeline, musette de cour, musette bechonnet, são nomes de diferentes de gaitas de foles de diferentes regiões de França.
É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.
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