Darbuka é um unimembranofone árabe em forma de cálice que se toca com as mãos e produz um som agudo. Darabuka, darrabuka, darbucca, darbouka, darabukkah, derabucca, drbakka, d’rbuka, drbekki, derbuka, derbekki, tarambuka, tarabuka, derbakeh são diferentes designações deste instrumento que tem especificidades conforme a região e o fabricante.

O dulcimer é um instrumento de corda semelhante a um pequeno harpa horizontal, que é tocado com os dedos ou com baquetas. Ele possui um corpo em forma de caixa ressonante e um número variável de cordas esticadas sobre uma estrutura de madeira.

Originalmente, o dulcimer era um instrumento popular no Oriente Médio, principalmente nas regiões que correspondem ao Irã e ao Iraque. No entanto, a versão americana do dulcimer, chamada de “dulcimer dos Montes Apalaches” ou “dulcimer de folia”, foi desenvolvida pelos imigrantes europeus que se estabeleceram na região dos Montes Apalaches, nos Estados Unidos, durante o século XVIII.

O dulcimer dos Montes Apalaches possui uma construção mais simples em comparação com o dulcimer tradicional, com menos cordas e uma afinação mais simples. No entanto, manteve a essência do som do instrumento original.

O instrumento se popularizou entre os colonos europeus nos Montes Apalaches, tornando-se um instrumento tradicional da música folclórica da região. Com o passar do tempo, o dulcimer foi sendo adaptado e ganhando diferentes variações e técnicas de execução, sendo utilizado tanto em apresentações a solo como em conjuntos musicais.

Atualmente, o dulcimer é apreciado em diferentes estilos musicais, desde a música tradicional dos Montes Apalaches até géneros contemporâneos, como o folk e o bluegrass. Também é utilizado em diferentes partes do mundo, além da América do Norte, e é reconhecido por seu timbre doce e melódico.

(com IA)

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais dos Estados Unidos da América
  • Família do dulcimer
  • Instrumentos começados por d
Dulcimer, Eua

Dulcimer, Eua

Bazuki é um instrumento de oito cordas originário da Grécia, com caixa de ressonância semelhante à do Bandolim, por vezes ricamente ornamentada. Tanto o bazuki grego como o irlandês têm um braço bastante comprido.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
ETIQUETAS
  • Instrumentos musicais da Grécia
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Instrumentos começados por b
Bendir é um tambor unimembranofone em forma circular de cerca de 40 cm de diâmetro, tradicional do Norte de África (Marrocos, Argélia, Tunísia Líbia e até do Egito). É uma espécie de pandeiro, sem soalhas e sem decoração. A sua membrana, pele de cabra, é esticada por cordas ou elásticos no interior.
Cumbus é um cordofone originário da Turquia. O instrumento foi desenvolvido por Zeynel Abidin Cümbüş (1881–1947) em Istambul por volta de 1900. Em termos de formato, assemelha-se ao oud do Médio Oriente e ao banjo norte-americano.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.
ETIQUETAS
  • Instrumentos musicais da Turquia
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Família dos alaúdes
  • Instrumentos começados por c
Biwa é um cordofone japonês de 4 cordas, algo semelhante ao alaúde, que ostenta, por vezes, ricas decorações. Descende do chinês pipa que, por sua vez, tem origem no barbat do Médio Oriente. A biwa é o instrumento escolhido por Benten, Deusa da música, da eloquência, da poesia, e da educação no xintoísmo japonês.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
ETIQUETAS
  • Instrumentos musicais do Japão
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Instrumentos começados por b

Balafon é um idiofone de percussão direta com baquetas, xilofone artesanal da África Ocidental, É constituído por placas de madeira ordenadas pelo seu comprimento com cabaças de ressonância por baixo. Tem diversos nomes conforme a região e o país: balafon, balo, kponimbo, madimba, kundu, marimba, valimba, endara, shijimba, silimba, medzang, dyomoro, rongo, mutondo, mbila, timbila, balangui, akadinda, kalanba, ilimba, baza, dimba, madimba, dipela, elong, dzil. Com tambores, é utilizado em cerimónias e festas de aldeia.

Balafon

Balafon

Instrumentos musicais da África Ocidental

Flauta de fulas é uma flauta tradicional da Guiné-Bissau (África Ocidental) usada em casamentos, festas, manifestações, lutas e colheitas.

Flauta de fulas

Flauta de fulas

Afoxé 

O afoxé, também grafado como afuchê e parente próximo do xequerê africano, é um idiofone de agitamento essencial na percussão brasileira. A sua sonoridade inconfundível nasce do atrito entre uma rede de contas ou sementes que envolve um corpo ressonador. Tradicionalmente, este corpo é uma cabaça, fruto seco da aboboeira, cuidadosamente preparada para funcionar como caixa de ressonância natural. O tamanho e a forma da cabaça ditam o timbre e o volume singulares do instrumento.

A rede que circunda a cabaça (ou o corpo moderno) é trançada e suporta as contas ou sementes. Na sua forma ancestral, as sementes variavam conforme a região. A modernização trouxe contas de plástico ou metal, buscando maior uniformidade sonora e durabilidade, assim como redes de materiais sintéticos mais resistentes.

O músico manipula o afoxé segurando seu corpo e agitando-o ou girando-o, permitindo que as contas deslizem e percutam a superfície. A técnica empregada, a pressão na rede e a velocidade do movimento modulam a sonoridade, produzindo desde um sussurro suave até um chocalho rítmico e vibrante, sendo possível também gerar sons por fricção.

Com raízes profundas nas culturas africanas, o afoxé chegou ao Brasil com os africanos escravizados, integrando-se às manifestações afro-brasileiras, com destaque para seu papel ritualístico no Candomblé e na Umbanda, acompanhando cânticos e danças dedicados aos orixás.

Transcendente ao âmbito religioso, o afoxé conquistou espaço na música popular brasileira, enriquecendo gêneros como o samba, o maracatu e o frevo. A sua sonoridade peculiar adiciona textura rítmica e cor vibrante às composições, firmando-se como elemento chave na percussão de diversos grupos musicais.

A evolução para corpos de plástico, madeira ou metal reflete a busca por maior resistência para o uso profissional contínuo. Embora possa haver matizes no timbre em comparação com a cabaça tradicional, o afoxé moderno preserva sua essência sonora, adaptando-se à contemporaneidade sem perder sua identidade cultural afro-brasileira. 

Afoxé, Brasil

Afoxé, Brasil

Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por fricção ou raspagem.

ETIQUETAS

  • Instrumentos tradicionais do Brasil
  • Idiofones de fricção
  • Instrumentos começados por a

 
Cabaça, também conhecida por xequere e afoxe, é um idiofone de fricção, feito de cabaça seca revestida de missangas interligadas por uma rede. O som é produzido pela fricção das missangas na superfície da cabaça. Na Guiné-Bissau, é um idiofone em forma hemisférica tradicional da etnia fula, na Guiné-Bissau (África Ocidental). Toca-se quando morre um “djerga”, termo que significa rei em fula, ou um “djidiu” (músico) e sobretudo em cerimónias religiosas, batizados, casamentos, fanados e toda a diversidade de festas populares. Segundo o Atlas de Instrumentos Tradicionais da Guiné-Bissau, a cabaça tem por função principal acompanhar as danças e os cantos em harmonia com outros instrumentos (flauta, nhanheiro e djimbé). A cabaça é tocada unicamente por homens, sentados num pano ou esteira, no chão. Para tocar cabaça o músico encosta a cabaça ao peito e toca com os anéis encaixados nos dedos. Baseado em Manual de Apoio aos Cursos de Artes Performativas em Bissau.