Tag Archive for: instrumentos musicais da Índia

Tanpura, tambura, ou tampuri, é um dos instrumentos mais importantes na música clássica indiana, fornecendo uma base harmónica para a melodia principal. O instrumento consiste em um corpo alongado, semelhante a uma cabaça, com uma longa haste de madeira. Possui quatro cordas de aço ou bronze tocadas em padrões rítmicos repetidos chamados de “tala”, que ajudam a estabelecer o ritmo e a estrutura musical da peça.

A tanpura não é tocada melodicamente, mas sim dedilhada em uma sequência constante de acordes, criando um som contínuo e sustentado. É usado tanto por vocalistas como por instrumentistas para acompanhar a melodia, ajudando a manter a afinação e criar um ambiente sonoro rico e ressonante.

A importância da tanpura na música indiana vai além de seu papel como acompanhamento. A sua ressonância e vibrações subtis têm um efeito terapêutico e meditativo, além de criar uma atmosfera espiritual e mística. 

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Tanpura, Índia

Tanpura, Índia

A yazh é uma harpa ancestral que desempenhou um papel fundamental na música Tamil, no sul da Índia, desde tempos remotos. Considerado um dos instrumentos mais antigos da Índia, a sua história remonta a milhares de anos, com referências abundantes em escrituras e textos antigos da civilização dravidiana. É tido como um precursor da moderna veena, outro importante cordofone indiano.

A construção do Yazh variava ao longo do tempo e entre as diferentes regiões de Tamil Nadu, resultando em diversos tipos, classificados pelo número de cordas. O Periyazh possuía 21 cordas, o Makarayazh tinha 19, o Cakotayazh contava com 14, e o Cenkottiyazh, a versão mais simples, tinha apenas 7 cordas. A forma do instrumento também podia variar, com algumas representações mostrando uma caixa de ressonância em forma de peixe ou outros animais míticos como o Yali. Tradicionalmente, era construído com madeiras locais como o jacarandá ou o mogno, e as cordas eram feitas de tripa de animais, com diferentes espessuras para produzir diferentes notas.

O Yazh era tocado dedilhando as cordas com os dedos de ambas as mãos ou utilizando uma palheta feita de marfim ou osso. Era afinado de acordo com a escala musical desejada (Paan), específica para cada uma das cinco regiões em que a antiga Tamilakam era dividida. A literatura da época descreve o som do Yazh como doce e melodioso, ideal para acompanhar vocalistas e outros instrumentos em apresentações musicais.

Com o surgimento e a popularização da veena com trastes por volta do século VII d.C., o Yazh gradualmente perdeu protagonismo, recuando para segundo plano. No entanto, a sua importância cultural perdura, sendo frequentemente associado a divindades hindus e utilizado em festivais religiosos e eventos culturais. Músicos renomados da música carnática outrora dominaram a arte de tocar o Yazh, enriquecendo a experiência musical com a sua sonoridade única. Nos tempos modernos, esforços estão sendo feitos para reviver este instrumento ancestral, reconstruindo-o com base em descrições textuais e iconográficas, buscando trazer de volta o som de uma era musical esquecida.

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Yazh, Índia

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Pakavaj é um bimembranofone tradicional do norte da Índia, também conhecido por pakhawaj, mardal, pakuaj, pakhvaj e mardala. É frequentemente comparado à mridanga do sul da Índia devido à sua forma cilíndrica e ao uso de peles tensionadas em ambas as extremidades. No entanto, existem diferenças significativas na sua construção, sonoridade e utilização musical.

O corpo do Pakavaj é tipicamente esculpido numa única peça de madeira, como jacarandá ou sândalo, apresentando uma forma de barril mais alongada do que a mridanga. As peles, geralmente de cabra, são fixadas nas extremidades e tensionadas por um sistema de tiras de couro entrelaçadas ao longo do corpo do instrumento. Pequenos blocos de madeira são inseridos sob estas tiras para ajustar a tensão e, consequentemente, a afinação das peles.

Uma característica distintiva do Pakavaj é a aplicação de uma pasta preta permanente (“syahi”) no centro da pele do lado direito (agudo), semelhante à tabla e à mridanga, que contribui para a clareza e a definição das notas agudas. No lado esquerdo (grave), aplica-se uma pasta temporária feita de farinha de trigo e água (“atta”), que é removida após a sessão musical. Esta pasta ajuda a produzir um som grave e ressonante característico.

O Pakavaj é tradicionalmente tocado horizontalmente, colocado sobre um suporte ou no colo do músico, com ambas as mãos a percutir as peles. Produz um som profundo, melodioso e rico em harmónicos. É o instrumento de percussão padrão no estilo vocal Dhrupad e acompanha também o raro instrumento de corda Been. Embora partilhe semelhanças com a mridanga, o Pakavaj possui uma sonoridade mais grave e um papel específico na música clássica do norte da Índia.

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Pakavaj, Índia

Pakavaj, Índia

Também conhecido por pakuaj, pakhvaj, pakavaj e mardala, semelhante a mridanga do sul da Índia, o mardal é um instrumento musical tradicional do norte da Índia, especificamente da região de Odisha.

É um tambor de duas faces feito a partir de uma única peça de madeira. Tem formato cónico, com a parte inferior mais estreita do que a parte superior. As faces do tambor são cobertas com pele de animal, geralmente de cabra.

Uma característica única do mardal é o seu som distintivo. Ele produz uma combinação de graves e agudos, dependendo de quais partes do tambor são tocadas. O músico geralmente usa as mãos para tocar o instrumento, embora também possa usar baquetas de madeira.

O mardal é amplamente utilizado na música clássica indiana, especialmente no género de música odissi, que é originário de Odisha. É um instrumento bastante versátil e pode ser usado tanto para acompanhar danças como para tocar solos intricados.

Além disso, o mardal também desempenha um papel importante em cerimónias religiosas e festivais em Odisha, onde é tocado para acompanhar cantos devocionais e rituais.

O instrumento tem uma longa história na cultura indiana e é considerado uma parte essencial da tradição musical do país.

(com IA)

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

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Mardal, Índia

Mardal, Índia

Panchamukha vadyam é um imponente tambor indiano de metal, exclusivamente utilizado na música ritualística dos templos. O seu nome, que significa literalmente “instrumento de cinco faces”, reflete a sua característica mais distintiva: cinco superfícies de percussão distintas, cada uma com um nome associado às cinco faces de Shiva, uma das principais divindades do hinduísmo: Sadyojatam, Isanam, Tatpurusham, Aghoram e Vamadevam.

A construção deste instrumento é notável. O corpo é feito de metal, geralmente bronze ou cobre, moldado de forma a criar cinco aberturas circulares, cada uma coberta por uma membrana de pele animal. A membrana central é invariavelmente a maior, produzindo o som mais grave e fundamental. As outras quatro membranas, dispostas ao seu redor, são geralmente menores e afinadas em tons mais agudos, oferecendo uma variedade tonal ao instrumento.

A tensão de cada membrana pode ser ajustada individualmente através de um sistema de cordéis que as prendem à estrutura metálica. Este mecanismo permite ao músico afinar cada face do tambor de acordo com as necessidades do ritual ou da peça musical. O Panchamukha Vadyam é percutido com ambas as mãos, utilizando diferentes técnicas e intensidades para explorar a gama sonora das suas cinco faces.

A sua utilização está estritamente ligada aos ritos e cerimónias dos templos hindus, onde o seu som profundo e multifacetado contribui para a atmosfera sagrada e para a intensidade emocional das práticas religiosas. Acredita-se que o som das suas cinco faces reverbera com as energias das cinco faces de Shiva, invocando a sua presença e bênçãos. Dada a sua natureza sagrada e o seu uso específico, o Panchamukha Vadyam não é comum em contextos musicais seculares, permanecendo um instrumento cerimonial de grande importância cultural e religiosa na Índia.

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Panchamukha vadyam, Índia

Panchamukha vadyam, Índia

Thimila ou paani é um instrumento de percussão tradicionalmente usado na música e nas danças folclóricas do sul da Índia, especialmente no estado de Kerala. É um tipo de tambor bimembranofone em formato de ampulheta, com um corpo de madeira e peles nas extremidades.

A construção da thimila é feita com um cilindro de madeira oco, que tem um tamanho médio de cerca de 45 centímetros de comprimento e 20 centímetros de diâmetro. Em cada extremidade do cilindro, é fixada uma pele de animal, tradicionalmente pele de cabra. Essas peles são presas e tensas no corpo da thimila usando cordas, permitindo ajustar a tensão e, consequentemente, o som produzido.

Para tocar a thimila, o músico segura o instrumento verticalmente entre os joelhos ou ombros e bate nas peles usando as mãos nuas. O som é produzido pelo impacto das mãos nas peles tensionadas, resultando em um som grave e ressonante.

A thimila é frequentemente utilizada em conjunto com outros instrumentos de percussão, como a mridangam, para acompanhar danças e performances musicais. Ela desempenha um papel importante na música carnática, um estilo de música clássica do sul da Índia.

Além disso, a thimila também é usada em cerimónias religiosas e festivais em Kerala, onde é tocada de forma ritmada para marcar o tempo e criar atmosfera festiva. É um instrumento de grande importância cultural e tradicional na região sul da Índia.

(com IA)

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

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Thimila, Índia

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O bhaya é um tambor indiano de som grave que faz parte da tabla, um instrumento de percussão amplamente utilizado na música clássica indiana. Ele é tocado em conjunto com a daina, que é o outro tambor da tabla, formando um par de tambores de tamanhos diferentes.

O bhaya tem uma forma cilíndrica e é feito tradicionalmente de madeira ou cerâmica. Tem um diâmetro maior que a daina e geralmente é feito de cobre ou latão. A membrana do Bhaya é esticada sobre a estrutura do tambor e é fixada com a ajuda de cordas que são enroladas ao redor do casco.

Para tocar o bhaya, o músico usa os dedos e a palma da mão para criar diferentes sons e ritmos. Os dedos são usados para bater no centro da membrana, enquanto a palma da mão é usada para abafar o som e criar variações tonais. O músico é capaz de produzir uma ampla gama de sons, desde tons graves e profundos até sons claros e agudos.

O bhaya desempenha um papel importante na música indiana, proporcionando a base rítmica para as melodias. É usado principalmente em apresentações solo de tabla, bem como em espetáculos com outros instrumentos musicais indianos, como sitar, sarod, flauta.

A arte de tocar tabla, incluindo o bhaya, requer anos de prática e dedicação. Os músicos de tabla são altamente treinados para dominar as diferentes técnicas, além de memorizar uma ampla variedade de ritmos e padrões complexos.

O bhaya e a daina juntos formam uma combinação harmoniosa que contribui para a riqueza e a complexidade da música clássica indiana. Eles são fundamentais para a tradição musical do país e são considerados um dos instrumentos mais importantes da Índia.

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Bhaya, Índia

Bhaya, Índia

Damaroo é um instrumento de percussão da Índia, classificado como um bimembranofone devido às suas duas peles vibratórias. A sua forma característica de ampulheta, estreitando-se no centro e alargando-se nas extremidades, é fundamental para a sua produção sonora única. Tradicionalmente, as peles são feitas de couro de cabra ou outros animais, esticadas sobre a estrutura de madeira ou metal do corpo do instrumento e presas por cordas ou tiras de couro que percorrem o seu exterior.

A maneira como o Damaroo é tocado é particularmente interessante. O músico segura o instrumento na mão e agita-o vigorosamente, fazendo com que pequenas bolas ou nós presos às extremidades de cordas soltas batam nas membranas em ambos os lados. A pressão exercida pela mão do músico no centro do Damaroo controla a tensão das cordas que atravessam as peles, permitindo variar o tom do som produzido. Ao apertar e soltar a pressão, o músico pode modular a altura e criar uma variedade de sons rítmicos e até mesmo tons melódicos rudimentares.

No contexto religioso hindu, o Damaroo possui um significado simbólico profundo. O seu som é frequentemente associado ao deus Shiva, sendo comummente representado em suas mãos em pinturas e esculturas. O som rítmico e pulsante do Damaroo é interpretado como a representação do ritmo cósmico da criação e da destruição, o ciclo eterno da vida e da morte. A sua sonoridade evoca a energia primordial do universo e o poder transformador de Shiva.

Além do seu uso religioso, o Damaroo também é encontrado em contextos folclóricos e em apresentações de rua na Índia. A sua portabilidade e a capacidade de produzir sons distintos com movimentos relativamente simples tornam-no um instrumento versátil para diversos tipos de atuações. A sua forma icónica e o seu significado cultural e religioso fazem do Damaroo um instrumento único e profundamente enraizado na tradição indiana.

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Damaroo, Índia

Damaroo, Índia

O sarod é um instrumento de cordas que possui entre 18 e 25 trastos de metal, que são ajustáveis, localizados ao longo da escala. A sua estrutura consiste em uma tigela de madeira convexa e uma tampa de pele de cabra que funciona como caixa de ressonância. Possui uma longa escala de aproximadamente 55-60 cm e cordas de metal de diferentes espessuras que são tocadas com uma unha de metal chamada “jama”.

O sarod é frequentemente comparado ao sitar, outro instrumento indiano popular, porém, o sarod possui um som mais grave e é tocado com uma técnica diferente. Ao contrário do sitar, o sarod não possui trastos móveis adicionais e é tocado com os dedos.

O instrumento é capaz de produzir uma grande variedade de expressões e matizes musicais. É usado tanto para tocar melodias como para improvisações e é considerado um instrumento solo muito expressivo na música clássica indiana.

O uso do sarod na música indiana remonta a séculos atrás, e ao longo do tempo, tem sofrido várias modificações e melhorias. Hoje em dia, é um instrumento essencial na música clássica indiana e é apreciado por sua sonoridade distinta e rica.

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Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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Sarod, Índia

Sarod, Índia

Sitar é um instrumento musical de corda dedilhada icónico da música clássica do Norte da Índia, reconhecido pela sua sonoridade rica, complexa e hipnotizante. Caracteriza-se por um braço longo e largo, geralmente feito de madeira de teca ou toon, e um corpo em forma de pêra feito de uma cabaça (a parte inferior) e uma placa de madeira (a parte superior). Algumas variantes possuem uma segunda cabaça menor fixada na parte superior do braço.

O sitar possui um número variável de cordas, tipicamente entre 18 e 21. Destas, apenas 6 ou 7 são cordas principais, utilizadas para tocar a melodia, afinadas em intervalos específicos. As restantes são cordas simpáticas, que não são tocadas diretamente, mas vibram por ressonância com as notas tocadas nas cordas principais, criando um som rico em harmónicos e um efeito de “zumbido” característico. A tensão destas cordas simpáticas pode ser ajustada para otimizar a ressonância com diferentes ragas (modos musicais indianos).

O instrumento é tocado com um plectro de arame chamado mizrab, preso ao dedo indicador da mão direita. A mão esquerda desliza e pressiona as cordas principais ao longo dos trastes curvos e ajustáveis, permitindo a produção de microtons e glissandos essenciais na música clássica indiana. A técnica de execução do sitar exige grande destreza e precisão, permitindo a exploração de melodias intrincadas, ritmos complexos e improvisações elaboradas dentro da estrutura do raga.

O sitar ganhou reconhecimento internacional no século XX, em grande parte devido ao trabalho do virtuoso Ravi Shankar, que colaborou com músicos ocidentais e introduziu o instrumento a um público global. A sua sonoridade única e a sua capacidade expressiva continuam a inspirar músicos e ouvintes em todo o mundo, consolidando o sitar como um dos instrumentos mais importantes e influentes da música indiana.

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Sitar, Índia

Sitar, Índia