Tag Archive for: instrumentos musicais da China

Tingsha são um par de pequenos pratos ou crótalos, tradicionalmente usados na prática religiosa budista no Tibete. São feitos de uma liga de metal, frequentemente bronze, e ligados por uma tira de couro ou corda. O seu tamanho compacto torna-os portáteis e fáceis de usar em diversos contextos rituais.

O som característico do Tingsha é produzido ao bater suavemente um prato contra o outro. Este impacto gera um som agudo e cristalino, rico em harmónicos e com uma ressonância longa e vibrante. A qualidade tonal é frequentemente descrita como etérea e penetrante, capaz de captar a atenção e induzir um estado de foco e alerta. A duração prolongada do som permite que as vibrações se dissipem gradualmente, criando uma sensação de calma e tranquilidade.

No contexto da oração budista tibetana, os Tingsha são usados para marcar o início e o fim de períodos de meditação, cânticos ou outros rituais. O seu som distinto serve como um lembrete para centrar a mente e entrar num estado meditativo. Além do seu uso religioso, os Tingsha ganharam popularidade no Ocidente como instrumento para meditação pessoal, terapia sonora e práticas de cura energética.

Acredita-se que as vibrações dos Tingsha possam ajudar a limpar e equilibrar a energia do corpo e do ambiente. O seu som é usado para criar um espaço sagrado, purificar o ar e facilitar o relaxamento profundo. A sua beleza sonora e a sua capacidade de induzir um estado de quietude tornam os Tingsha um instrumento valioso para quem procura incorporar a meditação e a atenção plena na sua vida quotidiana.

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  • Instrumentos musicais do Tibete
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  • Família dos crótalos
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Tingsha, China

Tingsha, China

Sheng (“mouth organ”, em Inglês, ou “órgão de boca”, em Português) é um aerofone chinês de palheta livre. É um instrumento polifónico de boca que goza de muita popularidade como instrumento solista. É formado por 17 tubos verticais (canas de bambu) e uma câmara de vento (à qual estão ligados tubos) para cujo interior o músico sopra. Remonta provavelmente a 3000 anos a. C.

O Sheng é um instrumento único, tanto na sua aparência quanto no seu som. Os seus tubos verticais, tradicionalmente feitos de bambu, estendem-se para cima a partir de uma câmara de ar, e cada tubo contém uma palheta livre que vibra quando o ar passa por ela. O músico sopra na câmara de ar, e ao fechar os orifícios nos tubos, seleciona quais palhetas irão vibrar, produzindo assim diferentes notas.

Uma das características mais notáveis do Sheng é a sua capacidade de produzir acordes, permitindo que o músico toque melodias e acompanhamentos simultaneamente. Esta qualidade polifónica é uma das razões da sua popularidade como instrumento solista. O Sheng tem um som doce e suave, e a sua versatilidade permite-lhe ser utilizado numa variedade de géneros musicais, desde a música clássica chinesa até ao jazz e à música contemporânea.

Acredita-se que o Sheng tenha uma história longa e rica, remontando a milhares de anos. Ao longo dos séculos, evoluiu e adaptou-se, mas continua a ser um instrumento essencial na música chinesa.

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Sheng

Sheng

Matouqin, também conhecido como morinhuur, é um instrumento musical tradicional da Mongólia. É semelhante ao violino, com duas cordas e uma voluta em forma de cabeça de cavalo. Sua caixa de ressonância é trapezoidal.

É um dos instrumentos favoritos da etnia mongol e desempenha um papel importante na música folclórica e na cultura mongol. É frequentemente usado para acompanhar canções tradicionais, danças e concertos de canto de garganta mongol.

O nome original do matouqin era “xiqin” ou “xiangzhuoer”, e o instrumento passou por modificações ao longo do tempo para chegar à forma atual. Existem várias variações do matouqin, dependendo da região da Mongólia, mas todas têm características semelhantes.

O matouqin é frequentemente feito de madeira de árvores locais, como cedro ou lariço, e utiliza crina de cavalo como cordas. A técnica de tocá-lo envolve o uso de um arco feito de crina de cavalo ou de outras fibras, além de dedilhar as cordas com os dedos da mão esquerda para produzir diferentes tons.

A música tocada no matouqin é caracterizada pela melodia graciosa e fluida, juntamente com o estilo vocal peculiar da música tradicional mongol. É comum encontrar atuações de matouqin em festivais, apresentações de dança e até concursos de música mongol.

Nos últimos anos, o matouqin ganhou popularidade fora da Mongólia e tem sido usado em colaborações com músicos de várias partes do mundo. A sua presença em bandas sonoras de filmes e em álbuns de música do género world music contribui para sua visibilidade global.

(com IA)

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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Matougin, China

Matougin, China

Guzheng, ou gu-zheng, ou simplesmente zheng, é um instrumento tradicional chinês, o ancestral de diversas cítaras asiáticas, como a koto (Japão), o yatga (Mongólia), a gayageum (Coreia) e djan tranh (Vietname). Guzheng significa “antiga cítara”. É um grande instrumento da família das cítaras de mesa que remonta a mais de 2.500 anos.

Ele possui uma caixa de ressonância plana que é colocada sobre uma mesa ou suporte. O instrumento possui 21 ou mais cordas, que são feitas de seda e aço, e são tocadas usando plectros presos aos dedos.

É um instrumento versátil, capaz de tocar uma ampla variedade de estilos musicais, desde músicas tradicionais chinesas até peças contemporâneas. Cada corda do instrumento pode ser afinada individualmente, o que permite ao músico criar uma ampla variedade de sons.

O Guzheng também é conhecido pela sua técnica de execução, que envolve a utilização de técnicas como o tremolo, o glissando e o trinado. Além disso, a música tocada no Guzheng geralmente é acompanhada por técnicas de embelezamento, como vibratos.

O instrumento desempenha um papel importante na música tradicional chinesa e é amplamente usado em atuações a solo, música de câmara e até mesmo em orquestras. 

(com IA)

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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Gu-zheng, China

Gu-zheng, China

Dizi, também conhecido como flauta de bambu chinesa, é um instrumento de sopro transversal com uma história rica que remonta a mais de 2000 anos. Feito tradicionalmente de bambu, embora por vezes se usem outras madeiras ou até pedra, o dizi distingue-se por um orifício especial coberto por uma membrana fina de bambu chamada dimo. Esta membrana vibratória confere ao dizi o seu timbre característico, um som brilhante, penetrante e com um ligeiro zumbido.

A construção típica do dizi inclui um orifício para soprar, seis orifícios para os dedos e, crucialmente, o orifício para a membrana (mo kong), localizado entre o orifício de sopro e o primeiro orifício para o dedo. Existem diferentes tamanhos de dizi, sendo os mais comuns o qudi e o bangdi. O qudi, geralmente mais longo, possui um tom mais suave e grave, sendo frequentemente utilizado na música folclórica do sul da China e na ópera Kunqu. Em contraste, o bangdi é mais curto e produz um som mais agudo e vibrante, adequado para a música folclórica do norte da China e óperas mais animadas.

O dizi desempenha um papel fundamental em diversos géneros musicais chineses, desde a música folclórica regional até à ópera tradicional e à moderna orquestra chinesa. Na orquestra chinesa contemporânea, o dizi é um instrumento essencial, frequentemente comparado à flauta ocidental em termos de função, mas com a sua sonoridade única e expressiva. A sua versatilidade permite-lhe executar melodias líricas e passagens virtuosas, tornando-o um instrumento amado tanto por músicos como por ouvintes.

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  • Família das flautas travessas
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Dizi, China

Dizi, China

Hulusi é um instrumento de sopro de palheta da China e do Estado de Shan, muito espalhada entre as minorias étnicas do Yunnan. Inclui uma cabaça e três tubos de bambu. É um instrumento simples e fácil de estudar pelo que é muito utilizada por amadores e crianças na educação musical, sendo também procurada por visitantes e turistas.
É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.
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Erhu é um cordofone de arco tradicional da China (Ásia), de pequeno corpo em formato exagonal ou octogonal e duas cordas.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
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  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
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Guqin – à letra, “antigo instrumento de corda” – é o nome moderno de um instrumento musical chinês da família das cítaras com mais de três mil anos de existência.
Qin, guqin ou qixianqiné uma cítara chinesa que remonta a mil anos antes de Cristo.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
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O bianzhong é um instrumento musical antigo com uma história de cerca de 2000-3600 anos. Consiste em um conjunto de sinos de bronze tocados melodicamente quando suspensos em uma estrutura de madeira e percutidos com um martelo. Originalmente um instrumento tradicional chinês, foi levado para outros países, como Coreia, Vietname e Japão. Na Coreia, é chamado pyeonjon; no Vietname, é conhecido como biên chung; e no Japão, é chamado hensho.

O número de sinos que compõem um bianzhong pode variar, mas geralmente há um conjunto de sinos afinados para criar uma escala musical completa. Cada sino é projetado de forma que o tamanho e a espessura determinem sua afinação.

O bianzhong era muito valorizado na China antiga e era frequentemente usado em cerimónias religiosas e rituais da corte. Além disso, era considerado símbolo de estatuto social e riqueza. Acreditava-se que o som dos sinos bianzhong tinha poderes espirituais e curativos.

Nos dias de hoje, o bianzhong é menos comum, mas ainda é apreciado pela sua sonoridade única e histórica. Está presente em coleções de museus e é ocasionalmente usado em apresentações tradicionais e eventos cerimoniais.

(com IA)

Situa-se na categoria 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Bianzhong, China

Bianzhong, China