Cavaco

Cavaco, ou Cavaquinho brasileiro, é um cordofone dedilhado do tipo alaúde. Chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses. Tem origem conhecida no Minho, no norte de Portugal, tendo como seu primeiro nome Braga ou braguinha.

O Cavaco, também conhecido como Cavaquinho brasileiro, é um cordofone dedilhado da família dos alaúdes que ocupa um lugar central na música popular do Brasil. A sua história está intrinsecamente ligada à colonização portuguesa, sendo um legado musical trazido pelos navegadores e colonos.

As raízes do Cavaco remontam ao Minho, região pitoresca no norte de Portugal. Originalmente chamado Braga ou braguinha, este pequeno instrumento de cordas evoluiu e viajou através do Atlântico, encontrando um novo lar e uma rica tapeçaria de expressões musicais no Brasil.

Com a sua caixa de ressonância pequena e quatro cordas, o Cavaco possui um timbre brilhante e percussivo que o torna um elemento rítmico e melódico essencial em diversos géneros musicais brasileiros, como o samba, o choro e o pagode. A técnica de dedilhado, muitas vezes rápida e complexa, realça a sua versatilidade e capacidade de conduzir a harmonia e o ritmo de uma canção.

No Brasil, é muito utilizado em rodas de samba e choro e é popularmente conhecido como Cavaquinho, cavaco ou machete. A sua afinação é feita em Ré4 Si4 Sol4 Ré5.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos tradicionais do Brasil
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Cordofones do tipo alaúde
  • Instrumentos começados por c
Cavaco, ou cavaquinho brasileiro

Cavaco, ou Cavaquinho brasileiro

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

guitarrinho

O guitarrinho, guitarrinho de Coimbra ou bandurrinho é um cordofone dedilhado do tipo alaúde, fabricado nas oficinas portuguesas, bastante utilizado em tunas rurais e urbanas e ranchos/tocatas populares entre o século XIX e o primeiro quartel do século XX. Na década de 1960, quando a equipa liderada por Ernesto Veiga de Oliveira fez o primeiro grande mapeamento territorial, já estaria substancialmente caído em desuso, pois a sua referenciação é pouco palpável. O revivalismo musical vivido no após 1974 e gosto pelo património e pela salvaguarda não contribuiram de forma expressiva para a revivificação deste cordofone.

Em Coimbra, no após 1976, verificaram-se diversas alusões a este esquecido cordofone, mencionado pelos testemunhantes como “guitarrinho de Coimbra” em jornadas de património local. Foram localizados alguns exemplares em coleções particulares e devido às acções de sensibilização desenvolvidas por José Machado Lopes e Jorge Gomes foram produzidas as primeiras réplicas.

Guitarrinho ou bandurrinho

Guitarrinho ou bandurrinho

O construtor Adérito Marques, com oficina em Cantanhede, fez algumas das primeiras réplicas conhecidas, em colaboração com José Machado Lopes, ao tempo membro do grupo etnográfico da Pampilhosa. A afinação usada nestes modelos replicados é Sol/Sol/Si/Ré.

José Santos, com oficina em Coimbra, também construiu guitarrinhos com o apoio de Jorge Gomes. Posteriormente foram construídos exemplares em oficinas do Minho, e exibidos em feiras de artesanato, com a assinatura de António Faria Vieira (Felgueiras) e outros. Segundo João Vila, o guitarrinho foi introduzido nos últimos anos em diversos grupos de folclore da região de Coimbra, sendo disso exemplo Lorvão, Souselas, Bairro do Brinca, Hospitais da Universidade e GERC.

Fonte: Blogue Guitarra de Coimbra

A 31 de outubro de 2021, o Diário de Coimbra informava:

Praticamente extinto, o guitarrinho voltou ontem a ouvir-se em Coimbra, no Colégio da Graça, partilhando a sua história com outro instrumento que também andou desaparecido, a Viola toeira.

Guitarrinho Valente

Guitarrinho Valente

Instrumentos Valente

Guitarrinho Valente, de gama Intermédia em Sapele tingido, baseado num guitarrinho dos Irmãos Antunes, violeiros do Porto do séc.XIX.
O guitarrinho foi construído especificamente para a Monstra Luthiers Asmusitec de 2024 no Conservatório de Música de Coimbra.
Tampo: Abeto dos Cárpatos
Fundo e ilhargas: Sapele tingido
Escala e cavalete: Ébano
Braço: Mogno
Sanefas: Ébano e Ácer
Roseta: Meia-espinha e fios de Sicomoro
Forra: Ébano
Marcações e pestana: Osso de vaca
Carrilhões: Graphtech
Acabamento: Nitro

Guitarrinho, José Rebola, créditos Samuel Ferreira

Guitarrinho

Estaca Zero e o guitarrinho

Estaca Zero é um septeto de Coimbra, inspirado pelo trabalho da Associação Cultural Museu da Música de Coimbra de disseminação do guitarrinho. A ideia partiu de José Rebola – música que se propôs a compor repertório novo para este instrumento, e no processo acabou rodeado de seis outros músicos da região que falam a mesma linguagem, alguns deles também com ligações à Associação. Lançaram o seu single de estreia, “Música Prapular”, a 8 de janeiro de 2024.

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

 

A lira bizantina (em grego: λύρα; romaniz.: lyra; em latim: lira) é um instrumento musical de corda friccionada do Império Bizantino. É um ancestral dos instrumentos curvados europeus maiores, incluindo o violino. Na sua forma popular, foi um instrumento com forma de meia pera com três para cindo cordas, na posição vertical, que eram tocadas com a unha.

Restos de dois exemplares de liras bizantinas da Idade Média foram encontradas em escavações feitas Novgorod, um deles datado de 1190. A primeira descrição conhecida do instrumento em estojo de marfim bizantino (900-1100), preservado no Palácio de Podestà em Florença (Museu Nacional). Versões da lira bizantina ainda são tocadas na Grécia, República da Macedônia, Albânia, Sérvia, Bulgária, Croácia, Montenegro, Itália,  Turquia e Creta, onde a lira é central para a música tradicional da ilha.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Grécia
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
  • Família da lira bizantina
  • Instrumentos começados por l

Lira bizantina, Grécia

A lira calabrese (lira calabresa) é um instrumento de corda friccionada característico da Calábria (região do sul de Itália). Organologicamente faz parte do grupo da chamada “lira bizantina”, instrumento com características muito semelhantes que se difundiu pelo Império Bizantino. A lira calabrese é tocada principalmente como um instrumento solo, mas também pode acompanhar danças tradicionais, como a tarantela calabresa. É comumente acompanhada pelo tamborim. A lira calabrese tem uma estrutura única, com um corpo em forma de caixa e várias cordas que são tocadas com um arco. A sonoridade do instrumento é suave e melódica, e sua música é considerada uma parte importante da cultura tradicional da Calábria.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Itália
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
  • Família da lira bizantina
  • Instrumentos começados por l
Lira calabrese, cordofone de arco, Itália

Lira calabrese, cordofone de arco, Itália

Caixa de guerra mirandesa

A caixa de guerra mirandesa é um instrumento de percussão tradicional composto por um tambor de metal, dois aros, dois arquilhos, corda e afinadores de corda ou tensores de metal, gancho de segurar correia, afinador de bordão, bordão de tripa e duas peles de cabrito. (Mirandrum)

Bibliografia/Discografia

Ritmos Tradicionais Mirandeses

Ritmos Tradicionais Mirandeses

Ritmos Tradicionais Mirandeses Caixa de guerra e bombo é uma obra da autoria de Alexandre Meirinhos e Rui Rodrigues, com traduções de Ana Maria Pimentel, Elisa de Lima e Luísa Soares (Inglês) | Duarte Martins. Inclui CD cuja gravação, mistura e masterização esteve a cargo de Emiliano Toste – Estúdio Toste, com Paulo Preto na gaita de fole Mirandesa, Alexandre Meirinhos, em caixa de guerra, e Paulo Meirinhos no bombo.

Caixa de guerra mirandesa, Mirandrum, Portugal

Caixa de guerra mirandesa, Mirandrum, Portugal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Afinador de caixa Mirandrum, Portugal

Afinador de caixa Mirandrum, Portugal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A caixa de guerra situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Portugal
  • Membranofones percutidos
  • Instrumentos começados por c
Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Tracanholas

Tracanholas, ou trancanholas, é um idiofone percutido composto por duas tábuas de madeira, relativamente finas e duras. As duas peças são colocadas na mão sendo separadas pelo dedo médio, de forma a serem, através do pulso e num movimento ritmado, agitadas e percutidas. Podem ser feitas de diferentes madeiras ou matérias causando diferentes sons. (Mirandrum). A marca Mirandrum, de Miranda do Douro, Portugal, faz tracanholas de diversas madeiras: carrasco (azinheira), buxo, oliveira, granadilho e wengué (com fio em cabedal para se tornarem inseparáveis e bolsa em couro opcional, feita à mão).

É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Portugal
  • Instrumentos musicais de Miranda do Douro
  • Idiofones percutidos
  • Instrumentos começados por t
Tracanholas Mirandrum, de Mirando Douro, Portugal

Tracanholas Mirandrum, de Mirando Douro, Portugal

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

paulitos

paulitos designa um idiofone percussivo constituído por dois paus em forma cilíndrica com cerca de 30-40 cm de comprimento e 3 cm de espessura, de madeira de carvalho ou freixo. A decoração consiste em gravações a ferro quente. Os paulitos são usados nas danças dos pauliteiros de Miranda do Douro e Mogadouro (Trás-os-Montes e Alto Douro).

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Portugal
  • Instrumentos tradicionais de Miranda do Douro
  • Idiofones percutidos
  • Instrumentos de percussão de altura indefinida
  • Instrumentos começados por p
Pauliteiros, créditos CMMD

Pauliteiros, créditos CMMD

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Garrafa com garfo

Garrafa com garfo, à semelhança da botella de anís, em Espanha, era um instrumento utilizado juntamente com a guitarra, violão, ferrinhos, conjunto próprio para folguedos e danças de ruas – os fandangos, viras, malhões e farrapeiras, em Lavos, concelho de Figueira da Foz. Garrafas como a de Anís del Mono, Raza Dulce, Moreira, Anís Regio, La Castellana, Arenas, Anis de La Asturiana, com saliências, tornam-se um potencial reco-reco depois de acabar a bebida.

Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por raspagem.

ETIQUETAS

  • Instrumentos tradicionais de Portugal
  • Idiofones de raspagem
  • Instrumentos começados por g
Garrafa com garfo

Garrafa com garfo

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

subina é um aerofone de palheta livre de cana encaixada no tubo melódico. “Pequena e tosca gaita de cana, de estreita secção, feita artesanalmente, assim conhecida na região de Torres Vedras. O som não resulta da simples passagem do ar por um canal estreito, como acontece na flauta, antes é produzido por uma palheta de cana introduzida no bocal da cana, obviamente com uma secção inferior a este. Por isso é por vezes designada por palheta pelos estudiosos, mas não pelo povo, que a trata simplesmente por gaita, gaitinha ou gaita de cana (subina na região de Torres Vedras, Pedra Pequena e Maxial, nome que não consta usar-se noutras regiões).

Trata-se, na verdade, de um instrumento rudimentar, sem primores de afinação (toda a sua factura é realizada à ponta de canivete, incluindo os orifícios para as notas), pelo que a sua utilização se destina predominantemente ao entretenimento infantil. Sem embargo, é também usada por adultos e consegue uma sonoridade de grande beleza rústica. Instrumento semelhante pode ser encontrado em Terras de Miranda, onde leva o nome de flauta ou gaita de barcego, nome da erva com que é feita, a qual serve apenas para alimento de gado. Depois de seca, rasgam-se os orifícios talqualmente como na subina. Mas não tem, naturalmente, a consistência nem a durabilidade da subina.

Tradições Musicais da Estremadura, de José Alberto Sardinha, p. 389 e 390, Tradisom 2000.

ETIQUETAS

  • Instrumentos tradicionais de Portugal
  • Instrumentos de palheta livre
  • Instrumentos começados por s
Subina, Silvério da Silva, Maxial 1988

subina, Silvério da Silva, Maxial 1988

timbalão

timbalão é um bimembranofone de percussão tradicional portuguesa. Aparece em conjuntos das várias regiões de Portugal, nas rusgas, chulas, fanfarras, sendo tocado por zés-pereiras e gaiteiros. Existem timbalões de vários tamanhos, incluindo os de 10′, 12”, 14”, 16” e timbalão surdo, o mais grave. timbalão designa também o tambor de chão da bateria.

Timbalão, Portugal

timbalão, Portugal

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.