Tag Archive for: instrumentos musicais de Portugal

gaita de fole

A gaita de fole é um aerofone que tem pelo menos um tubo melódico e um insuflador mediado por uma válvula ligados a um reservatório de ar; na maioria dos casos, há pelo menos mais um tubo melódico, pelo qual se emite uma nota pedal constante em harmonia com o tubo melódico. É muito utilizado nas regiões de influência celta, incluindo a Escócia, França, Espanha e Portugal.

gaita de fole, gaiteiro infantil, França, 1575

“E do outro lado do rio andavam muitos deles, dançando e folgando, um diante do outro, sem se tomarem pelas mãos. Dançavam muito bem. Passou-se então além do rio o nosso Diogo Dias, que já foi tesoureiro da Casa Real em Sacavém e que é homem muito gracioso e folgazão. Ele levou consigo um gaiteiro dos nossos e sua gaita. Logo meteu-se com eles nas danças, tomando-os pelas mãos; e eles folgavam e riam e acompanhavam muito bem ao ritmo da gaita. Depois que muito dançara, Diogo Dias encheu-lhes de admiração com a execução de perfeitos saltos-mortais, exibição que os fazia muito rir e folgar. Como Diogo Dias, com os seus bailes, muito os segurasse e os afagasse, logo se retraíram, esquivos como os animais monteses, e se retiraram para cima do monte.”

Carta de Pero Vaz de Caminha, o primeiro documento escrito da História do Brasil.

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Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Pífaro, pífano ou pife é uma pequena flauta, aguda, similar a um flautim, mas com um timbre intenso e estridente, devido ao seu diâmetro menor.

Pífaro, Odete Cotrim

Odete Cotrim, pífaro

Os pífaros são originários da Europa medieval e são frequentemente utilizados em bandas militares.

Apesar da sua simplicidade em termos de construção, o pífaro é capaz de produzir melodias vivazes e incisivas. A sua sonoridade cortante permite que se projete com clareza, mesmo em ambientes ruidosos. Historicamente, o pífaro tem sido um instrumento importante em contextos militares, onde a sua voz aguda era essencial para transmitir comandos e manter o ritmo das marchas.

Em Portugal, o pífaro, também conhecido como pífano ou pife, marca presença em algumas tradições folclóricas e festividades. O seu som brilhante e enérgico adiciona um toque especial a cortejos e celebrações, contribuindo para a atmosfera vibrante e alegre. 

É um instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta – no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

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O pilão, ou almofariz, é uma ferramenta de cozinha que serve para triturar ervas e especiarias e é utilizada também como instrumento de percussão direta.

Objeto de madeira ou metal, pode ser tocado por crianças e adultos batendo o pilão nas paredes do almofariz (ou raspando).

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Pilão ou almofariz, Portugal

pilão ou almofariz, Portugal

O almofariz, ou pilão, é uma ferramenta de cozinha que serve para triturar especiarias e ervas, libertando aromas e sabores, utilizada também como instrumento de percussão. Um recipiente robusto, geralmente feito de pedra, madeira ou metal, é percutido por um pilão, uma espécie de bastão com uma extremidade arredondada. Nas mãos de um músico, o almofariz transforma-se num idiofone percussivo.

A sonoridade do almofariz como instrumento musical nasce do ato de golpear o pilão contra as paredes e o fundo do recipiente. O som produzido varia consoante o material de ambos, o tamanho e a forma. Pode ser um clique seco e agudo, um som mais grave e oco, ou até mesmo um raspado rítmico ao friccionar o pilão contra a superfície áspera do almofariz.

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Almofariz de madeira, Portugal

almofariz de madeira, Portugal

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Matraca, também chamada carraca, ou carraco, em Espanha, é um instrumento de percussão da categoria dos idiofones, constituído basicamente por um corpo de madeira no qual estão dispostos martelos móveis que podem ser de madeira ou de metal que, por ação manual ou mecânica golpeiam o corpo de madeira.

Matraca provém do árabe mitraqa, que significa martelo. A matraca é utilizada em igrejas de Espanha, Portugal (Braga) e Brasil nas cerimónias da Semana Santa. 

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Matraca, idiofone tradicional religioso de Braga

Matraca, idiofone tradicional religioso de Braga

O sino é um instrumento do tipo idiofone, com badalo, feito de bronze, existente e ainda funcional em muitas igrejas. Um conjunto de sinos afinados para o efeito forma um carrilhão. “Os sons dos sinos integram a paisagem cultural e sonora de diversas cidades portuguesas que ainda mantêm ativos esses instrumentos como parte de seu património sonoro e artístico.

Através dos seus toques, os sinos foram responsáveis, desde tempos remotos, por ordenar o tempo, alegrar as festividades, comunicar publicamente variadas notícias, alertar para as intempéries e incêndios, garantir a proteção espiritual, chorar os mortos, regular o trabalho, ajudar nos partos difíceis, entre outras funções.

O cotidiano das cidades era marcado pela presença constante de uma “sonoridade brônzea”, organizada através de um sofisticado sistema de códigos sonoros reconhecidos por seus habitantes. A salvaguarda do importante património sineiro, em território português – no qual identifica-se sinos datados desde o século XIII -, a preservação dos saberes relacionadas à prática de fundição, a relevância da recuperação e preservação dos toques manuais, o impacto da mecanização, a valorização do ofício de sineiro(a) e o debate sobre a cultura sineira portuguesa como património material e imaterial são alguns dos temas tratados por especialistas convidados no webinário O Património Sineiro Português, realizado pelo projeto PASEV – Patrimonialização da Paisagem Sonora de Évora, da Universidade de Évora, CESEM/UÉ, CIDEHUS, em 2021. Contou com o apoio da Direção Regional de Cultura do Alentejo – DRCA, Mestrado em Gestão e Valorização do Património Histórico Cultural/UÉ, Cátedra da UNESCO em Património Imaterial e Saber-Fazer Tradicional/UÉ, ICOMOS-Comissão Nacional Portuguesa.

Sino, Portugal

Sino, Portugal

Cana rachada, caninha, ou castanhola de cana rachada, é um instrumento tradicional português, um idiofone tocado na região da Lezíria Ribatejana e outras regiões para acompanhar ritmos e danças. Situa-se no índice 11. no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

“O tocador de cana rachada é uma das figuras que mais chama atenção nos ranchos ribatejanos. No Rancho Folclórico da Casa do Povo de Aveiras de Cima também é assim. Filipe Carapinha é um dos executantes deste instrumento artesanal. No seu caso foi o próprio que apanhou a cana num caniçal em Aveiras de Baixo. É portanto um produto cem por cento local. Mas só dão boas canas rachadas aquelas que antes de terem sido arrancadas se situavam perto de um curso de água. A boa irrigação dá canas mais fortes e resistentes. Há também uma altura mais propícia para apanhar a cana: quando não está nem muito seca nem muito verde. O meio-termo é o ideal.

Filipe Carapinha que está há 13 anos no rancho de Aveiras de Cima, já fez 272 canas para este grupo. José Luís Pratas também do rancho dá a conhecer que nas atuações, principalmente no estrangeiro, o rancho dá especial destaque à cana rachada, pela sua singularidade e porque à primeira vista quem pensaria que poderia produzir um som tão carismático. Nas suas atuações, a performance produzida pelo som da cana rachada já valeu um terceiro lugar no acompanhamento musical num festival internacional de folclore decorrido em Palma de Maiorca. Conseguiram ainda um primeiro lugar num concurso do Inatel com este instrumento.

Sílvia Agostinho/Miguel A. Rodrigues . Valor Local . 08-11-2018

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Castanhola de cana rachada, João Mota

Castanhola de cana rachada, João Mota

Cana rachada, caninha, ou castanhola de cana rachada, é um instrumento tradicional português, um idiofone tocado na região da Lezíria Ribatejana e outras regiões para acompanhar ritmos e danças.

“O tocador de cana rachada é uma das figuras que mais chama atenção nos ranchos ribatejanos. No Rancho Folclórico da Casa do Povo de Aveiras de Cima também é assim. Filipe Carapinha é um dos executantes deste instrumento artesanal. No seu caso foi o próprio que apanhou a cana num caniçal em Aveiras de Baixo. É portanto um produto cem por cento local. Mas só dão boas canas rachadas aquelas que antes de terem sido arrancadas se situavam perto de um curso de água. A boa irrigação dá canas mais fortes e resistentes. Há também uma altura mais propícia para apanhar a cana: quando não está nem muito seca nem muito verde. O meio-termo é o ideal.

Filipe Carapinha já fez 272 canas para o grupo. José Luís Pratas também do rancho dá a conhecer que nas atuações, principalmente no estrangeiro, o rancho dá especial destaque à cana rachada, pela sua singularidade e porque à primeira vista quem pensaria que poderia produzir um som tão carismático. Nas suas atuações, a performance produzida pelo som da cana rachada já valeu um terceiro lugar no acompanhamento musical num festival internacional de folclore decorrido em Palma de Maiorca. Conseguiram ainda um primeiro lugar num concurso do INATEL com este instrumento.

Sílvia Agostinho/Miguel A. Rodrigues, Valor Local, 08-11-2018

Cana rachada, idiofone português

Cana rachada, idiofone português

Clique AQUI para oficinas de cana rachada com MOA.

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

bandola portuguesa é um cordofone com braço curto trastejado e corpo em forma de lágrima. Pertence à família dos alaúdes, possuindo geralmente quatro pares de cordas metálicas que são dedilhadas com uma palheta (ou plectro), produzindo um som brilhante e cristalino.

A sua construção cuidadosa e o seu design peculiar contribuem para a sua sonoridade distinta e para a sua beleza estética. O braço curto facilita a execução de melodias rápidas, enquanto o corpo em forma de lágrima influencia a ressonância e a projeção do som, conferindo-lhe um timbre único e expressivo.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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Bandola portuguesa, Portugal

bandola portuguesa, Portugal

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Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

bombo

O bombo é um bimembranofone percutido de dimensões grandes e som grave. Geralmente é tocado na posição vertical.

Além do bombo de orquestra, há o bombo de romaria, de construção artesanal, um dos instrumentos utilizados no programa das festas populares de Portugal.

O termo designa também tambor cilíndrico de som grave que na bateria fica ao centro.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

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Bombo, Portugal

bombo, Portugal

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Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.