Enciclopédia de instrumentos musicais do mundo

O Binsasara, também grafado como binzasara ou binsazara, é um idiofone tradicional do Japão, pertencente à família dos instrumentos de percussão indireta, assemelhando-se funcionalmente às tréculas ou tabuinhas ocidentais. A sua construção consiste numa série de pequenas placas de madeira, geralmente retangulares ou ligeiramente arredondadas, interligadas por um ou mais cordéis.

A produção sonora do Binsasara ocorre através do movimento ritmado das mãos do executante. O instrumento é segurado pelas extremidades, que geralmente possuem alças para facilitar o manuseio. Ao agitar ou manipular as extremidades com destreza, as placas de madeira são forçadas a bater umas contra as outras, gerando um som característico de estalido ou clique repetitivo. A intensidade e a velocidade do movimento das mãos controlam o volume e o ritmo da sonoridade produzida.

O Binsasara é frequentemente utilizado em festivais tradicionais japoneses, danças folclóricas e em acompanhamentos musicais onde um ritmo marcado e um efeito sonoro distintivo são desejados. 

É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Japão
  • Idiofones de madeira
  • Família das tréculas
  • Instrumentos começados por b
Binsasara

Binsasara, Japão

Biniou é uma gaita de foles da Bretanha (França) e Espanha. Cabrette (Auvergne), cornemuse du Centre, musette du Centre (Centro de França), craba (Montagne Noire), Boha (Gasconha), chabrette, chabrette limousine (Limousin), musette bressanne (Bresse), veuze, bombard, biniou (Bretanha), chabretta, chabreta, cabreta, bodega (Occitaine), bousine (Normandia), samponha (Pirinéus), sourdeline, musette de cour, musette bechonnet, são nomes de diferentes de gaitas de foles de diferentes regiões de França. Também se encontra em Espanha.

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de França
  • Aerofones de palheta
  • Família das gaitas de fole
  • Instrumentos começados por b
Biniou, gaita de fole, Betagne, França

Biniou, gaita de fole, Betagne, França

O Banjulele, também conhecido como banjelele ou banjolele, é um instrumento híbrido que combina as características de dois cordofones distintos: o banjo e o ukulele. Apresenta o corpo ressonador circular e a ponte flutuante típicos do banjo, mas com o braço mais curto e as quatro cordas características do ukulele. Esta fusão resulta num instrumento com uma sonoridade única, que herda o timbre brilhante e percussivo do banjo, mas com a tocabilidade e a afinação acessível do ukulele.

As quatro cordas do Banjulele são geralmente afinadas da mesma forma que as do ukulele soprano padrão (Sol, Dó, Mi, Lá). O braço trastejado permite a execução de acordes e melodias de forma semelhante ao ukulele, tornando-o relativamente fácil de aprender para quem já tem familiaridade com este instrumento. No entanto, o corpo de banjo, com a sua pele esticada, projeta um som mais alto e com um timbre mais metálico e vibrante do que o ukulele tradicional, que possui um corpo de madeira.

O Banjulele ganhou popularidade no início do século XX, especialmente no contexto da música popular e do jazz. A sua sonoridade peculiar e a sua portabilidade tornaram-no um instrumento atraente para músicos que procuravam um som distinto e divertido. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Cordofones da família dos alaúdes
  • Instrumentos começados por b
Banjulele

Banjulele

O Babandir, partilhando a mesma família e muitas designações com o Babendil, é um idiofone tradicional das Filipinas, classificado como um gongo de borda estreita. Tal como o seu quase homónimo, é construído em bronze ou latão e apresenta uma superfície lisa e ligeiramente convexa. A característica distintiva da borda estreita influencia a sua ressonância e o timbre metálico que produz.

A função primordial do Babandir na música tradicional filipina é a marcação do tempo e a sustentação da pulsação rítmica para o conjunto musical. É executado através da percussão direta da sua superfície com uma ou duas baquetas. Estas podem ser simples varas de madeira ou possuir extremidades envoltas em materiais mais suaves para alterar a qualidade do som produzido. O som resultante é geralmente claro, penetrante e com uma sustentação moderada, encaixando-se na textura sonora das diversas orquestras de gongo filipinas.

O Babandir é um componente essencial em muitas formas de música cerimonial e festiva nas Filipinas, incluindo o renomado conjunto kulintang, onde desempenha um papel crucial na estrutura rítmica. 

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais das Filipinas
  • Idiofones percutidos
  • Família dos gongos
  • Instrumentos começados por b
Babandir, Filipinas

Babandir, Filipinas

O Cununo, também grafado cununú, é um membranofone tradicional do Equador, caracterizado pelo seu formato cónico. Instrumento de percussão com uma só membrana, de pele de animal esticada sobre a extremidade mais larga do corpo cónico, é tipicamente construído em madeira.

Apresenta duas versões distintas: o Cununo macho, que é o maior dos dois, e o Cununo fêmea, de dimensões menores. Estes dois instrumentos são frequentemente tocados em conjunto, complementando-se ritmicamente e contribuindo para a rica textura sonora da música tradicional equatoriana. O Cununo macho tende a produzir sons mais graves e profundos, enquanto o Cununo fêmea oferece timbres mais agudos e incisivos.

A técnica de execução envolve a percussão direta da membrana com as mãos, explorando diferentes partes da mão e variando a intensidade dos golpes para produzir uma ampla gama de ritmos e nuances sonoras. 

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Equador
  • tambores em forma de vaso
  • Instrumentos começados por c
Cununo, Equador

Cununo, Equador

A Ciftelia, com as suas variações de grafia como cifteli ou qifteli, é um cordofone de braço longo e trastejado, tradicional da Albânia e do Kosovo. Instrumento de duas cordas apenas, ocupa um lugar de destaque na música popular das regiões, sendo utilizado em celebrações festivas como casamentos e também em contextos de concerto.

A sua construção caracteriza-se por um corpo ressonador de formato geralmente oval ou em forma de pêra, e um braço longo que possui trastos, permitindo a execução de melodias definidas e acordes. As duas cordas, tradicionalmente feitas de tripa ou metal, são esticadas ao longo do braço e afinadas geralmente em intervalos de quarta ou quinta. A execução envolve a dedilhação das cordas com os dedos ou com o uso de uma palheta, produzindo melodias lineares e acompanhamentos harmónicos simples.

A sonoridade da Ciftelia adapta-se bem à música folclórica balcânica, com as suas melodias intrincadas e ritmos animados. A sua presença em eventos sociais importantes, como casamentos, sublinha o seu papel como um veículo de expressão cultural e um elemento essencial nas celebrações comunitárias. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Albânia
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Cordofones do tipo alaúde
  • Instrumentos começados por c
Ciftelia, Albânia e Kosovo

Ciftelia, Albânia e Kosovo

A ciaramella é um aerofone tradicional da Itália, com forte presença nas regiões meridionais como a Campânia e a Sicília. Pertencente à família das palhetas duplas, assemelha-se ao oboé na sua construção e princípio de funcionamento, mas distingue-se por um timbre mais agudo e penetrante. Este som característico confere-lhe uma identidade sonora única dentro da música popular italiana.

Construída em madeira, a ciaramella possui um corpo cónico ou cilíndrico e é equipada com sete ou oito orifícios digitadores ao longo do seu tubo. Estes orifícios são manipulados pelos dedos do músico para alterar o comprimento da coluna de ar vibrante no interior do instrumento, permitindo assim controlar a altura das notas produzidas. A palheta dupla, inserida numa extremidade do instrumento, vibra quando o músico sopra através dela, gerando o som.

A ciaramella desempenha um papel vibrante nas celebrações e tradições do sul da Itália. É um instrumento frequentemente ouvido em festivais religiosos, festas populares e acompanhando danças folclóricas, onde a sua sonoridade distintiva e enérgica contribui para a atmosfera festiva e animada. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Itália
  • Instrumentos de sopro de palheta
  • Instrumentos começados por c
Ciaramella, Itália

Ciaramella, Itália

Cornemuse é o termo francês que designa a gaita de fole, um instrumento de sopro de palheta de origem ancestral, com vestígios da sua forma primitiva encontrados em diversas nações europeias, cada qual desenvolvendo características distintivas. A essência da Cornemuse reside num reservatório de ar, tradicionalmente feito de pele de cabra ou de outros animais, insuflado pelo músico através de um tubo. O ar armazenado no fole é direcionado para um ou mais tubos melódicos, equipados com palhetas simples ou duplas. A pressão constante do ar no reservatório mantém as palhetas em vibração contínua, produzindo um som característico e sustentado. Adicionalmente, um ou mais bordões, também com palhetas, emitem notas fixas que harmonizam com a melodia principal tocada no ponteiro (o tubo melódico principal com orifícios para os dedos).

A Cornemuse assume diversas formas e nomes ao longo da Europa, desde a uilleann pipes irlandesa à bagpipe escocesa, passando pela zampogna italiana e a gaita gallega espanhola, entre muitas outras. 

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de França
  • Instrumentos de sopro de palheta
  • Família das gaitas de fole
  • Instrumentos começados por c
Cornemuse, ou gaita de fole

Cornemuse, ou gaita de fole

O Choghur, com as suas diversas denominações regionais como chagur, chaghyr ou chonguri, é um cordofone de braço longo tradicional das regiões do Cáucaso, Irão e Anatólia. Na Geórgia e no Azerbaijão, é mais comummente conhecido como chogur ou chonguri. Esta designação abrangente reflete a sua presença e importância cultural em várias tradições musicais interligadas.

Caracterizado por um braço longo e um corpo geralmente em forma de pêra ou oval, o Choghur pertence à família dos alaúdes de braço comprido. O número de cordas pode variar dependendo da região e do tipo específico do instrumento, mas geralmente situa-se entre três e seis. Estas cordas, tradicionalmente feitas de tripa ou seda, são vibradas através da dedilhação ou do uso de um plectro, produzindo melodias e acompanhamentos.

A ausência de trastos no braço longo do Choghur permite uma grande flexibilidade na produção de microtons e variações de altura, conferindo à sua sonoridade uma expressividade melancólica e rica em nuances. É frequentemente utilizado na música folclórica, em canções tradicionais e em narrativas épicas destas regiões, acompanhando a voz de cantores e contando histórias através das suas melodias evocativas. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Família dos alaúdes de braço longo
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Instrumentos começados por c
Choghur, Azerbaijão

Choghur, Azerbaijão

Wakra montoy, ou waqrapuku é um instrumento de sopro da família das trombetas naturais (o que significa que não dispõe de orifícios ou chaves que alterem a altura natural do som).

É utilizado em diversas regiões dos Andes, e foi declarado património cultural da nação peruana. Abundam referências históricas sobre este aerofone, também conhecido por wakra, wagla, wagra corneta, wakra montoy, waray condor, santiago e outras variantes. É feito de fragmentos de corno de gado vacum unidos em tubo curvo.

É utilizado em festas dedicadas ao gado vacum anunciando os momentos que compõe a festa. Faz-se acompanhar com frequência de um pequeno tambor andino, o tinya, e em trio com tinya e violino.

Nos aerofones, categoria 4 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos, o som é produzido principalmente pela vibração do ar ou pela sua passagem através de arestas ou palhetas: o instrumento por si só não vibra, nem há membranas ou cordas vibrantes.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Peru
  • Família das trombetas naturais
  • Instrumentos começados por w
Wakra montoy, Peru

Wakra montoy, Peru