Enciclopédia de instrumentos musicais do mundo

Repique

O repique, semelhante ao repinique, é um tambor bimembranofone de percussão direta, tradicionalmente presente no cenário musical brasileiro, especialmente nas escolas de samba.

Trata-se de um tambor de dimensões reduzidas que possui peles tensionadas em ambas as extremidades do corpo cilíndrico. A sua técnica de execução peculiar envolve o uso de uma baqueta em uma das mãos para percutir uma das peles, enquanto a outra mão golpeia diretamente a pele oposta, criando uma rica variedade de timbres e ritmos.

Originalmente concebido pelas escolas de samba com o objetivo de produzir um som mais agudo e penetrante, o repique frequentemente assume o papel crucial de condutor musical dentro das baterias. Os seus toques característicos servem como “deixas”, sinalizando mudanças de ritmo, entradas e saídas de instrumentos, e a dinâmica geral do grupo.

Além da sua função de liderança rítmica, o repique também se destaca como instrumento solista. É comum ouvi-lo em introduções de sambas, onde a sua sonoridade vibrante e expressiva cria expectativa e prepara o ouvinte para a melodia principal. Em contextos de batucadas, o repique pode brilhar em solos improvisados, demonstrando a destreza e a criatividade do percussionista.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Brasil
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por r
Repique, Brasil

Repique, Brasil

Rebolo (o mesmo que tantã, ou tan tan) é um membranofone de percussão direta tradicional do Brasil. Tem forma cilíndrica (modelo que mais parece um tambor), ou afunilado na ponta (mais parecido com um atabaque).

O corpo é de madeira ou alumínio.

Em uma das extremidades usa-se uma pele que pode ser de animal ou polyester (napa). Existem vários calibres, fazendo com que o seu som varie do mais agudo ao mais grave.

É utilizado para dar a marcação rítmica na música e muito importante no samba. O instrumentista serve-se das mãos para tocar, não sendo necessárias baquetas. Uma das mãos toca a pele do instrumento e a outra o corpo.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Brasil
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por r
Rebolo, Brasil

Rebolo, Brasil

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Tabaque

O tabaque, também grafado atabaque, é um tambor unimembranofone de origem afro-brasileira, caracterizado por ter uma membrana vibratória, geralmente de couro animal, esticada sobre um corpo cilíndrico de madeira. A sua própria denominação evoca as suas raízes, derivando do termo árabe “al-Tabaq”, que significa “prato” ou “bacia”, sugerindo uma possível conexão histórica com instrumentos de percussão do mundo árabe.

No Brasil, o tabaque assume um papel fundamental em diversas manifestações culturais e religiosas de matriz africana, como o candomblé e a umbanda, onde é utilizado para invocar e saudar os orixás e entidades espirituais através de ritmos específicos e complexos. A sua sonoridade rica e percussiva marca o ritmo dos cânticos e das danças rituais, criando uma atmosfera de profunda conexão espiritual.

Existem diferentes tamanhos de tabaques, cada um com uma função e sonoridade distintas dentro dos conjuntos musicais tradicionais. O repique, o rumpi e o rum são os mais comuns, variando em altura e diâmetro, e consequentemente, na tonalidade e no volume do som produzido. A percussão do tabaque é feita diretamente com as mãos ou com o auxílio de uma baqueta, exigindo dos tocadores técnica e sensibilidade para extrair a sua vasta gama de timbres e ritmos.

Em São Tomé e Príncipe (África) também existe um membranofome com o nome de tabaque, um tambor médio cuja pele é amarrada em vez de pregada.

Tabaque com suporte, em Português

Tabaque com suporte, em Português

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

pandeiro arábico é um membranofone constituído por uma membrana sobre armação circular pouco funda que produz pouca ressonância.
Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.
  • tambores percutidos
  • tambores em forma de cilindro
  • Família dos pandeiros
  • Membranofones com soalhas

Tambor falante é uma família de tambores bimembranofones em forma de ampulheta, tradicional da África Ocidental, utilizado para comunicar. O tocador coloca o tambor debaixo do braço e bate o instrumento com um pau ou um aro de ferro com uma bola na ponta.

A sua característica mais distintiva é a capacidade de imitar os tons e ritmos da fala humana. Esta habilidade única deriva da sua construção e da técnica de execução. Consiste num corpo cilíndrico de madeira com duas peles de couro presas em ambas as extremidades por um intrincado sistema de cordas de tensão. Estas cordas, geralmente feitas de couro ou tecido resistente, correm ao longo do corpo do tambor e são apertadas ou afrouxadas pelo executante ao pressioná-las com o braço ou uma vara curva enquanto percute as peles com uma baqueta curva.

Ao variar a tensão das cordas, o músico consegue alterar a altura do som produzido pelo tambor. Apertar as cordas eleva o tom, enquanto afrouxá-las o baixa. Através de uma manipulação habilidosa da tensão e da forma como percute as peles, um tocador experiente de tambor falante pode produzir uma vasta gama de sons que se assemelham aos padrões tonais das línguas africanas, permitindo a transmissão de mensagens, provérbios, poesia e até mesmo histórias inteiras.

Historicamente, os tambores falantes desempenharam um papel vital na comunicação inter-aldeias, servindo como um sistema de telégrafo sonoro. Em contextos musicais, adicionam uma camada rítmica e melódica complexa aos conjuntos, interagindo de forma expressiva com cantores e outros instrumentos. 

ETIQUETAS

  • Família dos tambores falantes
  • Bimembranofones
  • tambores tradicionais africanos
Tambor falante, em Português

Tambor falante, em Português

pandeireta é um instrumento de percussão híbrido formado por uma pele sobre uma armação cilíndrica com fendas atravessadas por eixos e discos metálicos na ilharga.

Pelas soalhas, situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Pela membrana, é situa-se no índice 21, entre os tambores percutidos. É um instrumento sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os instrumentos percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Portugal
  • instrumentos de percussão híbridos
  • Instrumentos de percussão
  • Instrumentos começados por p

Instrumentos musicais de Portugal

Pandeireta, em Português

pandeireta, em Português

Reciclanda, música e instrumentos sustentáveis

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança, o bem estar dos seniores e a capacitação de profissionais.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Pau de chuva é um idiofone constituído por um tubo de plástico, madeira ou outro material contendo grãos ou pequenas bolas que, ao caírem quando o tubo vai passando à posição vertical imita o som da chuva.

pedras são um instrumento do tipo idiofone de concussão constituído por duas pedras que entrechocam nas mãos do executante. O uso destas pedras (devidamente selecionadas pelo som e a forma) acontece em vários países, incluindo Portugal e Espanha, designadamente em grupos etnográficos. 

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos tradicionais de Portugal
  • Instrumentos de percussão
  • Idiofones percutidos
  • Instrumentos começados por p
Pedras, Portugal

pedras, Portugal

Tambor de água, ou tina, é um instrumento musical utilizado na Guiné-Bissau, na província, no norte, e nas cidades.

Consiste em tambores cortados ao meio e cheio de água onde se coloca uma cabaça hemisférica que é percutida com as mãos. Instrumento muitas vezes associado à vida na cidade, é utilizado em festas, casamentos e atividades recreativas de mandjuandades (pessoas da mesma idade) e a cerimónia de “choro” das pessoas idosas, realizada uma semana após o funeral. É um instrumento de ressonância com um som cavo (“baixo zumbido”). Serve de base rítmica para acompanhar canções e dançarinos, quase sempre acompanhada com palmas.

De acordo com o Atlas dos Instrumentos da Guiné-Bissau, habitualmente é tocado por duas pessoas, sentadas ou agachadas, uma que toca com as mãos, abertas ou fechadas, em cima da cabaça, e outra que no recipiente (tanque) com duas baquetas de metal. O som ressoa na água. Na etnia manjacas este instrumento tem o nome de ontina.
Tambor de água, Guiné-Bissau

Tambor de água, Guiné-Bissau

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  • Instrumentos musicais da Guiné-Bissau
  • Instrumentos começados por t

Flauta de balanta é um aerofone tradicional da Guiné-Bissau (África Ocidental) utilizado pelo povo Balanta, um dos grupos étnicos mais numerosos do país. Também é conhecido como fletxi-kondi ou fletxi. A flauta é feita tradicionalmente a partir de bambu, mas também pode ser feita de madeira ou metal. Possui geralmente seis furos, um na parte inferior e cinco na parte superior, e é tocada soprando-se nos furos enquanto os dedos abrem e fecham os orifícios para produzir diferentes notas musicais.

A Flauta de Balanta é usada principalmente para acompanhar danças tradicionais e cerimónias rituais. Ela desempenha um papel muito importante na cultura dos Balanta, sendo usada para contar histórias e transmitir mensagens através da música.

É considerada um símbolo de identidade cultural para o povo Balanta, sendo usada como um instrumento de resistência e preservação da sua tradição musical.

Nos instrumentos da categoria aerofone, o som é produzido principalmente pela vibração do ar ou pela sua passagem através de arestas ou palhetas: o instrumento por si só não vibra, nem há membranas ou cordas vibrantes.
Flauta de balanta, Guiné-Bissau

Flauta de balanta, Guiné-Bissau

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  • Instrumentos musicais da Guiné-Bissau
  • Instrumentos começados por f