Enciclopédia de instrumentos musicais do mundo

MÚSICA E PINTURA

Western inhabitants of Madeira, in: “Picturesques review of costumes of portugueses“. P-Ln, D.A. f.19, álbum contendo 21 guaches de 21×32 cm.

Figura feminina

Western inhabitants of Madeira

Western inhabitants of Madeira

 

 

 

 

 

 

 

 

A marca-de-água, disseminada por várias folhas, é datável de 1829. No guache, são representadas duas figuras madeirense do séc. XIX; a feminina é típica, apresentando-se descalça mas com as chinelas na mão; o homem empunha um cordofone de mão.

Homem com cordofone de mão

Western inhabitants of Madeira

Western inhabitants of Madeira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

As características morfológicas do instrumento que podemos, sem errar designar dor uma uma Viola de mão/Viola franceza, são: a sua caixa em forma de oito, braço longo que termina num cravelhal rectangular em forma de pá, onde se vêem os orifícios de seis cravelhas dorsais (três de cada lado do cravelhal), mas sendo só visíveis as três do lado direito. Foram-lhe riscadas só cinco cordas, não coincidindo portanto com o número de cravelhas. A boca do instrumento, que é de grande dimensão, foi desenhada um pouco abaixo do seu lugar habitual (talvez devido à perspectiva do desenho). O cavalete, de forma rectangular, é rematado por aplique, cujo desenho é bastante parecido com o usados em algumas Viola, ditas francesas, desta época fabricadas em Paris e Londres entre 1813-1847 (Lacote e Parnormo, Francois Roudhloff, Mirecourt , ca. 1815, entre outros).

Handpan é a designação de um instrumento musical do tipo idiofone, de metal. Tem a forma de ovni, sendo constituído por duas meias conchas de metal. É um instrumento similar ao “hang” (criado por Felix Rohner e Sabina Schärer em Berna, Suíça (PANart Hang)]. Como a procura começou a ser grande e era difícil adquirir o hang, outros fabricantes começaram a produzir instrumentos similares. No que diz respeito aos seus instrumentos, o fabricante Saraz (dos E.U.A.) tem preferência pela designação handpan. Tal como os instrumentos similares, o handpan percutido pelas mãos do executante sobre um apoio ou sobre os joelhos.

António José Ferreira

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Idiofones percutidos
  • Instrumentos começados por h

bilha, bilha com abano, ou cântaro, é um instrumento tradicional que consiste numa bilha de barro ou um cântaro de latão percutido na sua abertura (boca) por um abano de palha ou uma alpercata.

O executante segura a bilha debaixo do braço e bate na boca do utensílio produzindo um som grave que marca o compasso. Muito utilizado por grupos folclóricos em Portugal, este tipo de aerofone – é o ar que vibra – existe em vários países e continentes.

António José Ferreira

  • Instrumentos tradicionais de Portugal
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  • Aerofones
  • Instrumentos começados por b
Bilha, aerofone tradicional de Portugal

bilha, aerofone tradicional de Portugal

Reciclanda, música e instrumentos sustentáveis

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança, o bem estar dos seniores e a capacitação de profissionais.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

chocalho e chocalhofone

Não me recordo quando, nem como, surgiu a ideia de se criar o chocalhofone. Com certeza, a candidatura a património imaterial da UNESCO terá sido um critério nesta decisão. Devo dizer que já me tinha ocorrido a ideia há muitos anos de se criar com os chocalhos de Alcáçovas (concelho de Viana do Alentejo) um instrumento semelhante ao utilizado pelo compositor francês Olivier Messiaen em várias obras nomeadamente dos anos 1960. Estes factos e ainda o entusiasmo de alguns intervenientes, nomeadamente a Câmara de Viana do Alentejo e o Sr. André Correia (que se interessa pelo chocalho de Alcáçovas, tendo inclusive escrito um livro sobre o assunto), fizeram com que fosse ao início do ano de 2015 que chegámos a realizar a ideia de facto.

O instrumento não é uma inovação. Já foram utilizados chocalhos há muito tempo em composições da música “erudita”, por compositores como Mahler e Strauss. Aos meados do século XX foi desenvolvido um instrumento mais sofisticado em que foi reconhecido aos chocalhos uma afinação específica, resultando assim num instrumento afinado cromaticamente algo semelhante ao Xilofone ou ao Vibrafone. A novidade deste instrumento reside apenas no facto de terem sido utilizados chocalhos alentejanos, de fabrico artesanal.

Os chocalhos foram produzidos pela empresa Chocalhos Pardalinho em Alcáçovas. Não se pode dizer, porém, que o instrumento tenha sido produzido por esta empresa: o papel dos Chocalhos Pardalinho era a de fabricar e oferecer os chocalhos. O instrumento também teve a colaboração da câmara de Viana do Alentejo, que forneceu através dos seus serralheiros o arcabouço que suporta os chocalhos. Ainda contou com a minha colaboração no que dizia respeito a questões musicais: a escolha do âmbito (extensão) do instrumento – que é duas oitavas e meia – e a escolha dos chocalhos mais afinados de entre os que estavam na oficina; ainda colaborei na escrita de uma obra, Pastorale, para chocalhofone e orquestra para a ocasião do “lançamento” do instrumento.

A obra foi escrita em maio do ano de 2015 e foi estreada a 21 de junho na Igreja Matriz das Alcáçovas. É uma peça que dura uns 10 minutos e que apresenta o chocalhofone como instrumento solista, acompanhada por uma orquestra pequena. A obra foi repetida em outubro no Teatro S. Luiz em Lisboa.

Partes da música gravada na sua estreia foram utilizadas no concurso da candidatura dos chocalhos a património imaterial da UNESCO.

No ano seguinte, escrevi também uma pequena peça para chocalhofone solo – Ponteio – estreada por Bruno Sebastien de Oliveira na Universidade de Évora. O instrumento também foi utilizado pelo compositor João Nascimento, entre outros.

[ Texto facultado pelo autor, Christopher Bochmann, publicado na Meloteca a 11 de setembro de 2020 ]

  • Instrumentos musicais de Portugal
  • Instrumentos de percussão
  • Idiofones de altura definida
  • Instrumentos começados por c
Chocalhofone

chocalhofone

O harmónio é um órgão munido de fole, pedais e registos de palheta livre. Pode ter um ou dois teclados e joelheiras para o organista, com as pernas do lado dos joelhos, aumentar o volume. É transportável e pode mudar de sítio, sendo a manutenção mais fácil do que o órgão de tubos portativo. Foi muito popular e casas e igrejas ocidentais no século XIX e até aos anos 80 do século XX. Era utilizado nas celebrações litúrgicas de igrejas de cidades e aldeias. O volume sonoro era limitado e dava trabalho extra ao organista que, além de tocar, tinha de dar ao fole com os pés, alternadamente. Largos milhões de harmónios foram construídos nos EUA, Canadá e Europa nos séculos XIX e XX. Esta página pretende fazer um levantamento dos harmónios existentes em Portugal e que ainda podem ser utilizados tanto em música litúrgica como em música profana.

Caldas da Rainha

Museu das Termas

Harmónio existente no Museu das Termas, Caldas da Rainha

Harmónio existente no Museu das Termas, Caldas da Rainha

Grândola

Paróquia

Harmónio Alexandre & Fils, créditos Paróquia de Grândola

Harmónio Alexandre & Fils, créditos Paróquia de Grândola

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aquando da instalação do órgão de tubos na Igreja Matriz de Grândola, o organeiro Pedro Guimarães alertou a paróquia para a qualidade do harmónio de pedais que estava arrumado num dos espaços da paróquia. O harmónio foi construído por Alexandre & Fils, Inventeurs & Facteurs, Rue Mesley 39, Paris, datado de 1850, e valeria a pena recuperá-lo. Com o apoio da Fundação Caixa Agrícola da Costa Azul, o harmónio foi recuperado. Segundo informação da paróquia, terá sido apresentado no concerto final das festas em Honra de Nossa Senhora da Penha, Padroeira de Grândola, pelo organista Jaime Branco, músico de Beja, a 31 de maio.

Fonte: Paróquia de Grândola, maio de 2019

Porto

Lar dos Estudantes Vicentinos, Rua do Amial, 1268 Porto

Harmónio, Lar dos Estudantes Vicentinos, créditos António José Ferreira

Harmónio, Lar dos Estudantes Vicentinos, créditos António José Ferreira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No Lar dos Estudantes Vicentinos, que foi durante 50 anos seminário maior dos candidatos ao sacerdócio da Província Portuguesa da Congregação da Missão (Padres Vicentinos), havia e ainda existe e está operacional um pequeno harmónio Petrof que era utilizado em todas as celebrações litúrgicas da comunidade (estudantes e padres responsáveis pela formação). Era utilizado tanto nas missas, diárias como na Liturgia das Horas (Laudes, de manhã, e Vésperas, ao fim da tarde). Nas casas de formação por onde os estudantes passavam, existiam um ou mais harmónios, alguns deles grandes (caso das capelas do Seminário de Santa Teresinha, em Pombeiro, Felgueiras) e Seminário de São José (Oleiros, Lagares, Felgueiras). A formação era por vezes dada por professores padres e, outras vezes, os estudantes aprendiam de forma quase autodidata, com base em métodos de harmónio existentes.

Vila Nova de Gaia

Igreja Matriz de Sandim

Harmónio da matriz de Sandim, créditos António José Ferreira

Harmónio da matriz de Sandim, créditos António José Ferreira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na igreja paroquial existe um harmónio em bom estado, sendo utilizado nas missas dominicais um órgão eletrónico.

A esquila é em Trás-os-Montes e no Alentejo um chocalho de pequenas dimensões (idiofone de percussão), destinado a ovelhas e cabras, enquando os chocalhos, com formato diferente e tamanho maior são destinados a animais de corpatura maior como vacas e cavalos.

José Varzeano, de Alcoutim (Algarve, que confina com o Alentejo) apresenta a seguinte definição:

“A configuração da esquila assemelha-se mais a um sino do que a um chocalho, pois a “boca” é mais larga que a parte restante, enquanto no chocalho, é de uma maneira geral igual ou mais estreita. A liga do material de que é feito também é diferente da utilizada nos chocalhos. As esquilas que são, de uma maneira geral, de pequenas dimensões, utilizam-se em animais de menor corporatura como o gado caprino ou ovino e nos guias. O seu toque característico identifica o local onde se encontram. Enquanto nos chocalhos os badalos constituem normalmente peças de madeira (azinho), aqui são redondos e do mesmo metal.”

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido de altura indefinida. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos tradicionais de Portugal
  • Idiofones de percussão
  • Instrumentos começados por e
Esquila Fosca nº 1 dos Chocalhos Pardalinho

esquila Fosca nº 1 dos Chocalhos Pardalinho

Esquila, pequeno chocalho, em Trás-os-Montes, Alentejo e Espanha

esquila, pequeno chocalho, em Trás-os-Montes, Alentejo e Espanha

Reciclanda, música e instrumentos sustentáveis

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chocalho de Alcáçovas

O chocalho de Alcáçovas é um instrumento de percussão munido de um só batente interno, com altura que varia entre 2 e 50 cm. Também definido como sino, ou campana, o chocalho é habitualmente suspenso no pescoço do gado, com a ajuda de uma correia em couro cravejada e trabalhada, com o intuito de localizar e dirigir o gado.

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida. É um idiofone percutido sem intenção melódica (de altura indefinida).

A produção de chocalhos é uma arte milenar, que tem no território alentejano a maior expressão a nível nacional, com especial destaque para a Vila de Alcáçovas, do concelho de Viana do Castelo, distrito de Évora. Não sendo possível datar de maneira exata o início desta arte na vila de Alcáçovas, sabe-se que por volta do século XVIII era a principal indústria tradicional da vila, e que desde então o processo de fabrico e as ferramentas utilizadas para a construção destes utensílios continua a ser praticamente o mesmo.

A produção destes artefactos é completamente artesanal e exige uma técnica complexa. Nas grandes chapas de folha de Flandres (material laminado, constituído por ferro e aço), talham-se os chocalhos, conforme o tamanho ou a qualidade que se deseja. Estas folhas levam quatro golpes em sentido inverso, e mais tarde são encaixadas e enroladas de modo a ficarem com o molde do chocalho, que depois é debruado com pequenas tiras de folha. A seguir, é aberto um furo, ao alto, onde é colocado o céu, ou gancho que mais tarde irá segurar o badalo (peça oscilante que faz soar o chocalho). Procede-se à colocação da asa e fixa-se com pregos os brasões ou as marcas, que foram previamente cortadas em chapa de ferro preta e que funcionam como a assinatura do seu artesão ou da casa agrícola que fez a encomenda. Numa superfície plana amassa-se barro misturado com cisco e moínha (fragmentos de palha de trigo) que irá servir para envolver todo o chocalho (embarrar o chocalho), dentro do qual se colocaram previamente uns pedaços de metal. Com um ferro, abre-se uma pequena abertura no barro para servir de respiradouro. Após todo este processo coloca-se o chocalho numa forja, até atingir um estado de incandescência, momento em que o ferro, com um ponto de fusão mais baixo que o do cobre e do bronze, funde-se cobrindo todo o chocalho (impregnando o ferro), ficando assim a marca e o “brasão” colados e em relevo. Depois de retirado da forja, este é saracoteado num chão liso, e metido em água para arrefecer por completo e para que o chocalho tome a cor acobreada. Depois de todos estes passos é retirado o barro do chocalho, e procede-se à afinação através de uma série de marteladas macias no interior do debrum, nas quais o artesão procura encontrar um som mais agradável, claro, límpido e ressoante. É uma operação delicada onde o mestre artesão aplica a parte artística da sua obra. Por último, coloca-se o badalo, uma pequena parte da folha cortada em triângulo, que depois de enrolada com umas marteladas, fica com uma cabeça própria.

Desde o século XX, a procura de chocalhos tem vindo a diminuir, com o aparecimento das cercas e chips para controlo e proteção dos animais em pastagem. A redução da procura associada à dureza inerente da atividade de construção destes artefactos, provocou uma diminuição drástica de artesãos dedicados a esta arte, colocando-a em risco de extinção. Em dezembro de 2015 o fabrico de chocalhos foi classificado como Património Imaterial da UNESCO. Este reconhecimento veio dinamizar a procura de chocalhos de Alcáçovas que são agora vendidos principalmente para fins decorativos e para colecionadores, sobretudo estrangeiros.

Os poucos mestres artesãos existentes dinamizam esta riqueza deixada pelos antepassados, e incentivam outros a continuar com a produção destas peças que criam uma paisagem sonora única e característica.

chocalhos de Alcáçovas, Viana do Alentejo, Portugal

chocalhos de Alcáçovas, Viana do Alentejo, Portugal

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

ronca de Elvas

A ronca é o instrumento musical que acompanha os cantos de Natal em Elvas. membranofone de fricção constituído por uma estrutura cilíndrica com uma pele esticada numa das aberturas. É friccionado por uma cana fixada no centro da membrana. O executante, com a mão molhada, fricciona a cana fazendo vibrar a pele e produzir um ronco. Existe, com muitas designações (ronca, zamburra, zambomba, na Europa, África e América do Sul.

Luís pedras é, atualmente, o único artesão em Elvas a manter o fabrico de Roncas, numa cidade que já teve uma comunidade de oleiros e ceramistas (ainda existe a rua dos Oleiros). Foi introduzido na profissão de oleiro através de formações em cerâmica.

A ronca é o instrumento musical que acompanha os cantos de Natal em Elvas. Os homens juntam-se nos espaços públicos em grupos informais. Cada um com a sua, tocam em conjunto e cantam à vez, improvisando sobre uma base poética tradicional.

Em Elvas, as roncas guardam-se em casa e só são usadas perto do natal. “As roncas não se emprestam” é um provérbio de Elvas que avisa quem empresta a sua ronca de que corre o risco que a devolvam danificada e imprópria para os cantes de natal.

O Fabrico

Cerâmica

Prepara-se a péla, pedaço de barro limpo, bem decantado, selecionado pela sua elasticidade, amassando até estar pronto para ser trabalhado. O barro era tradicionalmente extraído do Barreiro do Monte de Alcobaça, perto de Elvas. Hoje é adquirido comercialmente. Leva-se a péla para a roda de oleiro, onde, com as mãos e a ajuda da cana d’oleiro, se molda o recipiente de barro que serve de caixa-de-ressonância ao instrumento. Este recipiente tem uma forma de base cilíndrica com as duas extremidades abertas. Numa das extremidades molda-se um rebordo, que ajudará a manter a membrana fixa. Este recipiente tem uma forma mais abaulada (feminina) ou mais direita (masculina) por escolha do artesão. O interior do recipiente é estriado para melhorar a qualidade sonora. A parede exterior é marcada por uma sequência de desenhos feitos com a ponta da cana de oleiro no barro fresco, enquanto o objeto gira na roda. Os desenhos imprimem a marca decorativa distintiva do artesão.

Uma vez moldado, o recipiente é deixado a secar até estar pronto para a cozedura em forno.

No forno, o barro é cozido numa lenta sequência ascendente de temperaturas. O forno é o juiz , diz Luís, realçando que a presença de pequenos defeitos no barro (como bolhas de água) marcarão as peças. Aos 300ºc a água começa a libertar-se do barro. Aos 600ºc o barro seca. A partir dos 900ºc termina a primeira cozedura do barro (Chacota) e inicia-se a segunda cozedura (Vidragem) que torna a peça impermeável e lhe dá a sonoridade. Este artesão fixa a temperatura final do forno (elétrico) em 1009ºc e aconselha que a sequência descendente da temperatura deve ser feita também lentamente para evitar problemas nas cozeduras das peças.

Fonte: Memoriamedia.net

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Portugal
  • Instrumentos tradicionais do Alentejo
  • Membranofones de fricção
Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Baixão (dulcian ou curtal, em Inglês, dulzian em Alemão, douçaine em Françês, dulciaan em Neerlandês, dulciana em Espanhol, bajón em Espanhol, baixão em Português) é uma família de instrumentos de sopro do Renascimento, de palheta dupla (soprano, alto, tenor e baixo. Predecessor do moderno fagote, floresceu entre 1550 e 1700. Aparece representado em diversas pinturas e azulejos portugueses. O baixãozinho é da mesma família, mas menor.

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Aerofones de palheta
  • Instrumentos começados por b

Cornet à bouquin é um instrumento de sopro geralmente feito de madeira com embocadura com sete orifícios dedilhadores. Há quem faça remontar a origem do cornet à bouquin ao olifante, outros ao shofar hebraico. Há em museus mais de 300 cornetas históricas. A corneta histórica é uma família de instrumentos de que fazem parte a corneta muda, corneta contralto e corneta tenor (cornet muet, cornet à bouquin alto e cornet à bouquin ténor).

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de França
  • Instrumentos de sopro
  • Cornetas históricas
  • Instrumentos começados por c