Enciclopédia de instrumentos musicais do mundo

Coquillage, conque, ou conque de coquillage são designações francesas de búzio, usado há milhares de anos em França e outros países do mundo, como instrumento de comunicação.

A concha de búzio da espécie ‘Charonia lampas’, que em Portugal é conhecida como ‘buzina’, foi encontrada na caverna de Marsoulas, a primeira caverna decorada com pinturas rupestres encontrada nos Pirenéus, em 1931 e passou despercebida até ao estudo publicado hoje no boletim científico Science Advances, que classifica a concha como o mais antigo instrumento de sopro do seu tipo. A equipa multidisciplinar incluiu investigadores do museu de Toulouse, do Centro Nacional de Investigação Científica de França (CNRS), da Universidade de Toulouse e do museu Quai Branly-Jacques-Chirac.

Se as conchas grandes de búzio são ainda hoje utilizadas como instrumentos musicais em diversas regiões, como o Pacífico, as Caraíbas, a Ilha da Madeira, a sua utilização no Paleolítico nunca tinha sido demonstrada.

Para confirmar a hipótese de que a concha servia para produzir sons, os cientistas contaram com a ajuda de um músico especialista em trompa, que conseguiu produzir três sons próximos a notas musicais.

Fontes: CNRS Le Journal, Rádio Comercial, L’Union

Philippe Walter acredita que o instrumento pode produzir muitas outras notas mas afirma que esta pesquisa não permitirá descobrir que música ouviam os magdalenianos.

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Conque de Marsoulas, França

Conque de Marsoulas, França

Conque é a designação francesa de búzio, usado há milhares de anos em França e outros países do mundo, como instrumento de comunicação.

Se as conchas grandes de búzio são ainda hoje utilizadas como instrumentos musicais em diversas regiões, como o Pacífico, as Caraíbas, a Ilha da Madeira, a sua utilização no Paleolítico nunca tinha sido demonstrada. Em 2021 foi noticiado que os cientistas fizeram pela primeira vez ouvir o som do mais antigo búzio musical encontrado na Europa, um objeto com 18000 anos proveniente da gruta de Marsoulas (Pirinéus, França).

Este verdadeiro tesouro encontrava-se nas reservas do Muséum d’Histoire Naturelle de Toulouse. Este búzio de 31 centímetros de comprimento, descrito como “vaso de água” aquando da sua descoberta em 1931 na gruta pintada de Marsoulas, revela agora a sua verdadeira natureza aos arqueólogos. Longe de servir de vaso, este búzio da família do Charonia lampas, molusco que se encontra ainda hoje no Golfo da Gasconha, revela-se como instrumento de sopro. É assim o primeiro búzio musical alguma vez identificado do período paleolítico, um objeto contemporâneo da ocupação da gruta ornamentada dos Pirinéus, há 18000 anos, pelos homens do Magdaleniano.

O mais antigo instrumento de sopro conhecido é uma flauta de osso datada de 40000 anos.

Durante um inventário do material recolhido nas escavações arqueológicas, a maioria mantida no Museu de Toulouse, os cientistas ‘redescobriram’ e estudaram as possíveis funções da concha, que apresentava a ponta cortada formando um orifício com 3,5 centímetros de diâmetro.

“Tratando-se da parte mais dura da casca, o corte claramente não foi acidental, enquanto na extremidade oposta a abertura da concha mostra entalhes e uma tomografia revelou que uma das primeiras voltas da concha”, refere um comunicado do CNRS sobre o estudo da concha.

A concha tinha também vestígios de ter sido decorada com hematite, um pigmento vermelho, à base de óxido de ferro, característico das decorações da caverna de Marsoulas, o que indica o estatuto de objeto simbólico.

Como a abertura é irregular e coberta por um revestimento, os investigadores presumem que um bocal teria sido colocado no orifício, como é o caso de conchas mais recentes guardadas na coleção do Musée du Quai Branly – Jacques Chirac.

A primeira datação por carbono 14 de objetos encontrados na caverna, realizada num pedaço de carvão e num fragmento de osso de urso do mesmo período arqueológico da concha, forneceu uma data de cerca de 18.000 anos.

Até hoje, apenas flautas foram descobertas em contextos anteriores do Paleolítico Superior europeu; as conchas encontradas fora da Europa são “muito mais recentes”.

Fontes: CNRS Le Jounal, L’Union, Rádio Comercial

Philippe Walter acredita que o instrumento pode produzir muitas outras notas mas afirma que esta pesquisa não permitirá descobrir que música ouviam os magdalenianos.

Coquille de Conque, França

Coquille de Conque, França

Bolon é um instrumento musical do tipo cordofone, dedilhado, nativo de vários grupos étnicos da África Ocidental. É tocado pelas comunidades Senufo, Mandinka, Kissi (Guiné), Banbara, Susu e Fulbe.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.

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Bolon, Gâmbia

Bolon, Gâmbia

Akoting é um instrumento tradicional africano do tipo cordofone. Supõe-se que foi pela comunidade Jola, que se pode encontrar na Gâmbia, Senegal e Guiné-Bissau. Consiste em uma cabaça revestida de pele, com braço e duas cordas longas e uma curta.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.

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Akoting, Gâmbia

Akoting, Gâmbia

 

Wazza é um instrumento musical tradicional do Sudão (África), do tipo aerofone.

Nos instrumentos da categoria aerofone, índice 4 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, o som é produzido principalmente pela vibração do ar ou pela sua passagem através de arestas ou palhetas: o instrumento por si só não vibra, nem há membranas ou cordas vibrantes.

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Wazza, Sudão

Wazza, Sudão

maracas, ou maraca, sendo uma só, é um instrumento do tipo idiofone de agitação difundido um pouco por todo o mundo. É constituído por um recipiente de material e formato variável com grãos, sementes ou outras partículas. Em África, a cabaça é um dos materiais mais utilizados para a feitura do instrumento. Foi encontrado na África Ocidental, mas foi adotado em muitas culturas latinas e no Caribe. Para melhor efeito sonoro, o instrumento deve ser tocado em pares.

Maraca, África

Maraca, África

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Na Venezuela, as maracas são feitas do fruto do tamaro (Crescentia Cujete), que tem forma esférica ou oval. A árvore é conhecida popularmente no Brasil como cuieira, cabaceira, árvore-de-cuia, cuitê, cuité, coité e cabaça. Uma vez limpo o fruto seco, são nele introduzidas sementes, que podem ser de vários tipos (milho, sementes, pequenas pedras). O cabo de madeira permite agitar e produzir o som típico de forma prática. Usado em pares, o instrumento é com a harpa e quatro, um dos instrumentos mais populares na Venezuela, e utilizado em diversos agrupamentos. As maracas aparecem representadas no traje de alguns dos mais importantes grupos de dança da Venezuela. (AJF)

Crescentia cujete, cabaça de cuieira

Crescentia cujete, cabaça de cuieira

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Instituto Colombiano de Antropología e Historia (ICANH) dispões de uma coleção de cerca de 3000 peças etnográficas, recolhidas pelo território nacional desde o início do Século XX, por exploradores e antropólogos colombianos e estrangeiros.

Feitas de diversos materiais, com diversos formatos e timbres, as maracas são instrumentos musicais utilizados um pouco por todo o mundo, com recurso muito frequente à reciclagem.

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maracas na educação musical

Na educação e expressão musical, as maracas são dos instrumentos mais populares. Existem maracas produzidas industrialmente em formado cilíndrico ou oval com cabo. Existem ainda as maracas tradicionais feitas por artesãos e vendidas em lojas de artesanato e feitas. Podendo ser objeto de reutilização e reciclagem com inúmeros objetos de plástico, as próprias crianças podem criar as suas maracas, em formatos diversos úteis para a assimilação de conteúdos do currículo (esférica, oval, cilíndrica).

Nativo da tribo Hausa (Nigéria), Algaita é um instrumento de sopro popular na África Ocidental. Tem um timbre aparentado ao oboé, embora a configuração seja diferente. É muito utilizado em eventos cerimoniais no Gana, Senegal, Nigéria, Togo, Benim, e outras regiões. Surge ocasionalmente em gravações jazz.

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando uma palheta em vibração.

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  • Aerofones de palheta
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Algaita, Nigéria

Algaita, Nigéria

O kakaki é um instrumento de sopro muito popular na Nigéria, Chade, Gana, Burkina Faso, Benin e Níger. No Chade e Sudão é chamado wazza, e na Etiópia tem o nome de malakat.

É um instrumento de sopro do grupo 423 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de bocal (também chamado de palheta labial) em que os lábios do executante causam diretamente a vibração do ar.

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Kakaki, Nigéria, cerimónia Hausa, créditos Giditraffic

Kakaki, Nigéria, cerimónia Hausa, créditos Giditraffic

Molo é um instrumento musical do tipo cordofone dedilhado da família dos alaúdes, tradicional do Níger e outros países africanos. Os hauçás utilizam a duma (instrumento de percussão local) e o molo (um alaúde) em suas tradições griôs, juntamente com o Ganga, a algaita (instrumento de sopro) e o kakaki (trompete) para cerimónias formais, de luta e de Estado. Um exemplo disso é o uso cerimonial de trombetas para marcar a ampla autoridade do Sultanato de Damagaram na região sudeste de Zinder. Os Zarma, ao redor da capital, Niamey, tocam uma variedade de alaúdes (xalã ou molo), flautas e violinos. Os tuaregues do norte são conhecidos por sua poesia romântica, informal cantada/falada, com vozes acompanhadas por palmas, tambores tinde (nas canções das mulheres) e o viol de uma corda (nas canções dos homens). Os fulas e Wodaabe, subgrupo nômade do deserto de Fula, entoam repetidamente cantos a várias vozes acompanhados por palmas, batidas e sinos.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.

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Instrumento nacional do Paraguai, a harpa paraguaia é um instrumento musical do tipo cordofone que tem um estilo nacional associado. A harpa chegou à América do Sul em meados do século XVI, ou ainda antes, e foi introduzida no Paraguai pelos missionários Jesuítas que evangelizaram os guaranis e fundaram missões. A harpa foi utilizada com frequência para substituir o órgão de tubos e o cravo. O formato da harpa paraguaia consolidou-se no século XX com o intérprete e compositor Felix Perez Cardoso, que compôs algumas das mais memoráveis obras para harpa paraguaia. É um instrumento leve e portátil, com 1,5 m de altura. A caixa de ressonância é feita de madeira de cedro e tem 36 ou 37 cordas. Normalmente é tocada pelo executante em posição sentada.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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Harpa paraguaia

Harpa paraguaia