Viola d’arco, violeta ou simplesmente Viola, é um instrumento de quatro cordas e arco da orquestra, semelhante ao violino na aparência e no modo de tocar. Sendo maior que o violino, tem um som mais doce e grave, situando-se num registo intermédio entre violino e violoncelo.

Com quatro cordas afinadas uma quinta abaixo do violino, a Viola d’arco é tocada da mesma maneira, sustentada entre o ombro e o queixo e vibrando sob a ação expressiva de um arco.

Apesar da semelhança visual e na técnica de execução, a maior dimensão da Viola d’arco confere-lhe uma sonoridade distinta. O seu timbre é mais doce, mais rico em harmónicos graves, possuindo uma qualidade melancólica e introspectiva que a situa num registo intermédio, preenchendo o espaço sonoro entre o brilho agudo do violino e a profundidade ressonante do violoncelo.

Na orquestra, a Viola d’arco desempenha um papel crucial, tecendo texturas harmónicas densas e expressivas, enriquecendo as melodias e fornecendo uma base sonora calorosa para os outros instrumentos. Frequentemente, assume o protagonismo em passagens líricas e emotivas, revelando a beleza única do seu timbre aveludado. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da orquestra
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
  • Instrumentos começados por v
Violetista Ana Sofia Sousa tocando

Violetista Ana Sofia Sousa tocando

Acordeão diatónico

por Paulo Gonçalves

Acordeão diatónico, instrumento musical de palheta livre, com fole como agente ativador do som, cujas palhetas metálicas vibram através do fluxo e pressão de ar, quando pressionados botões, em função e proporcional ao movimento de expansão e compressão pelo instrumentista.

A sua concepção, inspirada entre outros, no instrumento Sheng, expandiu-se na Europa cujas primeiras patentes reportam a pouco antes de 1830, inclusive, e anos subsequentes. Amplamente difundido dadas as possibilidades de acompanhamento em variados estilos musicais, a variação e evolução dos modelos de acordeão resultou não só da disseminação cultural e fenómenos migratórios mas muito das sucessivas alterações e melhorias por parte dos artesãos e inventores. Daí resultaram diversificadas designações em vários países e culturas e aplicação em músicas tradicionais como em ramificações modernas.

Quanto ao surgimento da designação Acordeão é dada distinção a Cyrill Demian em Viena e sua patente em 1829, cunhando assim o instrumento.

A denominação concertina provém de uma patente de Charles Wheatstone em Londres, aproximadamente em 1844. Outras inovações se seguiram e continuam até ao presente.

concertina é o termo comumente utilizado para Acordeão Diatónico no Norte de Portugal, cuja introdução destes instrumentos no país, na segunda metade do séc. XIX acabou por substituir instrumentos musicais até então dominantes.

Paulo Gonçalves

ETIQUETAS

  • Acordeão diatónico
  • Aerofones de palheta livre
  • Aerofones de tecla
  • Instrumentos começados por a
Paulo Gonçalves, acordeonista, de Braga

Paulo Gonçalves, acordeonista, de Braga

Reciclanda, música e instrumentos sustentáveis

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança, o bem estar dos seniores e a capacitação de profissionais.

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Clarinete (clarinet em Inglês) é um aerofone de madeira de palheta simples, constituído por tubo cilíndrico, boquilha e chaves. Possui os registos grave, médio, agudo e superagudo. Desenvolveu-se no início do século XIX a partir do “chalumeau”. A sua sonoridade única nasce da vibração de uma palheta simples, fixada a uma boquilha. Um complexo sistema de chaves metálicas permite ao músico controlar o fluxo de ar e produzir uma vasta gama de notas.

Uma das características distintivas do clarinete é a sua ampla extensão, abrangendo os registos grave, médio, agudo e um superagudo brilhante. Cada registo possui um timbre característico, desde a profundidade aveludada do chalumeau (seu ancestral) até o brilho penetrante das notas mais altas, conferindo-lhe uma versatilidade expressiva notável.

O clarinete desenvolveu-se no início do século XVIII a partir do chalumeau, passando por aprimoramentos que expandiram a sua tessitura e possibilidades técnicas. Rapidamente se integrou na orquestra sinfónica, em grupos de câmara, em bandas militares e tornou-se um instrumento solista proeminente em diversos géneros musicais, do clássico ao jazz. A sua capacidade de produzir tanto melodias suaves e líricas quanto passagens rápidas e virtuosas, aliada à sua rica paleta tímbrica, fazem do clarinete um instrumento essencial e apreciado no mundo da música.

O clarinete é um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Aerofones de palheta simples
  • Instrumentos de sopro de madeira
  • Instrumentos da orquestra
  • Instrumentos começados por c

Clarinetista Crispim Luz tocando

Clarinetista Crispim Luz tocando

Violeta, também chamada Viola d’arco ou Viola simplesmente, é um instrumento de quatro cordas e arco da orquestra, semelhante ao violino na aparência e no modo de tocar. Sendo maior que o violino, tem um som mais doce e grave, situando-se num registo intermédio entre violino e violoncelo. Com quatro cordas afina uma quinta abaixo do violino.

Apesar da semelhança visual e na técnica de execução, a maior dimensão da violeta confere-lhe uma sonoridade distinta. O seu timbre é mais doce, mais rico em harmónicos graves, possuindo uma qualidade melancólica e introspectiva que a situa num registo intermédio, preenchendo o espaço sonoro entre o brilho agudo do violino e a profundidade ressonante do violoncelo.

Na orquestra, a violeta desempenha um papel crucial, tecendo texturas harmónicas densas e expressivas, enriquecendo as melodias e fornecendo uma base sonora calorosa para os outros instrumentos. Frequentemente, assume o protagonismo em passagens líricas e emotivas, revelando a beleza única do seu timbre aveludado. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais em Portugal
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
  • Instrumentos começados por v
Pedro Meireles, violetista, tocando

Pedro Meireles, violetista, tocando

Oficleide – o mesmo que ophicleide, oficlide ou figle – é um instrumento de sopro da família dos metais parecido com a tuba, inventado por Antoine Joseph Sax, construtor de instrumentos belga, no século XIX. O nome deriva do grego (ophis, ópheos – serpente) + kleidos, kleidós – chave), serpente com chaves ao longo do corpo.

Com uma presença visual marcante e uma sonoridade robusta, que floresceu no século XIX como um precursor da tuba. 

A sua construção peculiar envolvia um corpo cónico largo, semelhante ao da tuba, mas com um sistema de chaves complexo, inspirado no oboé e no fagote, em vez dos pistões ou varas dos outros metais. Estas chaves permitiam ao músico controlar o fluxo de ar e produzir uma gama surpreendentemente ampla de notas, com uma sonoridade que podia variar do suave e melancólico ao forte e retumbante.

O oficleide encontrou o seu lugar em orquestras, bandas militares e óperas do século XIX, adicionando uma cor grave e expressiva à secção dos metais. Compositores como Berlioz e Mendelssohn exploraram as suas capacidades em obras importantes. No entanto, com o desenvolvimento e aprimoramento da tuba e do bombardino, o oficleide gradualmente caiu em desuso, tornando-se uma curiosidade histórica. 

É um instrumento de sopro do grupo 423 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de bocal (também chamado de palheta labial) em que os lábios do executante causam diretamente a vibração do ar.

ETIQUETAS

  • Instrumentos de bocal
  • Instrumentos inventados no século XIX
  • Instrumentos inventados por Sax
  • Instrumentos de palheta labial
Oficleide alto

Oficleide alto

Piccolo, flauta piccolo ou flautim é um instrumento de sopro da orquestra da secção das madeiras em registo agudo. Apesar do seu tamanho compacto, o piccolo possui um registo agudo brilhante e penetrante, capaz de se destacar mesmo nos momentos mais densos da música orquestral.

Construído geralmente em metal, madeira ou plástico, o piccolo partilha o mesmo princípio de funcionamento da flauta transversal, com orifícios que são abertos e fechados pelos dedos para produzir diferentes notas. No entanto, o seu tubo mais curto resulta numa tessitura significativamente mais alta, frequentemente soando uma oitava acima da flauta transversal padrão.

O piccolo é frequentemente utilizado para adicionar brilho e intensidade ao naipe das madeiras, reforçando passagens agudas ou criando efeitos especiais vívidos e penetrantes. 

É um instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta – no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

ETIQUETAS

  • Instrumentos de sopro de aresta
  • Flauta de embocadura aberta
  • Família das flautas
  • Instrumentos da orquestra
Flautim em Dó

Flautim em Dó

timbales, tímpanos ou timpani, é um conjunto de tambores unimembranofones de forma hemisférica, feitos de cobre, com uma membrana no cimo da caixa que se afinam através de um pedal.

Em Cuba, o termo designa um par de caixas com revestimento de uma membrana em suporte tripé. Cada caixa tem associado um chocalho. O instrumento é utilizado na salsa e jazz latino.

Timbales LP

timbales LP

Tímpanos, timpani ou timbales é um conjunto de tambores unimembranofones de forma hemisférica, de grande porte, feitos de cobre, com uma membrana no cimo da caixa que se afinam através de um pedal. Têm corpo em forma de taça hemisférica e são tradicionalmente feitos de cobre polido. Uma única pele, esticada firmemente sobre a abertura superior de cada tambor, aguarda o toque preciso das baquetas. O que torna os tímpanos únicos e versáteis é o seu sistema de afinação por pedal.

Este mecanismo engenhoso permite ao percussionista alterar a tensão da pele de forma rápida e precisa, modificando a altura do som produzido. Assim, um conjunto de tímpanos, geralmente composto por dois a cinco tambores de diferentes tamanhos, pode cobrir uma ampla gama de notas graves e médias, oferecendo possibilidades melódicas e harmónicas dentro da percussão orquestral.

Os tímpanos são instrumentos de grande impacto sonoro, capazes de produzir desde um trovão profundo e ressonante até notas definidas e melodias suaves. São frequentemente utilizados para criar efeitos dramáticos, sublinhar momentos importantes da música e adicionar uma base rítmica poderosa. A habilidade do timpanista reside não só na precisão dos golpes, mas também na sua capacidade de afinar os tambores com rapidez e de executar passagens melódicas e rítmicas complexas. 

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • tambores percutidos
  • tambores de altura definida
  • Família dos tímpanos
  • Tímpanos

    Tímpanos

Bullroarer (rombo, o mesmo que bullroarer, ou turndun) é um zumbidor, da classe dos aerofones livres, designada pelo índice 41 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um antigo instrumento ritual e instrumento de comunicação no Paleolítico, encontrado nos cinco continentes com formas diferentes e usado ainda pelos aborígenes australianos.

Consiste numa peça de madeira comprido-oval cujo com um orifício onde está atado o fio que permite ao executante produzir som é produzido pelo atrito do objeto rodopiando contra o ar. Quanto maior é a velocidade do movimento giratório, maior é o volume e a altura do som.

Bullroarer, Austrália

Bullroarer, Austrália

É um zumbidor, da classe dos aerofones livres, designada pelo índice 41 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

ETIQUETAS

  • Categoria dos aerofones livres
  • Instrumentos começados por b

Chalumeau é um instrumento de sopro de palheta tradicional de França. É considerado um dos precursores do clarinete moderno. Ele foi amplamente utilizado na música barroca entre os séculos XVII e XVIII. O instrumento é feito de madeira e possui uma única palheta de cana que vibra quando o músico sopra ar no tubo.

O chalumeau tem uma extensão mais limitada em comparação com o clarinete, geralmente indo do Dó3 ao Dó4. A sua sonoridade é mais suave e menos brilhante. Inicialmente, o chalumeau tinha apenas oito furos, mas ao longo do tempo foram adicionados mais furos para aumentar a tessitura.

Muitas composições da época foram escritas especificamente para o chalumeau, e ele era frequentemente usado em conjunção com outros instrumentos da família dos clarinetes, como o clarone. No entanto, com o desenvolvimento do clarinete moderno, no século XIX, o chalumeau foi gradualmente abandonado em favor do novo instrumento, que possuía uma maior extensão e um timbre mais expressivo.

Hoje em dia, o chalumeau continua sendo utilizado em algumas músicas folclóricas francesas e em certas interpretações históricas de música barroca. É considerado um instrumento de valor histórico e é apreciado por músicos e colecionadores interessados na música antiga.

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de França
  • Instrumentos de sopro de palheta
  • Família dos clarinetes
  • Instrumentos começados por c
Chalumeau, França

Chalumeau, França