O duggi, dugi ou dukkar também é conhecido como daf ou duf, dependendo da região da Índia em que é utilizado. É um membranofone comumente utilizado em diversas formas de música popular e folclórica em todo o país.

O duggi consiste em um aro circular feito de madeira ou metal, com uma pele de animal esticada sobre ele. A pele é geralmente de cabra, mas também pode ser de vaca ou outros animais. É fixada ao aro por meio de pregos ou cordas, e pode ser tensionada para afinar o instrumento.

Para tocar o instrumento, o músico pressiona a palma da mão sobre a pele e as pontas dos dedos na parte de trás do aro, o que produz diferentes tons e sons. É possível produzir uma variedade de nuances, incluindo tonalidades agudas e graves, através do uso de diferentes técnicas de toque.

O duggi é frequentemente usado em apresentações de dança tradicional indiana, como o Kathak ou o Odissi, para acompanhar os movimentos dos dançarinos. Também é encontrado em outras formas de música indiana, como bhajans, qawwalis e música devocional.

Além disso, o duggi é considerado um instrumento sagrado em algumas tradições religiosas na Índia, sendo usado em rituais e cerimónias. A sua presença em ocasiões festivas é comum, adicionando um elemento de ritmo e vibração à celebração.

No geral, o duggi é um instrumento versátil, com uma sonoridade única que contribui para a riqueza e diversidade da música indiana.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Índia
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por d
Duggi, membranofone, Índia

Duggi, membranofone, Índia

Djun-djun é o nome genérico de um conjunto de três tambores tradicionais da África Ocidental com origem no Império do Mali. Este conjunto é composto por três tamanhos distintos, cada um contribuindo com uma voz única para a tapeçaria rítmica: o dundunba, o maior e de tom mais grave; o sangban, de tamanho médio e tom intermediário; e o kenkeni, o menor e de tom mais agudo.

Tradicionalmente, os djuns-djuns são construídos com corpos de madeira e membranas de pele de animal, como boi ou cabra, fixadas por um sistema de cordas que permite ajustar a tensão e, consequentemente, a afinação. São percutidos com baquetas de madeira, produzindo sons profundos que formam a espinha dorsal rítmica de muitas formas de música e dança da África Ocidental. Cada tambor desempenha um papel crucial na criação de padrões rítmicos complexos e envolventes, com o dundunba frequentemente a marcar o ritmo base, o sangban a adicionar variações e o kenkeni a introduzir acentuações e figuras rítmicas mais rápidas. 

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Mali
  • tambores percutidos
  • Instrumentos da África Ocidental
Djun-djun, bimembranofone cilíndrico, Mali

Djun-djun, bimembranofone cilíndrico, Mali

O dollu é um instrumento tradicionalmente usado em festivais e cerimónias religiosas no estado de Karnataka, localizado no sul da Índia. É caracterizado pelo seu tamanho grande e pelo peso, geralmente medindo cerca de 60 centímetros de altura e pesando cerca de 10 quilos.

O corpo do dollu é feito de madeira, geralmente de uma árvore chamada jaca, que é oca por dentro para criar ressonância. Ele é coberto por uma pele de ovelha ou de cabra, que é fixada com cordas de cânhamo ou couro. A pele é esticada com a ajuda de anéis de metal ou de madeira, permitindo que o músico ajuste a tensão para obter diferentes sons.

Para tocar o dollu, o percussionista segura o instrumento na altura do ombro e o bate com as mãos em ambos os lados da pele. O som produzido é alto, grave e pulsante, capaz de ser ouvido a uma larga distância.

O dollu é frequentemente acompanhado por outros instrumentos musicais tradicionais, como o chande. Juntos, eles formam uma seção de percussão rítmica que acompanha danças tradicionais e apresentações culturais.

Atualmente, o dollu é considerado um símbolo importante da cultura de Karnataka e é amplamente utilizado em festivais, eventos culturais e apresentações folclóricas em todo o estado. É uma parte significativa da identidade musical e cultural da região.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Índia
  • tambores percutidos
  • tambores em forma de cilindro
  • Instrumentos começados por d
Dollu, bimembranofone, Índia

Dollu, bimembranofone, Índia

Dotara, dotar, dotora, instrumento tradicional da Índia e nacional do Bangladesh, é um cordofone com corpo em forma de pera e braço longo em forma de cabo com duas cordas.

O seu corpo, geralmente esculpido em madeira de manga ou jacarandá, ressoa com uma qualidade tonal rica e quente. Um braço longo e esguio, semelhante a um cabo, estende-se a partir do corpo, suportando tipicamente apenas duas cordas de metal.

Apesar do número reduzido de cordas, o dotara é capaz de produzir uma variedade surpreendente de melodias e ritmos. As cordas são dedilhadas ou beliscadas com os dedos ou com uma palheta, gerando um som que acompanha frequentemente canções folclóricas e devocionais. A sua sonoridade evoca paisagens rurais e tradições seculares, sendo um elemento fundamental na música folclórica de regiões como Bengala. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Índia
  • Instrumentos de corda em forma de meia pera
  • Instrumentos começados por d
  • Instrumentos nacionais
Dotara, cordofone, Índia, Bangladesh

Dotara, cordofone, Índia, Bangladesh

Shamandrum designa um unimembranofone circular semelhante ao pandeiro, com ou sem soalhas metálicas, utilizados na Ásia e associados de modo especial aos rituais do shamanismo.

Instrumento musical ancestral presente em diversas culturas da Ásia, possui uma ligação intrínseca com as práticas xamânicas. A sua construção geralmente envolve uma única membrana de pele animal esticada sobre uma armação de madeira. Alguns exemplares podem apresentar pequenas soalhas metálicas fixadas na armação, adicionando um efeito cintilante ao seu som principal.

Acredita-se que o som do tambor serve como um veículo para a comunicação com os espíritos, guiando o xamã em suas jornadas de cura, divinação ou intermediação entre o mundo físico e o espiritual. A ressonância profunda do shamandrum cria um ambiente sonoro imersivo, fundamental para as cerimónias xamânicas e para a conexão com as forças da natureza e do cosmos. 

ETIQUETAS

  • Unimembranofones
  • Instrumentos da Ásia
Shamandrum, tambor de mão

Shamandrum, tambor de mão

Instrumento nacional do Uzbequistão, doyra é um membranofone circular de tamanho médio percutido com os dedos de ambas as mãos. Tambor de mão, é tocado sem baqueta, bastão ou martelo.

É usado no Irão, Azerbaijão, Cáucaso, Balcãs, e vários países da Ásia Central como Tajiquistão e Uzbequistão. Assim, o instrumento tem variações de construção e de nome: dayereh, doyra, dojra, dajre, daire, doira, dajreja.

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Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

  • Instrumentos musicais do Iraque
  • tambores percutidos
  • tambores de mão
  • Instrumentos começados por d
Doyra, tambor de mão do Uzbequistão, Abbos Kosimov

Doyra, tambor de mão do Uzbequistão, Abbos Kosimov

Também chamado “silbato de la muerte” (apito da morte), echecachichtli é um gerador de som associado ao culto dos mortos tendo por isso, em geral, a forma de caveira. Deve o seu nome ao deus do vento dos aztecas, Ehécatl.

Aerofone singular da antiga civilização Azteca, anda intrinsecamente ligado aos rituais e ao culto dos mortos. A sua forma, frequentemente esculpida em cerâmica ou obsidiana e assemelhando-se a uma caveira humana ou a outras figuras antropomórficas, reflete a sua profunda conexão com o além.

O nome deriva de Ehécatl, a divindade Azteca do vento, sugerindo que o som produzido era visto como a voz do vento ou talvez um chamado aos espíritos. Ao ser soprado, o echecachichtli emite um som agudo e penetrante, um grito ou um lamento, cuja intensidade e timbre podiam variar com o formato do instrumento. A sua forma macabra e o som misterioso conferem-lhe um significado cultural e histórico, revelando as crenças e práticas sonoras da civilização Azteca.

Nos aerofones, categoria 4 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos, o som é produzido principalmente pela vibração do ar ou pela sua passagem através de arestas ou palhetas: o instrumento por si só não vibra, nem há membranas ou cordas vibrantes.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais dos aztecas
  • Instrumentos começados por e
  • Instrumentos pré-Colombianos
Ehecachichtli, silbato de la muerte, azteca

Ehecachichtli, silbato de la muerte, azteca

A iktara, também conhecida como ektar, ektara, ou ik tara, é um instrumento musical popular na Índia, Bangladesh, Egito e Paquistão. É um instrumento de corda simples, feito com um corpo circular e uma única corda fixada em uma extremidade e ajustada através de tensão manual.

É tradicionalmente tocada com o dedo ou unha, deslizando-o ao longo da corda para criar diferentes notas. Apesar de ter apenas uma corda, é possível produzir uma variedade de sons, dependendo da forma como o instrumento é tocado.

O instrumento é frequentemente usado em apresentações folclóricas e devocionais, acompanhando cantores e músicos. Também é comum ser utilizado em músicas populares e clássicas indianas. Devido à sua simplicidade e facilidade de manuseio, a iktara é um instrumento popular entre os músicos de rua na Índia.

A iktara tem uma longa história e é considerada um dos instrumentos musicais mais antigos da Índia. A sua origem remonta a mais de 1.000 anos, e seu nome deriva da palavra sânscrita “ik,” que significa “um”, e “tara”, que significa “corda”.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Índia
  • Cordofones compostos
  • Instrumentos começados por i
Iktara, Índia

Iktara, Índia

Dunun é um conjunto de tambores bimembranofones da África Ocidental, particularmente nas tradições rítmicas de países como Mali, Guiné e Senegal. Revestido geralmente com pele de cabra ou de vaca, são percutido com baqueta de madeira. Há três tipos de dunun: dundunba, o maior (40-50 cm de diâmetro); sangban, o médio (30-40 cm de diâmetro); kenkeni, o menor (25-35 cm de diâmetro). Produzem sons profundos e ressonantes que servem como base rítmica para muitas atuações musicais e danças.

O dundunba, o maior e de tom mais grave, estabelece frequentemente a linha de baixo rítmica. O sangban, de tamanho médio e tom intermediário, interage com o dundunba, criando padrões rítmicos complexos. Por fim, o kenkeni, o menor e de tom mais agudo, adiciona floreios e acentuações rítmicas, enriquecendo a textura sonora geral.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

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  • Instrumentos musicais da Costa do Marfim
  • Membranofones percutidos
  • Instrumentos começados por d
  • tambores da África Ocidental
Dunum, Costa do Marfim, África, bimembranofone cilíndrico

Dunum, Costa do Marfim, África, bimembranofone cilíndrico

Lyra é um instrumento de corda dedilhada que remonta à Antiguidade Greco-Romana. Foi vasta a sua utilização acompanhando récitas na Grécia antiga. Terá provavelmente origem na Ásia e pensa-se que entrou na Grécia através da Trácia ou Lídia. Os primeiros intérpretes a quem se atribui melhoramentos situam-se nas colónias da Iónia e da Eólia ou na costa adjacente ao império Lídio. Já na mitologia grega, os mestres são trácios, casos de Orfeu, Museu e Tamíris.

Na Roma Antiga, a lyra é o instrumento associado a Apolo, deus da música, da poesia e da harmonia, entre outros atributos.

Lyra designa desde a Idade Média um cordofone em registo grave que aparece também com os nomes de lira, fídula e geige (alemão). Era, com a rabeca, o instrumento mais popular na Época Medieval.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos tradicionais da Roma Antiga
  • Cordofones dedilhados
  • Cordofones do tipo lira
  • Instrumentos começados por l