Gudok é um cordofone de arco tradicional eslavo. Instrumento de três cordas, apresenta uma configuração sonora única. Duas das cordas são afinadas em uníssono e desempenham a função de bordão, produzindo uma nota contínua e ressonante que serve de base harmónica para a melodia. A terceira corda, afinada uma quinta acima das outras duas, executa a linha melódica principal.

A técnica de execução do gudok é igualmente distintiva: o músico segura o instrumento na posição vertical, apoiando-o entre as pernas. Um arco é então utilizado para friccionar as cordas, criando um som que pode variar de um zumbido constante do bordão a uma melodia lírica e expressiva. A ausência de um braço com trastos permite uma grande flexibilidade na entonação e a execução de glissandos suaves. Historicamente, o gudok era um instrumento popular entre os skomorokhi, artistas itinerantes da Rússia medieval, e a sua sonoridade rica e ligeiramente nasal tem sido associada a ambientes festivos e narrativas folclóricas. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Eslováquia
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
  • Instrumentos começados por g
Gudok, cordofone de arco, Eslováquia

Gudok, cordofone de arco, Eslováquia

Guitarró é um cordofone tradicional de Espanha, com corpo, braço e trastos semelhantes à guitarra, de menores dimensões mas maior que a requinta e o Cavaquinho. A diferença de tamanho influencia o timbre e a projeção sonora do guitarró, conferindo-lhe uma voz mais brilhante e com menor ressonância em comparação com a guitarra. Tradicionalmente, o guitarró tem sido utilizado em diversos contextos musicais espanhóis, frequentemente no acompanhamento de canções folclóricas e danças regionais. A sua portabilidade, aliada a uma sonoridade distinta, torna-o um instrumento versátil para músicos que procuram um som característico sem a envergadura de uma guitarra de concerto. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos cordofones tipo alaúde, as cordas, paralelas, estão esticadas ao longo de um braço preso na caixa de ressonância no extremo oposto.

ETIQUETAS

  • Instrumentos tradicionais de Espanha
  • Cordofones dedilhados
  • Cordofones do tipo alaúde
  • Instrumentos começados por g
Guitarró, Espanha

Guitarró, Espanha

Rascador é um termo espanhol que designa um objeto de formato, materiais e características variáveis que raspa o idiofone de fricção. A sua forma, os materiais de construção e as características variam, dependendo do idiofone específico a ser tocado e da sonoridade desejada. Um rascador pode ser uma simples vara de madeira, um pedaço de metal com entalhes, uma escova com cerdas rígidas ou até mesmo um objeto natural com uma superfície áspera.

A eficácia e o timbre produzido pelo rascador estão intrinsecamente ligados à superfície do idiofone que está a ser raspada, bem como à pressão e à velocidade aplicadas durante a execução. Em instrumentos como o güiro ou a güira, por exemplo, o rascador tradicional é frequentemente uma vareta de madeira com ranhuras ou um garfo metálico, que ao ser deslizado sobre as ranhuras do instrumento, cria um ritmo característico. A diversidade de materiais e formas dos rascadores reflete a variedade de idiofones de fricção existentes em diferentes culturas musicais, cada um com a sua própria sonoridade e técnica de execução particular. 

Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por fricção ou raspagem.

ETIQUETAS

  • Idiofones de raspagem ou fricção
  • Instrumentos começados por r
Rascador e güiro

Rascador e güiro

Heikeshamisen é um cordofone de plectro japonês da família do shamisen, com corpo, braço e número de cordas semelhante (três), maior que o chusaoshamisen. Distingue-se por ser maior em tamanho quando comparado com o chusaoshamisen, uma outra variante desta família de instrumentos. A dimensão aumentada confere-lhe, geralmente, uma sonoridade mais rica e encorpada, com maior volume e ressonância.

Tal como os outros shamisen, o heikeshamisen possui um corpo retangular ou quadrado, coberto por peles de animais, tradicionalmente de gato ou cão, que atuam como membranas vibratórias. As três cordas, geralmente feitas de seda ou nylon, estendem-se ao longo do braço sem trastos, permitindo uma grande flexibilidade tonal e a execução de glissandos característicos da música japonesa. O instrumento é tocado com um plectro grande, conhecido como bachi, que percute as cordas sobre a pele, produzindo um som distintivo e percussivo. Embora não seja tão comum quanto o nagauta shamisen, o heikeshamisen possui o seu próprio espaço em géneros musicais específicos e continua a ser um representante valioso da rica tradição de cordofones japoneses.

Situa-se no índice 31 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais (cordofones simples, compostos de cordas esticadas em um suporte), com caixa de ressonância, neste caso.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Japão
  • Cordofones de plectro
  • Instrumentos começados por h
Heikeshamisen, Japão

Heikeshamisen, Japão

Güícharo é um idiofone de mão – de metal, plástico ou de madeira – de percussão por raspagem com vassoura metálica ou vara de madeira em superfície ranhurada. Fabricado em diversos materiais, como metal, plástico ou madeira, o güícharo apresenta sulcos ou entalhes ao longo do seu corpo. O som é produzido ao friccionar estas ranhuras com uma vareta de madeira ou uma vassoura metálica, gerando um ritmo distintivo e texturizado que enriquece a paisagem sonora de inúmeros géneros musicais latino-americanos.

O instrumento é conhecido por uma variedade de nomes regionais e nacionais, refletindo a sua ampla presença e adaptação cultural. Termos como güiro (comum em Porto Rico e outros países), güira (na República Dominicana), guayo (em Cuba), rascador, candungo, carracho e rayo são todos sinónimos do güícharo, testemunhando a sua popularidade e a diversidade linguística da região. O güícharo desempenha um papel crucial na marcação do ritmo e na criação de padrões sincopados complexos, sendo um elemento fundamental em estilos como o merengue, a salsa e outros ritmos afro-latinos. 

Situa-se na categoria 13 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por fricção ou raspagem.

ETIQUETAS

  • Idiofones de fricção
  • Instrumentos de altura indefinida
  • Instrumentos começados por g
Guïcharo, América Hispânica

Guïcharo, América Hispânica

 

H’ne é um aerofone de palheta dupla tradicional da Birmânia (Myanmar) que pode ter dois tamanhos (pequeno e grande).

O maior é mais adequado a andamentos mais lentos e solenes, enquanto o mais pequeno serve para festas. É uma espécie de oboé, semelhante ao “suona” chinês e ao “xaranai” indiano.

O h’ne grande, com o seu corpo mais longo, produz um timbre mais profundo e imponente, tornando-o particularmente adequado para melodias lentas, solenes e cerimoniais. A sua voz grave confere uma dignidade sonora a procissões e eventos formais.

Em contraste, o h’ne pequeno possui um som mais agudo e vivaz, ideal para animar festividades e celebrações. A sua natureza brilhante e penetrante permite que se destaque em ensembles musicais mais movimentados, injetando energia e alegria nas atuações. Ambos os tamanhos partilham a característica de usar uma palheta dupla para produzir o som, exigindo do músico controlo preciso da embocadura para modular a afinação e a expressividade. 

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Myanmar
  • Aerofones de palheta dupla
  • Instrumentos começados por h
H'ne, Myanmar

H’ne, Myanmar

Marimbol é um termo que no México designa o lamelofone semelhante à marimba tradicional da República Dominicana, à rumba box da Jamaica, ou à marímbula cubana. O formato destes instrumentos varia, tal como o número de lâminas, materiais e ornamentação.

Consiste numa caixa de ressonância de madeira, sobre a qual são fixadas lâminas vibratórias de metal ou, mais tradicionalmente, de bambu ou madeira. Estas lâminas são dedilhadas, produzindo um som percussivo e melódico característico.

A forma do marimbol pode variar consideravelmente, desde caixas retangulares simples até estruturas mais elaboradas com ornamentações. O número de lâminas também é flexível, influenciando a extensão da gama tonal do instrumento. Os materiais utilizados na sua construção, assim como os detalhes estéticos, refletem as tradições locais e a criatividade dos artesãos. No México, o marimbol encontra o seu espaço em diversos géneros musicais, especialmente em contextos folclóricos e tradicionais, onde a sua sonoridade contribui para a riqueza da paisagem sonora. 

idiofone beliscado, encontra-se no índice 12 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. As suas partes vibrantes são colocadas em vibração ao serem beliscadas ou dedilhadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do México
  • Lamelofones dedilhados
  • Instrumentos começados por m
  • Instrumentos com raízes africanas
  • Instrumentos das Américas
Marimbol, lamelofone

Marimbol, lamelofone

Nose flute é a designação inglesa de “flauta nasal”, aerofone popular na Polinésia e diversas nações insulares do Pacífico, havendo outras versões em África.

O seu método de execução distintivo envolve soprar ar através de uma narina, enquanto a outra é geralmente fechada, direcionando o fluxo de ar sobre uma borda afiada ou um canal no corpo da flauta para produzir som. Fabricadas tradicionalmente em bambu, madeira ou outros materiais naturais, as flautas nasais variam em tamanho e formato, apresentando frequentemente orifícios para alterar as notas musicais.

Possui um som suave, muitas vezes associado a melodias calmas e introspectivas. Em muitas culturas do Pacífico, este instrumento tem um significado cultural profundo, sendo utilizado em cerimónias, rituais de cortejo, entretenimento pessoal e até mesmo como forma de comunicação discreta.

ETIQUETAS

  • Flautas nasais
  • Instrumentos do sopro
Nose flute, flauta nasal, Hawaii

Nose flute, flauta nasal, Hawaii

Mejorana é um instrumento musical de corda em forma de pequena guitarra utilizado no folclore panamiano. Tem 5 cordas de nylon ou de crina de cavalo.

A tocabilidade da mejorana envolve técnicas de dedilhado e rasgueado, produzindo melodias alegres e ritmos sincopados que acompanham frequentemente danças folclóricas e canções tradicionais. A sua sonoridade contribui para a atmosfera festiva e animada das celebrações e eventos culturais. Apesar do seu tamanho compacto, a mejorana possui uma expressividade notável, capaz de transmitir tanto a vivacidade dos ritmos de dança quanto a melancolia de canções mais líricas. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos cordofones tipo alaúde, as cordas, paralelas, estão esticadas ao longo de um braço preso na caixa de ressonância no extremo oposto.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Panamá
  • Instrumentos da América Central
  • Cordofones do tipo alaúde
  • Instrumentos começados por m
Mejorana, Panamá

Mejorana, Panamá

Ektar, ektara, iktara, ou ik tara, é um instrumento de uma corda com corpo circular tocado na Índia, Bangladesh, Egito e Paquistão. É feito de um pedaço de madeira oco, geralmente com formato cilíndrico ou circular, onde é fixada uma única corda. A corda do ektar é geralmente feita de tripa, e a sua tensão pode ser ajustada movimentando-se a ponta da corda ao redor de um prego fixado no corpo do instrumento. Isso permite alterar a afinação do ektar.

Para tocar o ektar, o músico utiliza uma das mãos para puxar e vibrar a corda, enquanto a outra mão pressiona o corpo do instrumento, criando diferentes tons e matizes na melodia. Geralmente, o ektar é acompanhado por vozes ou instrumentos de percussão.

Esse instrumento é frequentemente utilizado em várias expressões musicais tradicionais dessas regiões, como o folclore e a música popular. É um instrumento de sonoridade única, com um timbre característico que adiciona um toque especial às composições musicais.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Índia
  • Instrumentos começados por e
Ektar, Índia

Ektar, Índia