Mukupela é um tambor usado pela etnia Chokwe, em Angola, África. Usado em danças e rituais, servia também para comunicar de aldeia para aldeia. 

Através de variações no ritmo, na intensidade e na sequência dos toques, mensagens codificadas podiam ser transmitidas a longas distâncias, servindo como um sistema de telégrafo sonoro. Esta capacidade de comunicação à distância sublinha a sofisticação e a importância do mukupela na organização social e na manutenção de laços entre as comunidades Chokwe.

A construção e o formato do mukupela podem variar, mas geralmente apresenta um corpo cilíndrico feito de madeira, com uma ou duas membranas de pele de animal tensionadas. A forma de tocar envolve o uso das mãos ou de baquetas, dependendo do contexto e do som desejado. 

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Angola
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por m
Mukupela, chokwe, Angola, 2ª metade do século XX

Mukupela, chokwe, Angola, 2ª metade do século XX

Xilomarimba é um instrumento de percussão direta composto por lâminas de madeira dispostas de forma semelhante a um teclado, cada uma afinada para uma nota específica. Distingue-se como uma variedade de marimba que passou por adaptações particulares para se adequar à linguagem e às exigências do jazz, encontrando também espaço na orquestra sinfónica contemporânea.

As lâminas de madeira do xilomarimba são geralmente mais finas e duras do que as de uma marimba tradicional, o que contribui para um timbre mais brilhante e penetrante, com um ataque mais definido. Estas lâminas são percutidas com baquetas, cuja dureza e material da cabeça influenciam a qualidade sonora produzida. A ausência de ressonadores tubulares sob as lâminas, característicos da marimba, também contribui para a sonoridade distinta do xilomarimba, conferindo-lhe menos sustentação e um som mais seco.

ETIQUETAS

  • Instrumentos de percussão de altura definida
  • Família dos xilofones
Xilomarimba

Xilomarimba

Tarolas tropicales, o mesmo que pailas, timbales ou timbaletas, são tambores cilíndricos com armação de metal menos altos que os tom toms e com afinação mais aguda, dispostos em tripé metálico e percutidos com baquetas. Usam-se desde as civilizações antigas para fins cerimoniais e militares.

Apesar da sua associação contemporânea com a música latina, a utilização de tambores cilíndricos para fins cerimoniais e militares remonta a civilizações antigas em diversas partes do mundo. As tarolas tropicales, na sua forma moderna, evoluíram e encontraram um lugar de destaque em géneros musicais como a salsa, o mambo e outros ritmos afro-latinos. A sua capacidade de produzir ritmos rápidos e complexos, com acentuações nítidas, torna-as um elemento percussivo fundamental nestes estilos.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • tambores percutidos
  • Instrumentos musicais começados por t
Tarolas tropicales

Tarolas tropicales

Cacharaina, também conhecida por quijada e feita a partir do maxilar inferior de burros, cavalos ou vacas, é um idiofone tradicional hispano-americano com diversas denominações regionais, como charrasca, charaina ou kahuaha. Este instrumento peculiar utiliza a mandíbula seca do animal, cujos dentes soltos ou parcialmente soltos são a fonte do seu som característico.

A sonoridade da cacharaina é produzida principalmente de duas formas: raspando os dedos ou uma baqueta ao longo dos dentes, gerando um efeito de chocalho rítmico, ou percutindo a mandíbula, o que faz vibrar os dentes soltos, produzindo um som de clique semelhante a castanholas. Esta versatilidade sonora permite a sua integração em diversos estilos musicais da América Latina.

É importante notar que, para além das tradicionais cacharainas feitas de ossos, existem também versões construídas em madeira, que procuram replicar o efeito sonoro do instrumento original. 

Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por  raspagem.

ETIQUETAS

  • Idiofones de raspagem
  • Instrumentos tradicionais da América Latina
  • Instrumentos começados por c
Cacharaina, queixada ou maxilar

Cacharaina, queixada ou maxilar

Donkey jaw é uma designação inglesa para queixada ou maxilar de burro. Kahuaha, quijada (que pode ser de burro cavalo ou vaca), charrasca, cacharaina, charaina, carretilla ou kahuaha – é um idiofone tradicional hispano-americano constituído pela mandíbula inferior de um animal.

A sua construção peculiar envolve a utilização da mandíbula seca do animal, com os dentes soltos ou parcialmente soltos. O som característico é produzido de duas maneiras principais: raspando os dedos ou uma baqueta ao longo dos dentes, criando um efeito de chocalho rítmico, ou golpeando a mandíbula, o que faz com que os dentes soltos vibrem e produzam um som de clique ou castanhola.

Situa-se na categoria 13 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por fricção ou raspagem.

ETIQUETAS

  • Idiofones de fricção
  • Instrumentos de altura indefinida
  • Instrumentos de mandíbula de animal
  • Instrumentos começados por d
Donkey jaw, queixada de burro

Donkey jaw, queixada de burro

Roneat thung é um xilofone de tessitura grave essencial na música clássica do Camboja, distinguindo-se pela sua forma curva que evoca a silhueta de um barco. Este instrumento desempenha um papel crucial no pinpeat, o principal agrupamento orquestral cambojano, onde a sua sonoridade profunda e ressonante contribui para a rica textura musical. No conjunto pinpeat, o roneat thung ocupa uma posição à esquerda do roneat ek, um xilofone de registro mais agudo, complementando-o com as suas notas graves.

A sua construção envolve barras de madeira dura, precisamente afinadas, dispostas sobre uma caixa de ressonância em forma de barco. Estas barras são percutidas com um par de baquetas, produzindo um som quente e vibrante. A extensão e o número de barras podem variar ligeiramente, mas o seu timbre fundamentalmente grave confere uma base sonora importante para a melodia e os outros instrumentos do pinpeat.

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Cambodja
  • Idiofones percutidos
  • Lamelofones percutidos
  • Instrumentos começados por r
Ronneat thung, Cambodja

Ronneat thung, Cambodja

O mesmo que riq ou rik, riqq é um pandeiro, com soalhas, que acompanha a música tradicional e a música clássica árabes.

Unimembranofone com origem no daf persa, mede entre 20 e 25 cm de diâmetro e 5 cm de profundidade, e é geralmente dotado de 10 pares de soalhas. Faz parte do tradicional agrupamento arábico conhecido por takht, que inclui quatro instrumentos melódicos (oud, nay, qanun e violino) e um instrumento de percussão (riq, por vezes substituído pela tabla).

Na primeira metade do século XX, o riq era o único instrumento de percussão que fazia parte dos agrupamentos de música árabe. Na segunda metade do século XX, foram adicionados outros instrumentos como a tabla.

[ Instrumentos musicais árabes ]
Riqq, tambor de mão árabe

Riqq, tambor de mão árabe

Biên chung é um carrilhão vietnamita suspenso de uma estrutura de madeira e tocado com um martelo, similar a outros existentes na Ásia. Entre eles, destaca-se o bianzhong, um antigo carrilhão chinês com uma história impressionante que remonta a 2000-3600 anos. Constituído por um conjunto de sinos de bronze de diferentes tamanhos e afinações, o bianzhong era tocado melodicamente, produzindo música cerimonial sofisticada. Na Coreia, encontra-se o pyeonjong, um carrilhão de sinos de bronze igualmente utilizado em contextos rituais e na música de corte. O hensho do Japão completa este grupo de instrumentos, sendo também um carrilhão de sinos que desempenha um papel importante na música tradicional japonesa.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Vietname
  • Idiofones percutidos
  • Família dos carrilhões
  • Instrumentos começados por b
Biên chung, carrilhão, Vietname

Biên chung, carrilhão, Vietname

Xirolarrua, também chamada bota, gaita de bota e gaita, é um aerofone da família da gaita de fole tradicional do País Basco, Espanha (Europa). Tal como outras gaitas de foles, a xirolarrua utiliza um odre, tradicionalmente feito de pele de cabra, que armazena o ar insuflado pelo músico através de um tubo. Este reservatório permite a produção de um som contínuo.

A melodia é executada através de um tubo melódico, geralmente com um número limitado de furos para os dedos. Este tubo melódico possui uma palheta dupla que vibra com o ar, produzindo o som característico do instrumento. A xirolarrua desempenha um papel importante na música folclórica basca, acompanhando danças tradicionais e festividades. 

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Espanha
  • Instrumentos tradicionais do País Basco
  • Aerofones de palheta
  • Instrumentos começados por x
Xirolarrua, gaita de fole, País Basco, Espanha

Xirolarrua, gaita de fole, País Basco, Espanha

 

Boha, sinónimo de xirolarru, é um aerofone pertencente à família da gaita de foles, com raízes profundas na região de Landes e Gascogne, na França. Tal como outras gaitas de fole, o boha utiliza um reservatório de ar, tradicionalmente feito de pele de cabra, que o músico enche através de um fole de insuflação ou soprando diretamente num tubo. Este reservatório permite um fluxo contínuo de ar para alimentar os tubos sonoros.

A melodia é executada num tubo melódico, geralmente com furos para os dedos que permitem a produção de diferentes notas. Este tubo melódico é equipado com uma palheta simples ou dupla, que vibra com o fluxo de ar, gerando o som característico do instrumento. Adicionalmente, o boha frequentemente inclui um ou mais tubos de bordão, que emitem notas fixas e contínuas, criando uma base harmónica para a melodia.

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de França
  • Família das gaitas de fole
  • Instrumentos começados por b
Boha, gaita de fole, Landes, Gascogne, França

Boha, gaita de fole, Landes, Gascogne, França