Saz (nome persa) é uma família de cordofones dedilhados descendentes da antiga pandura. É popular na Turquia, Curdistão, Irão, Azerbaijão, Arménia e Balcãs.
A família do saz inclui: cura, baglama, tambura e divan saz. A cura tem o som mais agudo da família; cada um dos demais é uma oitava abaixo do anterior, sendo o divan saz (ou simplesmente saz) o mais grave de todos.
Em algumas fontes, a família é denominada baglama (do turco baglama, derivado de baglamak: ‘amarrar’), e o termo saz é reservado para o divan saz.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
Sasandu (sasando ou sesando) é uma harpa tradicional da ilha de Roti, região de Timor Ocidental, Indonésia. O termo significa “vibração” ou “instrumento que soa”. Acredita-se que o Sasando já era do conhecimento dos habitantes da ilha de Roti desde, pelo menos, o século VII. A parte principal do Sasando é um tubo de bambu que serve como estrutura do instrumento. Em torno do tubo há várias peças de madeira que servem como cunhas onde as cordas são esticadas a partir do topo para a base. A função das cunhas é segurar as cordas mais altas da superfície do tubo.
O sasando é tocado com ambas as mãos. Os dedos do tocador dedilham as cordas de uma forma semelhante a tocar harpa. O sasando tem 28 ou 56 cordas.
Sesando (sasando ou sasandu) é uma harpa tradicional da ilha de Roti, região de Timor Ocidental, Indonésia. O termo significa “vibração” ou “instrumento que soa”. Supõe-se que o Sasando já era do conhecimento dos habitantes da ilha de Roti desde, pelo menos, o século VII.
A parte principal do Sasando é um tubo de bambu que serve como estrutura do instrumento. Em torno do tubo há várias peças de madeira que servem como cunhas onde as cordas são esticadas a partir do topo para a base. A função das cunhas é segurar as cordas mais altas da superfície do tubo. O sasando é tocado com ambas as mãos.
Os dedos do tocador dedilham as cordas de uma forma semelhante a tocar harpa. O sasando tem 28 ou 56 strings. Com 28 cordas, é chamado sasando engkel; com 56 cordas é sasando dobel ou, ainda, sasando engkel, de cordas duplas.
O instrumento situa-se no índice 31 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais (cordofones simples, compostos de cordas esticadas em um suporte, com caixa de ressonância, neste caso).
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Instrumentos musicais da Indonésia
Instrumentos de corda dedilhada
Família das harpas
Instrumentos começados por s
Sesando, Timor Ocidental, Indonesia
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/04/sesando-timor-ocidental-indonesia-437x423-1.jpeg423437António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-04-18 18:07:462025-04-19 20:37:18Sesando, Indonésia
Gambus (ou qanbus) é um alaúde com 12 cordas de nylon tocadas com plectro. Tem origem no Iémen donde se espalhou pela Península Arábica. A migração iemenita provocou a difusão do instrumento em diferentes partes do Oceano Índico.
No entanto, no início do século XXI, o oud, outro tipo de alaúde com uma sonoridade mais rica e uma maior variedade de possibilidades musicais, praticamente suplantou o qanbus nas preferências dos alaudistas do Médio Oriente. Apesar desta tendência, o gambus manteve a sua presença em algumas comunidades e evoluiu em certas regiões. Nas ilhas Comores, por exemplo, é conhecido como gabusi, enquanto em Zanzibar adota o nome de gabbus, demonstrando a sua capacidade de adaptação e a sua integração nas culturas locais com variações na nomenclatura.
O instrumento situa-se no índice 31 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais (cordofones simples, compostos de cordas esticadas em um suporte, com caixa de ressonância, neste caso).
Tuba romana é um aerofone de metal usado pelo exército romano para – juntamente com a buccina – transmitir sinais militares. Ouvia-se também em festas, jogos e funerais. Media cerca de 1,2 metros de comprimento. Tem origem etrusca e é semelhante ao instrumento grego chamado salpinge. Tinha bocal de bronze ou marfim.
Com origens etruscas, a tuba romana apresentava semelhanças com o instrumento grego conhecido como salpinge, sugerindo uma influência cultural na sua adoção e desenvolvimento. Possuía um bocal feito de bronze ou marfim, através do qual o músico soprava para produzir o som. O tubo reto e cilíndrico terminava numa campânula, que amplificava o som para alcançar longas distâncias, crucial para a comunicação militar no campo de batalha.
O som da tuba romana era diferente do timbre grave e encorpado da tuba moderna. Dada a sua construção e o bocal utilizado, é provável que produzisse sons mais agudos e penetrantes, adequados para a sinalização e para criar um efeito sonoro impactante em eventos públicos.
É um instrumento de sopro do grupo 423 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de bocal (também chamado de palheta labial) em que os lábios do executante causam diretamente a vibração do ar.
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Aerofones de palheta labial
Instrumentos começados por t
Instrumentos da Roma Antiga
Tuba romana, aerofone da Roma Antiga
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/04/tuba-romana-aerofone-roma-antiga.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-04-18 17:57:002025-04-19 20:33:20Tuba romana, Roma
Morchang, morsing ou morshing, é uma harpa de boca tradicional da Índia. Tem uma história de 1500 anos embora a sua origem exata não esteja bem documentada. Este pequeno instrumento musical é composto por uma estrutura metálica em forma de ferradura, com uma fina lâmina vibratória (a lamela) fixada no centro.
Para tocar o morchang, o músico segura a estrutura firmemente contra os dentes superiores ou inferiores, utilizando a boca como câmara de ressonância. A lamela é então dedilhada com um dedo, produzindo um som percussivo característico. A variação da forma da cavidade bucal, da posição da língua e da respiração permite ao instrumentista modular a altura e o timbre do som, criando melodias rítmicas e complexas.
Apesar do seu tamanho modesto e aparente simplicidade, o morchang desempenha um papel significativo em diversos géneros musicais indianos, particularmente na música folclórica e na música carnática do sul da Índia, onde é frequentemente utilizado como um instrumento rítmico de acompanhamento.
idiofone beliscado, encontra-se no índice 12 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. As suas partes vibrantes são colocadas em vibração ao serem beliscadas ou dedilhadas.
Matepe, também conhecido como hera, é um lamelofone dedilhado tradicional do nordeste do Zimbabwe, particularmente importante para os povos Sena Tonga e Kore-Kore, subgrupos do vasto povo Shona. Este instrumento musical é um dos cinco principais tipos de mbira tocados no Zimbabwe, o que realça a sua relevância cultural na região.
O matepe caracteriza-se por um conjunto de lâminas de metal, fixadas numa placa de madeira. Estas lâminas, quando dedilhadas com os polegares e, por vezes, um dedo indicador, vibram e produzem uma série de tons melódicos e harmónicos. A caixa de ressonância, frequentemente feita de uma cabaça ou de madeira esculpida, amplifica o som delicado e ressonante das lâminas.
A música produzida pelo matepe desempenha um papel significativo em cerimónias religiosas, celebrações sociais e na transmissão de histórias e tradições dentro das comunidades Sena Tonga e Kore-Kore.
O instrumento é um idiofone beliscado que se encontra no índice 12 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. As suas partes vibrantes são colocadas em vibração ao serem beliscadas ou dedilhadas.
O Maddale é um instrumento musical tradicional da região de Karnataka, no sul da Índia. É um tambor de percussão direta, feito de madeira de qualidade. A parte superior do instrumento é aberta, enquanto a inferior é fechada por uma pele de couro de búfalo esticada.
O formato do Maddale é semelhante a um barril, com uma circunferência maior na parte inferior e uma circunferência menor na parte superior. A pele é esticada sobre a parte inferior do instrumento e fixada com tiras de couro ou cordas.
Para tocar o Maddale, o músico normalmente senta-se no chão com o instrumento colocado entre as pernas. O som é produzido batendo na pele com as mãos nuas, utilizando uma técnica de palma e dedo. Dependendo do estilo de música, diferentes padrões rítmicos e variações podem ser tocados no Maddale.
O Maddale costuma ser utilizado em apresentações musicais tradicionais do estado de Karnataka, como o estilo de música clássica carnática. Também é frequentemente usado como um acompanhamento para apresentações de dança, como o Yakshagana, forma de teatro tradicional de Karnataka.
Ao longo dos anos, o instrumento tem sido usado como uma parte central da cultura e da música de Karnataka. O seu potencial na produção de uma variedade de tons e ritmos, juntamente com seu som distintivo, tornam o Maddale um instrumento de destaque na música indiana.
Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.
Carillon é a designação em Francês de um instrumento musical de percussão constituído por um conjunto de sinos concebidos e afinados para tocarem juntos. Encontra-se especialmente em torres de igrejas e, em alguns países, em parques e edifícios da Câmara Municipal.
Em Portugal, é possível ouvir carrilhão em Mafra, Porto, Vila Franca de Xira e em qualquer localidade onde se apresente o carrilhão ambulante LUSITANUS.
Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
Cembalo é o termo italiano que designa cravo, instrumento de tecla de corda beliscada originário século XIV. Ele foi muito popular durante o período barroco, tendo seu auge no século XVII. Diferente do piano, que produz som através de martelos que batem nas cordas, o cravo utiliza um mecanismo de penas de pluma ou de plástico que beliscam as cordas quando as teclas são pressionadas. Essa característica resulta em um som mais percussivo e distintivo, com um ataque rápido e duração limitada.
O cravo é geralmente construído com várias fileiras de cordas, cada uma correspondendo a uma oitava distinta. Cada fileira é coberta por uma caixa de ressonância, que amplifica o som produzido pelas cordas quando são beliscadas. O instrumento pode ter um ou dois teclados, permitindo uma ampla gama de expressividade musical.
Uma das características mais conhecidas do cravo é o seu mecanismo de registos, que permite ao músico escolher diferentes combinações de timbres ao tocar. Os registos são obtidos pela combinação de diferentes fileiras de cordas e pela manipulação de placas de metal chamadas ‘mute’.
O cravo teve grande importância na música barroca, sendo amplamente utilizado em óperas, concertos e música de câmara da época. Compositores como Johann Sebastian Bach, Georg Friedrich Händel e Domenico Scarlatti compuseram obras especialmente para o cravo, explorando as possibilidades sonoras e técnicas do instrumento.
Nos séculos XVIII e XIX, o cravo caiu em desuso e foi substituído pelo piano, que oferecia maior versatilidade e volume sonoro. No entanto, o cravo experimentou um renascimento no século XX, com o interesse pela música antiga e a busca por instrumentos históricos autênticos. Hoje, o cravo é apreciado tanto por seu valor histórico quanto pelas suas qualidades sonoras distintivas.
Nos instrumentos da categoria 3 (cordofones) do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.