Flauta de amolador – também chamado em Portugal apito de amolador, apito ou gaita de amolador – é um instrumento de sopro da família das flautas de Pã.
É um pequeno instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É uma flauta de embocadura aberta.
É utilizado tradicionalmente pelos amoladores (amola-tesouras) e afiadores de facas que, tocando, se faziam anunciar aos clientes. Além de amolar facas e tesouras e de arranjar panelas e tachos, o amolador consertava guarda-chuvas. As pessoas criaram o hábito de, quando o ouviam exclamar: “-Vem aí chuva!”.
O amolador era nómada que se deslocava com a sua roda de aldeia em aldeia, acompanhado por vezes de um burro que lhe carregava os pertences. “A retribuição era frequentemente em géneros alimentares: carne “curada” no fumo ou no sal, azeite, batatas. Para comunicar entre si os amoladores tinham um dialecto próprio, o baralhete. Havia, entre os amoladores, muitos originários da Galiza.”
Forum da Quinta de Conde, 2008
No passado, as pessoas tinham tesouras e navalhas de barbear que precisavam de ser afiadas de vez em quando, tinham pratos para arranjar, tachos para rebitar, guarda-chuvas para reparar.
Flauta de amolador, siringa, Portugal
“O equipamento principal do amolador era a roda (estrutura em madeira, dotada com uma roda, que a tornava móvel), munida com um ou dois esmeris. Na posição vertical a roda servia para afiar as tesouras, as facas e as navalhas de barbear. O amolador colocava uma correia a ligar a roda grande ao eixo que suportava os esmeris e impulsionava o pedal até atingir a rotação desejada no esmeril. Na posição horizontal a roda funcionava como uma carro de mão para se deslocar e transportar a ferramenta de trabalho. Esta era constituída usualmente por alicates, martelos, sovelas, arame, cré, rebites, varetas e pano de guarda-chuva. Acontecia frequentemente que o amolador também tinha conhecimentos de funileiro e nesse caso juntava pelo menos um ferro de soldar, estanho, chapas de zinco de diferentes espessuras e uma palanca em ferro.”
O ofício está em vias de extinção.
A flauta de amolador é um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.
apito de amolador (gaita de amolador, ou flauta de amolador) é um instrumento do tipo aerofone, da família das flautas de Pã utilizado tradicionalmente pelos capadores e afiadores de facas e tesouras de Portugal que, tocando, se faziam anunciar aos clientes. https://www.youtube.com/watch?v=alw9vDz1keY&t=5s
[ Instrumentos musicais de Portugal ]
apito de amolador, Portugal
[ Flautas de pã ]
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/04/apito-de-amolador-portugal.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-04-13 10:24:172024-11-24 13:06:51Apito de amolador, Portugal
Guitarra portuguesa é um cordofone em forma de pera, cuja origem está ligado ao cistro renascentista e, mais proximamente, à guitarra inglesa English Guitar. Universidade de Aveiro
O cistro foi instrumento dos jograis da época medieval, mas no renascimento torna-se um instrumento popular, com uma existência que vai até aos finais do séc. XVIII. O mais famoso cistro foi construído pelo violeiro italiano Girolamo di Virchi, da cidade de Brescia, em 1574, para o Arquiduque Ferdinando do Tirol, hoje património do Museu Kunsthistorisches instalado no Palácio de Hofburg, em Viena. Nos meados do séc. XVIII, surge na cidade do Porto a English Guitar, trazida pela colónia de comerciantes ingleses que aqui se estabelece. Trata-se de um instrumento periforme da família do cistro, encorporando características estruturais e acústicas bem diferenciadas do seu antecessor. Torna-se popular entre nós, ao ponto do mestre de capela da Sé do Porto, António da Silva Leite, lhe dedicar o método “Estudo de guitarra”, no ano de 1796. No início do séc. XIX, entra em declínio na pátria de origem.
Guitarra Portuguesa, Portugal
Portugal é o único herdeiro deste instrumento, o qual recebe transformações diversas até chegar à guitarra portuguesa, hoje instrumento nacional.
Apesar da inexistência de registos históricos precisos, acredita-se que o processo de diferenciação entre a guitarra de Coimbra e a de Lisboa remonta ao início do séc. XX.
A guitarra de Coimbra apresenta uma caixa harmónica mais longa e mais estreita, um comprimento de corda maior, afinação um tom abaixo da de Lisboa e, como símbolo emblemático, a cabeça terminada geometricamente em forma duma lágrima, sendo largamente divulgada pelo facto de acompanhar o canto do fado de Coimbra. https://www.youtube.com/watch?v=66jZhVcMgVA
A guitarra de Lisboa, que acompanha o fado de Lisboa, é mais curta e mais larga, vulgarmente muito decorada com figuras de madrepérola, e tem como símbolo emblemático a cabeça terminada com uma voluta, por vezes chamada caracol. Universidade de Aveiro
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
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Instrumentos tradicionais de Portugal
Instrumentos de corda dedilhada
Cordofones
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Reciclanda, música e instrumentos sustentáveis
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança, o bem estar dos seniores e a capacitação de profissionais.
Contacte-nos:
António José Ferreira 962 942 759
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/04/guitarra-portuguesa-modelo-lisboa-portugal.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-04-10 03:47:132024-11-24 13:30:57Guitarra Portuguesa, Portugal
rabelé um instrumento de corda friccionada – frequente no Norte da Península Ibérica – que remonta à Idade Média.
https://www.youtube.com/watch?v=VtavgCe789A rabel em Espanha https://www.youtube.com/watch?v=oY05dUY5xws
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.
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Instrumentos tradicionais de Portugal
Instrumentos de corda friccionada
Cordofones portugueses
Instrumentos começados por r
rabel, Portugal
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/04/rabel_medieval.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-04-05 00:40:232024-07-27 15:47:24Rabel, Portugal
caninha, cana rachada, ou castanhola de cana rachada, é um instrumento tradicional português, um idiofone tocado na região da Lezíria Ribatejana e outras regiões para acompanhar ritmos e danças.
Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido de altura indefinida. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
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Instrumentos tradicionais de Portugal
Idiofones percutidos
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caninha, Portugal
Reciclanda, música e instrumentos sustentáveis
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança, o bem estar dos seniores e a capacitação de profissionais.
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https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/03/caninha.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-03-26 18:08:072024-11-24 13:38:52Caninha, Portugal
Mirlitão é uma designação que abrande um conjunto de instrumentos e brinquedos sonoros em que uma membrana vibra por simpatia, ampliando e distorcendo os sons produzidos pela voz. O mirlitão é um instrumento de sopro que adiciona um timbre de zumbido à voz do instrumentista quando vocaliza no instrumento.
Mirlitão, em Português
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/03/mirlitao-kazoo.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-03-26 15:33:082024-11-24 13:08:50Mirlitão, Portugal
Ferrinhos é o termo popular para “triângulo”, idiofone metálico de percussão direta que hoje faz parte da secção de percussão da orquestra. Consiste num ferro em forma triangular, aberto, no qual se bate com um pequeno ferro em forma cilíndrica (batente). Suspenso de um fio e, enquanto uma mão sustenta o triângulo, a outra faz a percussão batendo e pondo o corpo em vibração.
Por vezes, o corpo do instrumento termina com duas argolas no vértice superior e o batente é achatado e termina em argola também.
É muito utilizado em grupos de música tradicional e integra a tocata de ranchos folclóricos.
Tem-se conhecimento do instrumento desde o século XIV.
Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido de altura indefinida. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
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Instrumentos musicais de Portugal
Idiofones percutidos
Instrumentos de percussão de altura indefinida
Instrumentos começados por f
Ferrinhos, Portugal
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/03/ferrinhos.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-03-26 15:27:512024-11-24 12:42:59Ferrinhos, Portugal
Triângulo é um idiofone metálico de percussão direta que hoje faz parte da secção de percussão da orquestra. Também chamado “ferrinhos” na música tradicional, possui um som brilhante.
Consiste num ferro em forma triangular, aberto, no qual se bate com um pequeno ferro fino em forma cilíndrica, o batente. É suspenso de uma fio e, enquanto uma mão sustenta o triângulo, a outra faz a percussão. Feito de pouca coisa, exige rigor rítmico e tem um encanto discreto, amplificado por um timbre cintilante fácil de identificar.
Tem-se conhecimento da utilização do triângulo desde o século XIV mas na orquestra a sua utilização remonta ao século XVIII. É utilizado para acompanhar as tarantelas e saltarelas, danças italianas, e continua as ser muito frequente nos ranchos folclóricos portugueses, sendo também utilizado por bandas filarmónicas.
Fonte: Diapason
Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida. É um idiofone percutido sem intenção melódica.
ETIQUETAS
Instrumentos tradicionais de Portugal
Instrumentos de percussão de altura indefinida
Idiofones portugueses de percussão
Instrumentos começados por t
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/03/triangulo_valdir-santos.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-03-26 15:22:382024-11-24 13:44:24Triângulo, Portugal
pedras são um instrumento do tipo idiofone de concussão constituído por duas pedras que entrechocam nas mãos do executante. O uso destas pedras (devidamente selecionadas pelo som e a forma) acontece em vários países, incluindo Portugal e Espanha, designadamente em grupos etnográficos.
Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
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Instrumentos tradicionais de Portugal
Instrumentos de percussão
Idiofones percutidos
Instrumentos começados por p
pedras, Portugal
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/03/pedras-instrumento.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-03-25 22:04:312024-07-27 15:51:45Pedras, Portugal
A genebres é um idiofone de raspagem constituído por pauzinhos de madeira maciça, tamanho decrescente, enfiados nas extremidades numa correia de couro. A genebres é tocada na Beira Baixa, nomeadamente na Dança dos Homens. O tocador coloca o instrumento ao pescoço, pendurado pela correia, e raspa com um bocado de madeira.
Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por fricção ou raspagem.
ETIQUETAS
Instrumentos tradicionais de Portugal
Idiofones de raspagem
Instrumentos começados por g
Genebres, Portugal
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/03/genebres.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-03-25 16:10:292024-07-27 15:42:29Genebres, Portugal