Instrumentos musicais de Portugal

O almofariz, ou pilão, é uma ferramenta de cozinha que serve para triturar especiarias e ervas, libertando aromas e sabores, utilizada também como instrumento de percussão. Um recipiente robusto, geralmente feito de pedra, madeira ou metal, é percutido por um pilão, uma espécie de bastão com uma extremidade arredondada. Nas mãos de um músico, o almofariz transforma-se num idiofone percussivo.

A sonoridade do almofariz como instrumento musical nasce do ato de golpear o pilão contra as paredes e o fundo do recipiente. O som produzido varia consoante o material de ambos, o tamanho e a forma. Pode ser um clique seco e agudo, um som mais grave e oco, ou até mesmo um raspado rítmico ao friccionar o pilão contra a superfície áspera do almofariz.

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Almofariz de madeira, Portugal

almofariz de madeira, Portugal

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Matraca, também chamada carraca, ou carraco, em Espanha, é um instrumento de percussão da categoria dos idiofones, constituído basicamente por um corpo de madeira no qual estão dispostos martelos móveis que podem ser de madeira ou de metal que, por ação manual ou mecânica golpeiam o corpo de madeira.

Matraca provém do árabe mitraqa, que significa martelo. A matraca é utilizada em igrejas de Espanha, Portugal (Braga) e Brasil nas cerimónias da Semana Santa. 

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Matraca, idiofone tradicional religioso de Braga

Matraca, idiofone tradicional religioso de Braga

Carrilhão é um instrumento musical composto por dezenas sinos de bronze afinados cromaticamente. Estes sinos são dispostos de forma a produzir uma harmonia agradável quando vários são tocados simultaneamente. O carrilhão é tocado através de um teclado, muitas vezes com teclas que são percutidas com as mãos semifechadas, e os sinos maiores podem também ser controlados por pedais.

É um instrumento complexo que permite expressão musical através da variação do toque, sendo frequentemente encontrado em torres de igrejas ou edifícios públicos, onde executa melodias e harmonias para o público.

Célebres são os dois carrilhões da Basílica de Mafra, Portugal, de que foi restaurado e reinaugurado um em 2020. Além dos carrilhões instalados em torres de igrejas, existem carrilhões ambulantes.

O Carrilhão LVSITANVS (Portugal) é o maior e mais pesado carrilhão itinerante do mundo. É composto por 63 sinos, pesa aproximadamente 12 toneladas e está apoiado sobre um semi-reboque porta contentores. O conjunto é movido por um tractor que lhe confere grande mobilidade e capacidade de itinerância.

Com o Carrilhão LVSITANVS é possível executar obras de variados estilos, do erudito ao popular, proporcionando assim belos momentos musicais, tanto em audições de música clássica como em ambientes de arraial ou outras festividades. Os concertos podem ser executados nos mais distintos ambientes, tanto ao ar livre como em recintos fechados, a solo ou juntamente com outros instrumentos ou agrupamentos.

Foi uma novidade em Portugal e na Península Ibérica e desperta grande interesse nos amantes da música.

Ao carrilhão LVSITANVS Ana Elias tocou em diálogo com Abel Chaves no carrilhão da Torre dos Clérigos no Porto.

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Carrilhão de Mafra, Portugal

Carrilhão de Mafra, Portugal

O sino é um instrumento do tipo idiofone, com badalo, feito de bronze, existente e ainda funcional em muitas igrejas. Um conjunto de sinos afinados para o efeito forma um carrilhão. “Os sons dos sinos integram a paisagem cultural e sonora de diversas cidades portuguesas que ainda mantêm ativos esses instrumentos como parte de seu património sonoro e artístico.

Através dos seus toques, os sinos foram responsáveis, desde tempos remotos, por ordenar o tempo, alegrar as festividades, comunicar publicamente variadas notícias, alertar para as intempéries e incêndios, garantir a proteção espiritual, chorar os mortos, regular o trabalho, ajudar nos partos difíceis, entre outras funções.

O cotidiano das cidades era marcado pela presença constante de uma “sonoridade brônzea”, organizada através de um sofisticado sistema de códigos sonoros reconhecidos por seus habitantes. A salvaguarda do importante património sineiro, em território português – no qual identifica-se sinos datados desde o século XIII -, a preservação dos saberes relacionadas à prática de fundição, a relevância da recuperação e preservação dos toques manuais, o impacto da mecanização, a valorização do ofício de sineiro(a) e o debate sobre a cultura sineira portuguesa como património material e imaterial são alguns dos temas tratados por especialistas convidados no webinário O Património Sineiro Português, realizado pelo projeto PASEV – Patrimonialização da Paisagem Sonora de Évora, da Universidade de Évora, CESEM/UÉ, CIDEHUS, em 2021. Contou com o apoio da Direção Regional de Cultura do Alentejo – DRCA, Mestrado em Gestão e Valorização do Património Histórico Cultural/UÉ, Cátedra da UNESCO em Património Imaterial e Saber-Fazer Tradicional/UÉ, ICOMOS-Comissão Nacional Portuguesa.

Sino, Portugal

Sino, Portugal

Cana rachada, caninha, ou castanhola de cana rachada, é um instrumento tradicional português, um idiofone tocado na região da Lezíria Ribatejana e outras regiões para acompanhar ritmos e danças. Situa-se no índice 11. no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

“O tocador de cana rachada é uma das figuras que mais chama atenção nos ranchos ribatejanos. No Rancho Folclórico da Casa do Povo de Aveiras de Cima também é assim. Filipe Carapinha é um dos executantes deste instrumento artesanal. No seu caso foi o próprio que apanhou a cana num caniçal em Aveiras de Baixo. É portanto um produto cem por cento local. Mas só dão boas canas rachadas aquelas que antes de terem sido arrancadas se situavam perto de um curso de água. A boa irrigação dá canas mais fortes e resistentes. Há também uma altura mais propícia para apanhar a cana: quando não está nem muito seca nem muito verde. O meio-termo é o ideal.

Filipe Carapinha que está há 13 anos no rancho de Aveiras de Cima, já fez 272 canas para este grupo. José Luís Pratas também do rancho dá a conhecer que nas atuações, principalmente no estrangeiro, o rancho dá especial destaque à cana rachada, pela sua singularidade e porque à primeira vista quem pensaria que poderia produzir um som tão carismático. Nas suas atuações, a performance produzida pelo som da cana rachada já valeu um terceiro lugar no acompanhamento musical num festival internacional de folclore decorrido em Palma de Maiorca. Conseguiram ainda um primeiro lugar num concurso do Inatel com este instrumento.

Sílvia Agostinho/Miguel A. Rodrigues . Valor Local . 08-11-2018

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Castanhola de cana rachada, João Mota

Castanhola de cana rachada, João Mota

Cana rachada, caninha, ou castanhola de cana rachada, é um instrumento tradicional português, um idiofone tocado na região da Lezíria Ribatejana e outras regiões para acompanhar ritmos e danças.

“O tocador de cana rachada é uma das figuras que mais chama atenção nos ranchos ribatejanos. No Rancho Folclórico da Casa do Povo de Aveiras de Cima também é assim. Filipe Carapinha é um dos executantes deste instrumento artesanal. No seu caso foi o próprio que apanhou a cana num caniçal em Aveiras de Baixo. É portanto um produto cem por cento local. Mas só dão boas canas rachadas aquelas que antes de terem sido arrancadas se situavam perto de um curso de água. A boa irrigação dá canas mais fortes e resistentes. Há também uma altura mais propícia para apanhar a cana: quando não está nem muito seca nem muito verde. O meio-termo é o ideal.

Filipe Carapinha já fez 272 canas para o grupo. José Luís Pratas também do rancho dá a conhecer que nas atuações, principalmente no estrangeiro, o rancho dá especial destaque à cana rachada, pela sua singularidade e porque à primeira vista quem pensaria que poderia produzir um som tão carismático. Nas suas atuações, a performance produzida pelo som da cana rachada já valeu um terceiro lugar no acompanhamento musical num festival internacional de folclore decorrido em Palma de Maiorca. Conseguiram ainda um primeiro lugar num concurso do INATEL com este instrumento.

Sílvia Agostinho/Miguel A. Rodrigues, Valor Local, 08-11-2018

Cana rachada, idiofone português

Cana rachada, idiofone português

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Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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  • Instrumentos de percussão de altura indefinida
  • Idiofones percutidos portugueses
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Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

bandola portuguesa é um cordofone com braço curto trastejado e corpo em forma de lágrima. Pertence à família dos alaúdes, possuindo geralmente quatro pares de cordas metálicas que são dedilhadas com uma palheta (ou plectro), produzindo um som brilhante e cristalino.

A sua construção cuidadosa e o seu design peculiar contribuem para a sua sonoridade distinta e para a sua beleza estética. O braço curto facilita a execução de melodias rápidas, enquanto o corpo em forma de lágrima influencia a ressonância e a projeção do som, conferindo-lhe um timbre único e expressivo.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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Bandola portuguesa, Portugal

bandola portuguesa, Portugal

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

bombo

O bombo é um bimembranofone percutido de dimensões grandes e som grave. Geralmente é tocado na posição vertical.

Além do bombo de orquestra, há o bombo de romaria, de construção artesanal, um dos instrumentos utilizados no programa das festas populares de Portugal.

O termo designa também tambor cilíndrico de som grave que na bateria fica ao centro.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

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  • Instrumentos musicais de Portugal
  • tambores percutidos
  • Família dos bombos
  • Grupos de Zés Pereiras
  • Instrumentos começados por b
Bombo, Portugal

bombo, Portugal

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

cântaro (cántaro em Espanhol) é um vaso (de barro ou latão) que, além de transportar água e conservar líquidos ou alimentos, é usado como instrumento de percussão direta com a mão ou com uma alpergata na boca do cântaro.

Acompanha fandangos em Puebla, México, no Ribatejo, Portugal.

Em Portugal é utilizado por grupos folclóricos na Estremadura, Ribatejo Algarve e outras regiões.

Cântaro, Portugal

cântaro com abano, Portugal, AFRLAE, Leiria

Feito de barro ou de lata, é frequentemente utilizado como instrumento musical de acompanhamento rítmico, produzindo um som grave quando é batido na boca com um abano (ultimamente, nos ranchos de representação folclórica, usa-se uma pega de madeira, com esponja forrada de pele). Também se lhe chama bilha, quarta ou almude, conforme as regiões. Em Boliqueime, Algarve, havia, em 1898, um conjunto musical pomposamente denominado “Música do Malhão”, composto pelos melhores tocadores de harmónio, ferrinhos e, substituindo o bombo, “cântaro dos de Loulé que produzia som adequado por meio de um capacho de abanar batido na boca.

Cf. Instrumentos Musicais Populares Portugueses, de Ernesto Veiga de Oliveira.

Cântaro, Rancho Folclórico Roda Viva, Maceira de Leiria, 2022

cântaro, Rancho Folclórico Roda Viva, Maceira de Leiria, 2022

Cântaro, Portugal

cântaro, Algarve, Portugal

Nos estados de Guerrero ou Oaxaca, México, o cántaro acompanha diversas danças, incluindo danças indígenas.

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cântaro com abano, ou bilha com abano, é um instrumento tradicional português com origem na Estremadura e Beira Litoral constituído por um abano (objecto artesanal em palha usado para atear o fogo), percutido no bocal de uma bilha ou cântaro de barro.

O músico bate com o abano na bilha e produz um som grave, como que substituindo o som e a função do bombo.

Reciclanda, música e instrumentos sustentáveis

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança, o bem estar dos seniores e a capacitação de profissionais.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

cântaro com abano, AFRLAE. Leiria