Instrumentos musicais oriundos do Brasil

Adjá

Adjá (s.m), também conhecido por campa ou sineta, é um idiofone afro-brasileiro constituído por duas a quatro campânulas acopladas de metal com badalo interno. O instrumento é percutido indiretamente e chacoalhado. É usado nos candomblés da Bahia e nos xangôs de Pernambuco.

(Adaptado de Gabriel da Rosa Seixas)

Adjá, Brasil

Adjá, Brasil

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Bapo

Bapo (s.m.) é um instrumento de percussão indireta por agitamento da família dos chocalhos globulares, encontrado na aldeia Toriparo no Córrego Acugã, estado do Mato Grosso (Brasil). O bapo é feito do fruto da Cucurbita Lagenaria, popularmente conhecida por cabaça, enchida por grãos. A cabaça do bapo apresenta cobertura de penas e dispõe de punho curto. Os bapos são, geralmente, utilizados aos pares. Quando isso acontece, cada um tem sua função específica. “O da mão direita, sacudido com mais velocidade, marca as sílabas do canto e o da mão esquerda dá-lhe o ritmo” (Helza Camêu). Há modernos bapos em formato cilíndrico.

É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Na categoria 1 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, o som é produzido primariamente pela vibração do corpo do instrumento ou por alguma de suas partes, mas esta vibração deve-se à própria elasticidade do material, sem tensão adicional nem cordas, membranas ou colunas de ar.

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Bapo, Brasil

Bapo, Brasil

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Catacá é um instrumento musical indígena tradicional do Brasil. Também é conhecido por outros nomes, como carajá ou caixero. É um idiofone de raspagem, o que significa que o som é produzido pelo atrito entre duas superfícies. Normalmente, o catacá é feito de pedaços de madeira, como bambu, tábua ou taboca, sendo um dos pedaços dentado para criar o som, que varia de acordo com a velocidade e a força com que se fricciona os pedaços de madeira. 

Outra variação do catacá é feita a partir do casco vazio da tartaruga. Nesse caso, o instrumento pode ser friccionado por bastões ou pela própria mão, utilizando-se uma espécie de resina para obter um som semelhante ao coaxar de sapos.

O catacá é usado principalmente em rituais indígenas, como cerimónias religiosas e festividades tradicionais. A sua utilização tem uma importância cultural e histórica significativa, representando a musicalidade e a expressão artística das comunidades indígenas do Brasil.

Catacá, Brasil

Catacá, Brasil

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    Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

    Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Agogô de castanha é um idiofone singularmente brasileiro, com uma sonoridade peculiar. Este instrumento de percussão é elaborado a partir de dois ouriços da castanha-do-Pará, cada um transformado numa campânula ressonante. Estas campânulas naturais são fixadas firmemente a uma barra de madeira através de parafusos, criando um instrumento de duas tonalidades distintas.

A execução do Agogô de castanha envolve a percussão das campânulas com uma baqueta, produzindo sons secos e estalados que se destacam em ensembles musicais. A diferença de tamanho e formato entre as duas campânulas garante a variedade tonal característica do instrumento, permitindo a criação de padrões rítmicos complexos e interessantes.

Este idiofone encontra o seu lugar em manifestações culturais vibrantes como a Capoeira e o Samba de Roda. Na Capoeira, o ritmo do Agogô de castanha marca o compasso do jogo, ditando a energia e a cadência dos movimentos dos capoeiristas. No Samba de Roda, a sua sonoridade contribui para a riqueza percussiva do género, incentivando o canto e a dança circular. A sua presença nestas tradições musicais reforça a ligação do instrumento com a identidade cultural afro-brasileira e a sua importância em contextos de celebração e expressão artística.

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido de altura indefinida. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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Agogô de castanha, Brasil

Agogô de castanha, Brasil

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

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Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Afoxé 

O afoxé, também grafado como afuchê e parente próximo do xequerê africano, é um idiofone de agitamento essencial na percussão brasileira. A sua sonoridade inconfundível nasce do atrito entre uma rede de contas ou sementes que envolve um corpo ressonador. Tradicionalmente, este corpo é uma cabaça, fruto seco da aboboeira, cuidadosamente preparada para funcionar como caixa de ressonância natural. O tamanho e a forma da cabaça ditam o timbre e o volume singulares do instrumento.

A rede que circunda a cabaça (ou o corpo moderno) é trançada e suporta as contas ou sementes. Na sua forma ancestral, as sementes variavam conforme a região. A modernização trouxe contas de plástico ou metal, buscando maior uniformidade sonora e durabilidade, assim como redes de materiais sintéticos mais resistentes.

O músico manipula o afoxé segurando seu corpo e agitando-o ou girando-o, permitindo que as contas deslizem e percutam a superfície. A técnica empregada, a pressão na rede e a velocidade do movimento modulam a sonoridade, produzindo desde um sussurro suave até um chocalho rítmico e vibrante, sendo possível também gerar sons por fricção.

Com raízes profundas nas culturas africanas, o afoxé chegou ao Brasil com os africanos escravizados, integrando-se às manifestações afro-brasileiras, com destaque para seu papel ritualístico no Candomblé e na Umbanda, acompanhando cânticos e danças dedicados aos orixás.

Transcendente ao âmbito religioso, o afoxé conquistou espaço na música popular brasileira, enriquecendo gêneros como o samba, o maracatu e o frevo. A sua sonoridade peculiar adiciona textura rítmica e cor vibrante às composições, firmando-se como elemento chave na percussão de diversos grupos musicais.

A evolução para corpos de plástico, madeira ou metal reflete a busca por maior resistência para o uso profissional contínuo. Embora possa haver matizes no timbre em comparação com a cabaça tradicional, o afoxé moderno preserva sua essência sonora, adaptando-se à contemporaneidade sem perder sua identidade cultural afro-brasileira. 

Afoxé, Brasil

Afoxé, Brasil

Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por fricção ou raspagem.

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  • Instrumentos tradicionais do Brasil
  • Idiofones de fricção
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Xeque de balde

Xeque de balde, ou xeque-balde, é um idiofone de agitamento brasileiro que consiste num balde de metal com perfurações e munido de parafusos e porcas.

Xeque de balde, Brasil

Xeque de balde, Brasil

É um idiofone percutido de altura indefinida. Na categoria 1 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, o som é produzido primariamente pela vibração do corpo do instrumento ou por alguma de suas partes, mas esta vibração deve-se à própria elasticidade do material, sem tensão adicional nem cordas, membranas ou colunas de ar.

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  • Instrumentos musicais do Brasil
  • Idiofones de agitamento

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Tantã

Tantã (o mesmo que rebolo, tantan, ou tan tan) é um membranofone de percussão direta tradicional do Brasil. Tem forma cilíndrica (modelo que mais parece um tambor), ou afunilado na ponta (mais parecido com um atabaque). O corpo é de madeira ou alumínio. Em uma das extremidades usa-se uma pele que pode ser de animal ou polyester (napa). Existem vários calibres, fazendo com que o seu som varie do mais agudo ao mais grave. É utilizado para dar a marcação rítmica na música e muito importante no samba. O instrumentista serve-se das mãos para tocar, não se exigindo baquetas. Uma das mãos toca a pele do instrumento e a outra o corpo.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

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  • Instrumentos musicais do Brasil
  • tambores percutidos
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Tantã, Brasil

Tantã, Brasil

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

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Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Zunidor

Zunidor é um aerofone livre e rodopiante, constituído por uma placa de 41 cm x 9,5 cm, pintada com pigmentos naturais, presa a um cordel, tradicional do Brasil. O Matapu, ou o espírito zunidor, é considerado um dos espíritos donos da plantação de Pequi. Neste importante ritual, os Mehinako fazem zunidores, que produzem um zunido ao ser girado em velocidade. Estas placas de madeira são parte da tradicional Festa do Pequi. Através deste ritual os Mehinako fazem preces para que este e outros espíritos tragam fartura na próxima colheita.

O zunidor é, portanto, um objeto que carrega boa ventura e traz consigo toda a força e proteção da floresta através da cultura Mehinako.

É um zumbidor, da classe dos aerofones livres, designada pelo índice 41 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

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Zunidor, Brasil

Zunidor, Brasil

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Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

idiofone de percussão indireta por agitamento, a caxirola é uma criação moderna com raízes na tradição brasileira. Idealizada pelo renomado músico Carlinhos Brown, a Caxirola foi concebida como um instrumento vibrante e acessível para celebrar o Campeonato do Mundo de Futebol de 2014, realizado no Brasil.

Inspirando-se no caxixi, um chocalho artesanal de origem africana e indígena, a Caxirola adota uma abordagem contemporânea na sua construção. Fabricada em plástico resistente e materiais sintéticos, ela se distancia dos materiais naturais do seu precursor, buscando durabilidade e produção em larga escala.

Um dos aspetos distintivos da Caxirola é a sua apresentação visual, frequentemente ostentando as cores verde, amarelo e azul da bandeira do Brasil. Essa paleta patriótica reforça a sua ligação com o evento desportivo e o espírito de celebração nacional. Ao ser agitada, as pequenas partículas soltas no seu interior produzem um som característico, contribuindo para a atmosfera festiva em estádios e eventos. 

É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Na categoria 1 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, o som é produzido primariamente pela vibração do corpo do instrumento ou por alguma de suas partes, mas esta vibração deve-se à própria elasticidade do material, sem tensão adicional nem cordas, membranas ou colunas de ar.

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Caxirola, Brasil

Caxirola, Brasil

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

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Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Caracaxá é um instrumento tradicional de Pernambuco, Brasil, originário do Nordeste Brasileiro. Instrumento do tipo idiofone de agitamento, é feito de um recipiente de metal com sementes e tem um formato original e futurístico. Habitualmente cada mão segura um caracaxá que agita alternadamente, mas pode ser tocado por uma só mão.
É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Na categoria 1 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, o som é produzido primariamente pela vibração do corpo do instrumento ou por alguma de suas partes, mas esta vibração deve-se à própria elasticidade do material, sem tensão adicional nem cordas, membranas ou colunas de ar.
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