Dizi, também conhecido como flauta de bambu chinesa, é um instrumento de sopro transversal com uma história rica que remonta a mais de 2000 anos. Feito tradicionalmente de bambu, embora por vezes se usem outras madeiras ou até pedra, o dizi distingue-se por um orifício especial coberto por uma membrana fina de bambu chamada dimo. Esta membrana vibratória confere ao dizi o seu timbre característico, um som brilhante, penetrante e com um ligeiro zumbido.

A construção típica do dizi inclui um orifício para soprar, seis orifícios para os dedos e, crucialmente, o orifício para a membrana (mo kong), localizado entre o orifício de sopro e o primeiro orifício para o dedo. Existem diferentes tamanhos de dizi, sendo os mais comuns o qudi e o bangdi. O qudi, geralmente mais longo, possui um tom mais suave e grave, sendo frequentemente utilizado na música folclórica do sul da China e na ópera Kunqu. Em contraste, o bangdi é mais curto e produz um som mais agudo e vibrante, adequado para a música folclórica do norte da China e óperas mais animadas.

O dizi desempenha um papel fundamental em diversos géneros musicais chineses, desde a música folclórica regional até à ópera tradicional e à moderna orquestra chinesa. Na orquestra chinesa contemporânea, o dizi é um instrumento essencial, frequentemente comparado à flauta ocidental em termos de função, mas com a sua sonoridade única e expressiva. A sua versatilidade permite-lhe executar melodias líricas e passagens virtuosas, tornando-o um instrumento amado tanto por músicos como por ouvintes.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da China
  • Aerofones de aresta
  • Família das flautas travessas
  • Instrumentos começados por d
Dizi, China

Dizi, China

A dilruba é considerada uma variante menor e mais recente do sar. É um instrumento formado por uma caixa de ressonância de madeira, com um braço longo e estreito semelhante ao de um violino. Possui um total de 20 cordas, sendo que 4 a 5 delas são cordas melódicas principais, enquanto as outras são cordas de apoio.

A principal diferença entre a dilruba e o sarangi está no tamanho e na forma do instrumento. A dilruba é menor e mais fácil de transportar. Também possui um som mais brilhante e agudo em comparação com o som mais suave e grave do sarangi. Além disso, a técnica de tocar a dilruba também é ligeiramente diferente, com o uso de um arco mais curto e movimentos mais rápidos.

Apesar de ser uma inovação mais recente, a dilruba tornou-se um instrumento essencial na música clássica indiana, sendo utilizado tanto como instrumento solo quanto em conjunto com outros instrumentos e vocais. É conhecida por sua capacidade expressiva e vasta gama de tons.

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Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Índia
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
  • Instrumentos começados por d
Dilruba, Índia

Dilruba, Índia

Arghul, aerofone de palheta simples, é um instrumento musical profundamente enraizado nas tradições do Egito, Palestina e Norte de África. A sua característica mais distintiva é a sua construção com dois tubos paralelos, geralmente feitos de cana ou bambu. Um dos tubos possui orifícios para os dedos, permitindo a execução de melodias, enquanto o outro tubo, mais longo e sem orifícios, produz um som de bordão contínuo, criando uma rica textura sonora.

A palheta simples, similar à de um clarinete, é inserida na extremidade de cada tubo e vibra com o sopro do músico, gerando o som característico do arghul. A técnica de respiração circular é frequentemente utilizada para manter o som do bordão de forma ininterrupta enquanto a melodia é tocada no tubo principal. Esta habilidade exige um controlo respiratório apurado e contribui para a sonoridade hipnotizante e contínua do instrumento.

Ao longo dos séculos, o arghul tem sido um acompanhamento essencial em diversas ocasiões sociais e cerimoniais, desde festividades e casamentos até rituais religiosos. As suas múltiplas grafias – arghul, argul, arghoul, argool, argol – refletem a sua presença em diferentes dialetos e regiões. Embora possa variar ligeiramente em tamanho e detalhes de construção, o princípio fundamental dos dois tubos e da palheta simples permanece constante, testemunhando a sua longevidade e importância cultural na música do Médio Oriente e do Norte de África.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Egito
  • Aerofones de palheta simples
  • Instrumentos começados por a

Arghul, Egito

Arghul, Egito

Pahu é um membranofone de percussão direta com sonoridade grave. Encontra-se na Polinésia: Hawaii, Tahiti, Ilhas Cook, Samoa e Tolekau. É tradicionalmente constituído por um corpo cilíndrico de madeira com pele de tubarão tensionada por cordas e tocado com as palmas e dedos. Considerado instrumento sagrado, foi geralmente conservado no templo e utilizado para acompanhar um repertório de canções sagradas.

O Pahu também é conhecido pelo seu tamanho imponente, geralmente sendo maior que outros tambores polinésios. Além disso, o tambor possui uma decoração elaborada, com entalhes em madeira ou outros materiais, representando símbolos e figuras significativas da cultura polinésia.

O Pahu é considerado um dos instrumentos mais antigos e importantes da Polinésia. A sua origem remonta a tempos ancestrais, sendo utilizado em cerimónias religiosas, rituais e celebrações importantes. Acredita-se que o som profundo e poderoso do tambor seja capaz de invocar forças divinas, conectar os seres humanos ao sobrenatural e transmitir mensagens espirituais.

Atualmente, o Pahu continua sendo visto como um símbolo de identidade cultural e é utilizado em apresentações de dança tradicional polinésia, festivais e eventos culturais. O conhecimento da construção e toque do Pahu é transmitido de geração em geração, garantindo a preservação desse importante património cultural polinésio.

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida).

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Polinésia
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por p
Pahu, Hawaii

Pahu, Hawaii

Atabal refere-se a diferentes tipos de tambores de duas membranas em várias regiões do mundo. Em Marrocos, o atabal é um membranofone percutido, classificado no sistema Hornbostel-Sachs como um instrumento cuja membrana vibra ao ser golpeada.

Em Porto Rico, “Atabal” é o nome de um grupo musical que enfatiza a importância dos tambores afro-latinos, particularmente a plena e a bomba. Fundado em 1983, o grupo explora ritmos e sons, misturando elementos tradicionais com influências contemporâneas, como o pop latino.

No País Basco, na Espanha, o atabal é um tambor cilíndrico, mais largo do que alto, tradicionalmente tocado acompanhado pelo txistu, uma espécie de flauta basca. É um instrumento fundamental em muitas festas e celebrações da região.

Assim, embora o nome “atabal” seja compartilhado, o instrumento em si e seu contexto cultural variam significativamente entre Marrocos, Porto Rico e o País Basco.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Marrocos
  • Membranofones duplos
  • Membranofones percutidos
  • Instrumentos começados por a
Atabal, Marrocos

Atabal, Marrocos

Organistrum, também conhecido como sanfona primitiva, foi um instrumento de cordas friccionadas de grande porte, amplamente utilizado na música sacra medieval. A sua representação no pórtico da Catedral de Santiago de Compostela, datado do século XII, é uma das mais famosas e detalhadas, testemunhando a sua importância cultural e musical na época.

Este instrumento possuía uma caixa de ressonância em forma de oito e um longo braço onde as cordas eram pressionadas por um sistema de teclas. A produção do som era feita através de uma roda de madeira friccionada contra as cordas por uma manivela, gerando um som contínuo, semelhante ao de um órgão. Dada a sua dimensão, o organistrum geralmente requeria dois músicos para ser tocado: um girava a manivela enquanto o outro acionava as teclas para produzir as melodias.

Acredita-se que o organistrum tenha sido particularmente utilizado em ambientes religiosos, possivelmente em mosteiros, para o estudo e acompanhamento do organum vocal, uma das primeiras formas de polifonia na música ocidental. A sua presença em esculturas de igrejas na Espanha e na França reforça a sua ligação com o contexto sacro e a sua relevância na paisagem musical medieval.

O organistrum pode ser considerado um precursor de instrumentos posteriores como a viela de roda e a zanfona.

Organistrum

Organistrum

Também chamado sintir ou hejhouj, guimbri é um instrumento de três cordas de tamanho semelhante à guitarra, tradicional da Argélia.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.
  • Instrumentos musicais da Argélia
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • cordofones do tipo alaúde
  • Instrumentos começados por g

O Gittern é um instrumento musical de corda dedilhada, com origem histórica na Alemanha. É conhecido por diferentes nomes e formas em vários países da Europa: zitter, cytherne e cittharne.

Na Alemanha e em países do Leste Europeu, a cítara é muito utilizada no folclore. É um instrumento de cordas que é tocado dedilhando-as com os dedos, semelhante a instrumentos como o violão ou a guitarra.

O Gittern tem uma longa história e tem sido uma parte importante da música folclórica em muitas culturas europeias. No entanto, com o passar dos anos, sua popularidade diminuiu e foi gradualmente substituído por outros instrumentos de cordas dedilhadas, como o alaúde. Ainda assim, o Gittern continua a ser apreciado e tocado por músicos tradicionais em algumas regiões da Europa.

(com IA)

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Alemanha
  • Instrumentos começados por g
  • Instrumentos históricos
  • Instrumentos de corda dedilhada
Gittern, Alemanha

Gittern, Alemanha

Tradicional da Suécia, a Nickelharpa é um instrumento de corda friccionada, equipado com teclas e cordas de ressonância (cordas simpáticas) que lhe conferem uma sonoridade característica. O seu nome, de origem sueca, significa “cordofone de teclas”. Há registo, desde a Idade Média tardia, de exemplos iconográficos e descrições deste instrumento no eixo norte-sul constituído pelos seguintes países: Suécia, Alemanha e Itália. Desde o período barroco até aos dias de hoje, a nyckelharpa tem sido tocada na região sueca de Uppland como instrumento de tradição folclórica. Graças ao contributo de August Bohlin (1877-1949), Eric Sahlström (1912-1986), e de outros músicos entusiastas na Europa continental que descobriram o instrumento nos anos 80, a nyckelharpa tem conhecido um renascimento a nível mundial, sendo utilizada em vários estilos musicais. Fonte: Nyckelharpa Portugal
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.
ETIQUETAS
  • Instrumentos tradicionais da Suécia
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
  • Instrumentos começados por n
Nickelharpa Portugal

Nickelharpa Portugal

Basolia é um instrumento de corda fricionada, tradicional da Polónia, Bielorrússia e Ucrânia, maior, e de construção menos sofisticada que o violoncelo.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.
ETIQUETAS
  • Instrumentos musicais da Polónia
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
  • Instrumentos começados por b