Mizmar, aerofone de palheta dupla com uma sonoridade penetrante e distintiva, ecoa pelas tradições musicais do Egito, da Turquia e do Próximo Oriente. Caracterizado por um tubo cónico geralmente feito de madeira, o mizmar possui sete orifícios de digitação que permitem ao músico produzir uma gama melódica rica e expressiva. A sua palheta dupla, similar à do oboé ou do fagote, contribui para o seu timbre agudo e por vezes nasal, que se destaca em ensembles e em performances a solo.

Apesar da sua construção relativamente simples, o mizmar é capaz de produzir uma variedade de melodias intrincadas e ornamentadas, características da música tradicional destas regiões. A técnica de tocar o mizmar exige um controlo preciso da respiração e da embocadura para manipular as nuances tonais e expressivas do instrumento. Os músicos frequentemente utilizam a respiração circular para manter um fluxo de som contínuo, permitindo a execução de frases musicais longas e complexas.

No Egito, na Turquia e no Próximo Oriente, o mizmar desempenha um papel importante em diversos contextos sociais e culturais. É frequentemente ouvido em festivais, casamentos, procissões e outras celebrações, onde a sua sonoridade vibrante e alegre contribui para a atmosfera festiva. Em algumas tradições sufis, o mizmar também pode ter um significado espiritual, sendo utilizado em cerimónias religiosas.

As variações regionais do mizmar podem apresentar ligeiras diferenças no tamanho, no material de construção e no número de orifícios, resultando em timbres e possibilidades musicais distintas. No entanto, a sua característica fundamental de ser um aerofone de palheta dupla com uma sonoridade marcante permanece consistente. O mizmar é um elo sonoro com o passado musical destas terras, mantendo viva uma tradição rica e diversificada através das suas melodias inconfundíveis. A sua voz continua a ressoar, celebrando a cultura e a história do Egito, da Turquia e do Próximo Oriente.

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Mizmar, Turquia

Mizmar, Turquia

O koto é um instrumento de cordas tradicional do Japão que foi introduzido no país por músicos chineses e coreanos no século VII. É um cordofone japonês de treze cordas que são dedilhadas, e possui uma caixa na horizontal com cerca de 1,8 metros de comprimento.

O koto é semelhante a outros instrumentos de cordas utilizados em outros países da região, como o zheng chinês, o yatga da Mongólia e o gayageum da Coreia. Todos esses instrumentos compartilham características semelhantes, como a caixa horizontal e o número de cordas.

O koto é tocado utilizando palhetas de plectro chamadas “tsume”, que são unhas artificiais fixadas nos dedos médio, indicador e polegar. As cordas são dedilhadas enquanto o músico usa as mãos para produzir variações na intensidade e na duração das notas.

Ao longo dos séculos, o koto foi-se desenvolvendo e adaptou-se às influências musicais japonesas, resultando em diferentes estilos e variações do instrumento. É comumente encontrado em apresentações a solo, mas também pode ser combinado com outros instrumentos tradicionais japoneses, como o shamisen e a flauta Shakuhachi.

O koto é reconhecido como um símbolo da música tradicional japonesa e continua a ser apreciado tanto em espetáculos tradicionais quanto contemporâneos. É considerado um instrumento elegante e expressivo, com sua bela sonoridade evocando os elementos da cultura japonesa.

(com IA)

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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Koto, Japão

Koto, Japão

Kora, ou korá, é um instrumento de corda tradicional da Guiné-Bissau, Senegal, Gâmbia e Mali, com caixa de cabaça e pele esticada, braço de madeira, duas pegas e cordas de nylon dedilhadas.

É um cordofone híbrido, pertencendo simultaneamente a duas famílias: harpa e alaúde. Da harpa porque as cordas não são paralelas ao braço afastando-se deste formando um ângulo de cerca de 30 graus; do alaúde, porque tem um braço comprido onde estão atadas as cordas e couro com abertura que permite sair o som. Tem um número de cordas que varia entre 21 e 24.

De acordo com a lenda, a korá nasceu no império do Gabú, zona leste da Guiné Bissau, no século XIX. É tocado por “djidius”, termo que significa músicos, nas festas populares, casamentos, batizados e fanados. Também é tocado quando morre um “mansa” (rei), um velho djidiu (músico), ou um guerreiro. Este instrumento é originário da etnia mandinga, onde a pessoa que o toca é chamada koráfola (literalmente pessoa que faz a korá falar).

Baseado em manual de apoio aos cursos de artes performativas em Bissau.

Colaboração: Wilson da Silva

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Kora, Senegal

Kora, Senegal

Guzheng, ou gu-zheng, ou simplesmente zheng, é um instrumento tradicional chinês, o ancestral de diversas cítaras asiáticas, como a koto (Japão), o yatga (Mongólia), a gayageum (Coreia) e djan tranh (Vietname). Guzheng significa “antiga cítara”. É um grande instrumento da família das cítaras de mesa que remonta a mais de 2.500 anos.

Ele possui uma caixa de ressonância plana que é colocada sobre uma mesa ou suporte. O instrumento possui 21 ou mais cordas, que são feitas de seda e aço, e são tocadas usando plectros presos aos dedos.

É um instrumento versátil, capaz de tocar uma ampla variedade de estilos musicais, desde músicas tradicionais chinesas até peças contemporâneas. Cada corda do instrumento pode ser afinada individualmente, o que permite ao músico criar uma ampla variedade de sons.

O Guzheng também é conhecido pela sua técnica de execução, que envolve a utilização de técnicas como o tremolo, o glissando e o trinado. Além disso, a música tocada no Guzheng geralmente é acompanhada por técnicas de embelezamento, como vibratos.

O instrumento desempenha um papel importante na música tradicional chinesa e é amplamente usado em atuações a solo, música de câmara e até mesmo em orquestras. 

(com IA)

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Gu-zheng, China

Gu-zheng, China

Huqin, ou hu-ch’in, é um instrumento de corda friccionada com profundas raízes na tradição musical chinesa, tendo a sua origem nas estepes da Mongólia. Caracteriza-se por um design engenhoso que inclui uma pequena caixa de ressonância, geralmente coberta com pele de cobra, e um braço cilíndrico vertical que atravessa essa caixa. O número de cordas varia, podendo ser duas, três ou mesmo quatro, tradicionalmente feitas de seda, embora materiais metálicos sejam cada vez mais comuns. As cordas são friccionadas por um arco de bambu e crina de cavalo, criando uma sonoridade expressiva e versátil.

Apesar do seu tamanho compacto, o huqin possui uma notável capacidade expressiva, tornando-o ideal tanto para performances a solo quanto para integrar ou acompanhar diversos agrupamentos musicais. A sua voz pode evocar uma ampla gama de emoções, desde a melancolia lírica até a vivacidade alegre, adaptando-se a diferentes estilos e géneros musicais chineses. A técnica de execução envolve uma manipulação precisa do arco e dos dedos sobre as cordas, permitindo a produção de melodias fluidas, glissandos expressivos e ornamentações delicadas.

O huqin é um termo genérico que engloba diversas variantes regionais e especializadas, cada uma adaptada a contextos musicais específicos. O erhu, talvez a variante mais conhecida, possui duas cordas e é amplamente utilizado na música folclórica e orquestral chinesa. O jinghu, menor e de timbre agudo, é essencial na ópera de Pequim. O sihu, com as suas quatro cordas, encontra o seu lugar em certas tradições regionais. A existência destas variantes antes da dinastia Song (960–1279) atesta a antiguidade e a evolução contínua desta família de instrumentos ao longo da história da música chinesa.

Em essência, o huqin e as suas variantes representam uma parte fundamental da herança sonora da China, com a sua voz única a ecoar através de séculos de tradição musical. A sua versatilidade e expressividade garantem a sua presença contínua e a sua apreciação tanto por músicos quanto por ouvintes em todo o mundo.

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Huggin, Mongólia

Huggin, Mongólia

Ghaita, também conhecida como rhaita, é um aerofone de palheta dupla com uma sonoridade pungente e característica, enraizado nas tradições musicais do Norte de África. Inseparavelmente ligado à imagem dos encantadores de serpentes, partilha semelhanças estruturais notáveis com o mizmar árabe e a zurna turca, evidenciando uma possível linhagem ou influências musicais da região.

Construída tipicamente em madeira, a ghaita possui um tubo cónico com uma série de orifícios de digitação que permitem ao músico modular a altura do som. A sua característica distintiva reside na utilização de uma palheta dupla, feita de cana, que vibra com o sopro do executante, produzindo um timbre intenso e frequentemente nasal. A intensidade do som da ghaita torna-a ideal para atuações ao ar livre e para acompanhar eventos festivos e rituais.

A associação da ghaita com os encantadores de serpentes confere-lhe um aura de mistério e exotismo. A melodia hipnótica e repetitiva produzida pelo instrumento é tradicionalmente utilizada para cativar e controlar as serpentes em apresentações públicas. No entanto, a ghaita também desempenha um papel importante em outros contextos musicais no Norte de África, marcando o ritmo e a melodia em celebrações, procissões e cerimónias tradicionais.

A técnica de tocar a ghaita exige um domínio da respiração e da embocadura para controlar a afinação e a expressividade do som. Músicos habilidosos são capazes de produzir uma variedade de melodias e ritmos complexos, muitas vezes utilizando ornamentações e improvisações características da música da região. A sua sonoridade forte e penetrante garante que a ghaita se destaque em qualquer ensemble, adicionando uma cor sonora vibrante e inconfundível.

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Ghaita, Marrocos

Ghaita, Marrocos

Ektara, também conhecida como ektar, iktara, ou ik tara, é um instrumento popular na Índia, Bangladesh, Egito e Paquistão. cordofone simples, é feito com um corpo circular e uma única corda fixada em uma extremidade e ajustada através de tensão manual.

É tradicionalmente tocada com o dedo ou unha, deslizando-o ao longo da corda para criar diferentes notas. Apesar de ter apenas uma corda, é possível produzir uma variedade de sons, dependendo da forma como o instrumento é tocado.

O instrumento é frequentemente usado em apresentações folclóricas e devocionais, acompanhando cantores e músicos. Também é comum ser utilizado em músicas populares e clássicas indianas. Devido à sua simplicidade e facilidade de manuseio, a iktara é um instrumento popular entre os músicos de rua na Índia.

A iktara tem uma longa história e é considerada um dos instrumentos musicais mais antigos da Índia. A sua origem remonta a mais de 1.000 anos, e seu nome deriva da palavra sânscrita “ik,” que significa “um”, e “tara”, que significa “corda”.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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Ektara, Índia

Ektara, Índia

Duff é um tambor de mão árabe ancestral, particularmente significativo na tradição musical da Núbia, região histórica que abrange partes do sul do Egito e do norte do Sudão. Caracteriza-se pela sua estrutura simples e elegante: um aro baixo de madeira sobre o qual é esticada uma membrana de pele animal fina, geralmente de cabra ou peixe. Esta construção minimalista confere ao duff uma leveza e uma ressonância natural que o distinguem de outros tambores de quadro.

A ausência de soalhas ou outros acessórios metálicos no duff nubiano enfatiza a pureza do som produzido pela percussão direta da membrana com os dedos e a palma da mão. A técnica de execução explora uma variedade de toques e ritmos, desde batidas suaves e rítmicas até golpes mais fortes e acentuados, permitindo a criação de padrões complexos e envolventes. A habilidade do percussionista reside na sua capacidade de modular a dinâmica e o timbre do instrumento através da precisão dos seus movimentos.

No contexto cultural da Núbia, o duff desempenha um papel fundamental em diversas cerimónias e celebrações. Acompanha cantos tradicionais, danças rituais e eventos festivos, marcando o pulso rítmico e enriquecendo a expressão musical da comunidade. A sua sonoridade quente e terrosa evoca a paisagem e a história da região, ligando as gerações através de melodias e ritmos ancestrais.

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Duff, Egito

Duff, Egito

Djembe, tambor unimembranofone de percussão manual originário da África Ocidental, marca a História do povo Mandé do Mali, onde foi desenvolvido há cerca de 800 anos. A sua forma de cálice, esculpida artesanalmente em madeira nobre como mogno ou lenke, é fundamental para a sua acústica única. Uma pele de animal, geralmente de cabra, é esticada firmemente sobre a abertura mais larga e fixada por um sistema de cordas ou esticadores que percorrem toda a volta do corpo do tambor.

Esta construção engenhosa permite ao djembe produzir uma vasta gama de sons distintos, dependendo da área da membrana percutida e da técnica utilizada. Ao tocar perto do aro, o som resultante é agudo e estalado. Ao golpear o centro da pele, produz-se um som grave e profundo. Entre estes extremos, uma variedade de tons médios e ressonantes, enriquecem ainda mais as possibilidades sonoras do instrumento. Esta versatilidade torna o djembe capaz de acompanhar ritmos complexos e melodias percussivas.

Encontrado em diversos países da África subsaariana, como Gâmbia, Senegal, Guiné e Burkina Faso, o djembe transcendeu as fronteiras regionais, tornando-se um símbolo da música africana em todo o mundo. Tradicionalmente, a sua execução era reservada aos homens, que desempenhavam o papel de contadores de histórias e músicos da comunidade. O djembe acompanhava cerimónias rituais, celebrações, colheitas e outras atividades importantes da vida tribal.

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Djembe, Mali

Djembe, Mali

 

Bala, também amplamente conhecido como balafon, é um idiofone de percussão direta que encanta os ouvidos da África Ocidental com a sua melodia vibrante. Essencialmente um xilofone artesanal, o bala é construído com placas de madeira cuidadosamente selecionadas e ordenadas pelo seu comprimento, determinando assim a sua afinação. Uma característica distintiva deste instrumento são as cabaças de ressonância fixadas por baixo de cada placa de madeira. Estas cabaças, muitas vezes perfuradas e cobertas com membranas finas, amplificam o som produzido pelas placas, conferindo-lhe uma riqueza e uma projeção únicas.

Através das vastas paisagens da África Ocidental, o bala assume uma miríade de nomes, refletindo a diversidade cultural da região. Seja chamado balafon, balo, madimba ou marimba, entre muitos outros, o instrumento mantém a sua essência como uma fonte de melodia e ritmo. É percutido com baquetas, frequentemente com cabeças de borracha ou tecido, que produzem uma sonoridade quente e ressonante ao atingirem as placas de madeira.

O bala desempenha um papel central na vida social e cerimonial de muitas comunidades da África Ocidental. Frequentemente acompanhado por tambores, a sua música anima cerimónias rituais, celebrações festivas e encontros comunitários. Os tocadores de bala são muitas vezes músicos habilidosos e respeitados, cuja arte é transmitida oralmente através das gerações. 

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Bala

Bala