Ocean drum, ou tambor oceânico, é um instrumento de percussão bimembrafone cilíndrico que se destaca pela sua capacidade única de simular o som das ondas do mar através de percussão indireta. Popularizado pela marca Remo, este instrumento é construído com um aro cilíndrico, tipicamente feito de madeira ou materiais sintéticos leves, e possui duas membranas esticadas em ambas as extremidades. Estas membranas podem ser transparentes ou translúcidas, permitindo, por vezes, visualizar o mecanismo interno.

A característica distintiva do ocean drum reside no seu interior. Entre as duas membranas, são colocadas inúmeras pequenas esferas, geralmente feitas de metal ou plástico, que atuam como os elementos percussivos. Ao invés de golpear diretamente as membranas, o som é produzido pelo suave movimento destas esferas a rolar e a colidir contra as superfícies internas das membranas quando o instrumento é inclinado e girado lentamente.

O resultado é um som contínuo e fluido que imita de forma surpreendente o murmúrio das ondas, o quebrar na costa ou o fluxo e refluxo do oceano. A dinâmica sonora pode ser controlada pela velocidade e pela inclinação do tambor, permitindo criar desde um sussurro suave até um som mais encorpado de ondas maiores. O ocean drum é amplamente utilizado em terapia sonora, meditação, como efeito sonoro em produções audiovisuais e como um instrumento criativo em diversos géneros musicais, proporcionando uma atmosfera relaxante e evocativa da natureza marítima.

Ocean drum

Ocean drum

Ophicleide, também conhecido por ophicleide, oficlide ou figle, é um instrumento de sopro da família dos metais que surgiu no século XIX, inventado pelo renomado construtor de instrumentos belga Antoine Joseph Sax, o mesmo criador do saxofone. O seu nome deriva do grego, combinando “ophis” (serpente) e “kleidos” (chave), uma referência à sua linhagem evolutiva a partir do serpentão, um instrumento de sopro baixo em forma de serpente que utilizava orifícios laterais para a produção de notas. O oficleide representou uma evolução significativa ao incorporar um sistema de chaves ao longo do seu corpo cónico, permitindo uma execução cromática mais completa e uma maior agilidade em comparação com o seu antecessor.

Construído geralmente em metal, como o bronze, o oficleide possuía um bocal semelhante ao da trompa ou do trombone e um pavilhão largo que contribuía para a projeção do seu som potente e encorpado, situado na tessitura do baixo e do barítono. O número de chaves variava dependendo do modelo e do fabricante, mas geralmente situava-se entre nove e doze, oferecendo uma capacidade melódica consideravelmente superior à do serpentão.

Durante a primeira metade do século XIX, o oficleide gozou de considerável popularidade, sendo utilizado em orquestras, bandas militares e como instrumento solista. Compositores importantes como Hector Berlioz e Felix Mendelssohn escreveram peças específicas para ele. No entanto, com o desenvolvimento e aprimoramento de outros instrumentos de metal com pistões e válvulas, como a tuba e o bombardino, o oficleide gradualmente caiu em desuso, tornando-se relativamente obsoleto no final do século XIX. Apesar disso, o seu legado perdura na história da música como um importante elo na evolução dos instrumentos de metal de baixa frequência.

Ophicleide

Ophicleide

Torupill, cujo nome significa literalmente “instrumento de tubos”, é a gaita de foles tradicional da Estónia, com uma história secular profundamente enraizada na cultura do país. Este aerofone de palheta livre é composto por um saco de couro (tradicionalmente de pele de cabra ou ovelha), um tubo de insuflação com uma válvula para evitar o retorno do ar, um ou mais bordões (tubos de som fixo que produzem notas contínuas de acompanhamento), e um ponteiro (chanter), que é o tubo melódico com orifícios para os dedos.

Ao longo da história da Estónia, o torupill desempenhou um papel multifacetado, acompanhando menestréis nas suas performances, marcando o ritmo em cerimónias e festividades, e animando as danças tradicionais. A sua sonoridade característica, rica em harmónicos devido aos bordões e à melodia do ponteiro, confere uma atmosfera festiva e, por vezes, melancólica, dependendo da peça musical.

A construção do torupill envolve um artesanato especializado, com cada parte sendo cuidadosamente elaborada para produzir o som desejado. As palhetas, geralmente feitas de cana, são essenciais para a produção do som tanto nos bordões quanto no ponteiro. Apesar da influência de outros instrumentos e da modernização, o torupill continua a ser um símbolo importante da identidade cultural estoniana, sendo tocado em festivais folclóricos e por músicos que buscam preservar e revitalizar as tradições musicais do país.

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Estónia
  • Aerofone de palheta
  • Família das gaitas de fole
  • Instrumentos começados por t
Torupill, Estónia

Torupill, Estónia

Timba é um instrumento de percussão membranofone brasileiro, um tipo de timbal derivado do caxambu. Caracteriza-se por ser tocada habitualmente com ambas as mãos, produzindo uma variedade de sons percussivos ricos e dinâmicos. As timbas existem em diversos tamanhos, mas geralmente apresentam um formato ligeiramente cónico, sendo mais largas na parte superior e estreitando-se na base.

A sua construção é leve, facilitando a mobilidade do músico, e o corpo pode ser feito tanto de madeira quanto de metal, influenciando ligeiramente o timbre do instrumento. A membrana, geralmente feita de pele animal ou material sintético, é esticada sobre a abertura superior do corpo, sendo a superfície de percussão principal.

A técnica de tocar timba envolve uma variedade de golpes com as palmas das mãos, dedos e laterais das mãos, permitindo a criação de ritmos complexos e texturas sonoras vibrantes. É um instrumento fundamental em diversos géneros musicais brasileiros, como o samba-reggae, a timbalada (um estilo musical que leva o nome do instrumento) e outras formas de música afro-brasileira, onde a sua sonoridade potente e expressiva impulsiona o ritmo e a energia das performances. A timba é um símbolo da rica e diversificada percussão do Brasil.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Brasil
  • tambores percutidos
  • tambores em forma de cone truncado
  • Instrumentos começados por t
Timba, Brasil

Timba, Brasil

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Timbau, também conhecido como timbal brasileiro, é um instrumento de percussão membranofone diretamente derivado do caxambu. Sua característica principal reside na forma como é tocado: habitualmente com ambas as mãos, explorando uma rica variedade de toques e ritmos diretamente na sua membrana. Os timbaus apresentam-se em diversos tamanhos, mas compartilham um formato ligeiramente cónico, sendo mais largos na extremidade superior onde se encontra a pele e estreitando-se em direção à base.

A construção do timbau prioriza a leveza, facilitando a sua manipulação durante as performances. O corpo pode ser fabricado em madeira ou metal, sendo este último mais comum em modelos modernos, influenciando as características sonoras do instrumento. A membrana, tradicionalmente de pele animal mas frequentemente substituída por materiais sintéticos pela sua durabilidade e consistência sonora, é esticada sobre a abertura superior, sendo a principal superfície de percussão.

A técnica de execução do timbau envolve uma ampla gama de golpes com as palmas das mãos, os dedos e as laterais das mãos, permitindo a criação de ritmos complexos, texturas sonoras variadas e dinâmicas expressivas. É um instrumento essencial em muitos géneros da música brasileira, particularmente no samba-reggae e na timbalada, onde a sua sonoridade potente e a sua capacidade rítmica impulsionam a energia contagiante dessas manifestações culturais. O timbau é um símbolo vibrante da rica tradição percussiva do Brasil.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Brasil
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por t
Timbau, Brasil

Timbau, Brasil

 

Timbal é um tambor cónico de percussão direta originário do Brasil, derivado do caxambu. Caracteriza-se pelo seu formato ligeiramente cónico, sendo mais largo na parte superior onde a pele é fixada e estreitando-se na base. O corpo do timbal pode ser feito de madeira ou metal, sendo este último mais comum atualmente devido à sua durabilidade e projeção sonora.

A principal forma de tocar o timbal é com as mãos, utilizando uma variedade de golpes com as palmas, dedos e laterais para produzir uma rica gama de sons percussivos. É um instrumento fundamental em diversos géneros musicais brasileiros, especialmente no samba-reggae e na timbalada, onde a sua sonoridade potente e rítmica impulsiona a energia das performances. A sua leveza facilita a movimentação do músico durante a execução.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Brasil
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por t

Instrumentos musicais do Brasil
Timbal, Brasil

Timbal, Brasil

Argol, também grafado arghul, argul, arghoul ou arghool, é um aerofone de palheta simples tradicional do Egito, Palestina e Norte de África, com raízes que remontam ao Antigo Egito. Este instrumento singular é constituído por dois tubos paralelos, geralmente feitos de cana. Um dos tubos possui orifícios para os dedos e é usado para tocar a melodia, enquanto o outro, mais longo e sem orifícios, funciona como um bordão, produzindo uma nota contínua de acompanhamento.

A palheta simples, comum a ambos os tubos, vibra com o sopro do tocador, gerando o som característico do argol. A técnica de respiração circular é frequentemente utilizada para manter um som contínuo e ininterrupto. O argol possui um timbre rico e ligeiramente nasal, sendo um instrumento proeminente na música folclórica e tradicional das regiões onde é encontrado, evocando uma sonoridade ancestral e distintiva.

Nos instrumentos da categoria 4 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais (aerofones), o som é produzido principalmente pela vibração do ar ou pela sua passagem através de arestas ou palhetas: o instrumento por si só não vibra, nem há membranas ou cordas vibrantes.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Palestina
  • Aerofones de palheta simples
  • Instrumentos começados por a
Argol, Palestina

Argol, Palestina

Ondioline é um instrumento musical eletrónico de teclado inventado pelo engenheiro francês Georges Jenny em 1941, com produção comercial ativa em França durante as décadas de 1950 e 1960. Este instrumento monofónico, precursor de muitos sintetizadores modernos, destacava-se pela sua capacidade expressiva, permitindo ao tocador controlar a altura, o timbre e o volume do som de forma dinâmica através de movimentos laterais do teclado e da pressão das teclas.

O som do ondioline era produzido por osciladores eletrónicos, oferecendo uma vasta gama de timbres, desde sons suaves e melódicos até texturas mais complexas e incomuns. Apesar de não ter alcançado a mesma popularidade de outros instrumentos eletrónicos da época, o ondioline deixou a sua marca em diversas gravações e bandas sonoras, sendo apreciado pela sua expressividade única e pela sua sonoridade inovadora para a sua época. A sua produção limitada e a sua sonoridade distinta conferem-lhe hoje um estatuto de instrumento vintage de culto.

Ondioline

Ondioline

Tzi-ditindi é um aerofone livre, um instrumento musical ancestral similar ao berra-boi (bullroarer), de profunda importância cultural para os índios Apache, onde é utilizado em cerimónias rituais. A sua construção é notavelmente simples: uma barra delgada de madeira, com dimensões variáveis, é presa a uma extremidade por um fio resistente. A magia sonora do tzi-ditindi reside na sua interação com o ar quando o tocador o faz rodar vigorosamente em círculos sobre a sua cabeça ou ao lado do corpo.

A rotação rápida da barra de madeira através do ar gera vórtices que produzem um som característico, uma espécie de zumbido ou rugido, cuja altura e intensidade podem variar consoante a velocidade da rotação e as dimensões da barra. Este som misterioso e evocativo confere uma atmosfera especial aos rituais Apache, sendo considerado por alguns como a voz de espíritos ou forças da natureza.

Instrumentos com princípios semelhantes ao tzi-ditindi foram utilizados por diversas culturas ao redor do mundo, incluindo Austrália, América, Europa e Ásia, muitas vezes com propósitos comunicacionais a longas distâncias, devido à sua capacidade de produzir sons audíveis a quilómetros.

A descoberta de um artefato paleolítico na Ucrânia, datado de cerca de 18.000 a.C., sugere uma longa história de utilização deste tipo de instrumento pela humanidade, testemunhando a sua eficácia tanto em contextos rituais quanto práticos.

Tzi-ditindi

Tzi-ditindi

Shinobue é uma flauta traversa pertencente à família yokobue, um grupo de flautas transversais de bambu tradicionais do Japão. Este aerofone é construído a partir de um único tubo de bambu, cuidadosamente perfurado com oito orifícios digitais: sete na parte frontal para os dedos e um na parte posterior para o polegar. O seu tamanho compacto e a sua construção em bambu conferem-lhe uma sonoridade brilhante e penetrante, distinta de outras flautas japonesas.

O shinobue desempenha um papel crucial em diversos aspetos da cultura japonesa, sendo particularmente proeminente em festivais tradicionais (matsuri) e em apresentações teatrais, como o kabuki e o noh. Nestes contextos, a sua melodia vibrante e expressiva contribui para a atmosfera festiva e para a narrativa dramática. Os tocadores de shinobue empregam uma variedade de técnicas de sopro e digitação para produzir ornamentações complexas e variações tonais subtis, enriquecendo a música tradicional japonesa.

Apesar da sua simplicidade estrutural, o shinobue é capaz de expressar uma ampla gama de emoções e melodias, tornando-o um instrumento essencial na paisagem sonora do Japão e um símbolo da sua rica herança musical. A sua presença em festivais e no teatro garante a sua continuidade e relevância cultural através das gerações.

É um instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta – no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Japão
  • Instrumentos de sopro de aresta
  • Flautas travessas
  • Instrumentos começados por s
Shinobue, Japão

Shinobue, Japão