O marwas, também conhecido como mirwas, é um pequeno tambor de mão bimembranofone, circular e de grande popularidade nos Emirados Árabes Unidos, no Iémen e na Malásia. A sua presença no Sudeste Asiático é resultado da emigração iemenita, que levou este instrumento musical para a Malásia, Indonésia e Brunei.

É construído com um corpo cilíndrico de madeira, coberto em ambas as extremidades por peles esticadas e presas por cordas ou aros. O seu tamanho reduzido torna-o portátil e ideal para ser tocado com as mãos, produzindo uma variedade de sons percussivos dependendo da técnica de execução e da área da pele atingida.

No contexto musical do Sudeste Asiático muçulmano, o marwas desempenha um papel fundamental nos géneros zapin e gambus. O zapin é uma dança e um género musical tradicional com influências árabes, enquanto o gambus refere-se a um tipo de alaúde de braço curto e também ao estilo musical que o acompanha. Nestes géneros, o marwas fornece a pulsação rítmica e contribui para a riqueza da textura sonora.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais dos Emirados Árabes Unidos
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por m
Marwas, bimembranofone, Estados Árabes Unidos e Iémen

Marwas, bimembranofone, Estados Árabes Unidos e Iémen

Ondes Martenot (Martenotwaves em Inglês, ou ondas Martenot), é um eletrofone inventado em 1928 por Maurice Martenot. São um dos primeiros instrumentos musicais eletrónicos. O instrumento destaca-se pela sua sonoridade etérea e pela expressividade que oferece ao músico, sendo controlado de maneiras únicas.

O instrumento consiste num teclado e de um fio com um anel que se coloca no dedo indicador da mão direita. O músico pode tocar as teclas do teclado para produzir notas fixas ou deslizar o anel ao longo do fio para criar glissandos contínuos, semelhantes ao som de um theremin, mas com um controlo mais direto da afinação. A mão esquerda controla um painel com botões que permitem modular a dinâmica, o timbre e o ataque do som, oferecendo uma vasta gama de possibilidades expressivas.

As Ondes Martenot produzem um som fundamental eletrónico, que pode ser enriquecido e transformado através de diferentes altifalantes especiais, chamados difusores. O difusor principal oferece um som direto, enquanto o difusor de ressonância utiliza cordas metálicas que ressoam por simpatia, criando um timbre rico e complexo. O difusor metálico utiliza um gongo para produzir um som metálico e vibrante.

Este instrumento singular encontrou o seu lugar em diversas obras orquestrais, especialmente no repertório francês do século XX, com compositores como Olivier Messiaen a explorarem as suas capacidades únicas em peças como a Turangalîla-Symphonie. Também foi utilizado em bandas sonoras de filmes e por artistas de música popular contemporânea, como Jonny Greenwood dos Radiohead.

Ondes Martenot, eletrofone

Ondes Martenot, eletrofone

O Otomatone é um instrumento musical eletrónico projetado para se parecer com uma nota musical. É um pequeno dispositivo em forma de nota musical, com uma “boca” e um “braço” móvel. Ao pressionar o braço e soprar na “boca”, o Otomatone emite um som que pode ser controlado pela posição do braço. É frequentemente considerado um brinquedo devido ao seu aspeto único e divertido, mas também pode ser usado como um instrumento musical para criar diferentes tons e melodias.

O Otomatone ganhou popularidade devido a sua aparência peculiar e única forma de tocar.

Na categoria dos eletrofones, o som é produzido por meios eletrónicos.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Japão
  • Instrumentos musicais eletrónicos
  • Instrumentos começados por o
Otomatone, brinquedo musical, Japão

Otomatone, brinquedo musical, Japão

O pambai faz parte da família dos membranofones, que são instrumentos musicais que produzem som através da vibração de uma membrana esticada sobre uma estrutura. O Pambai é originário da Índia e é composto por um par de tambores metálicos cilíndricos.

Cada tambor do Pambai possui uma única membrana fixada na parte superior do cilindro. A membrana é normalmente feita de couro ou pele animal. Para tocar o instrumento, utilizam-se baquetas de madeira que são percutidas na superfície da membrana.

Os tambores do Pambai são de tamanhos diferentes, sendo o tambor menor conhecido como “Thala” e o maior como “Valanthalai”. O Thala é tocado com a mão direita, enquanto o Valanthalai é tocado com a mão esquerda. Devido às diferentes dimensões dos tambores, cada um produz um som distinto.

O Pambai é tradicionalmente utilizado em apresentações musicais das regiões de Tamil Nadu e Karnataka, no sul da Índia. É frequentemente usado em conjuntos de percussão junto com outros instrumentos, como o mridangam e o ghatam, para criar ritmos complexos e acompanhar danças tradicionais.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Índia
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por p
Pambai, bimembranofone, Índia

Pambai, bimembranofone, Índia

Patwain é um conjunto circular de tambores tocados por um só executante. É um instrumento tradicional de Myanmar (antiga Birmânia). É composto tipicamente por 18 a 21 tambores de diferentes tamanhos e afinações, dispostos horizontalmente num círculo numa estrutura ornamentada de madeira dourada, frequentemente decorada com mosaicos de vidro.

O executante do patwain senta-se no centro do conjunto de tambores em forma de ferradura, entrando por uma abertura na parte de trás. Cada tambor é afinado através da aplicação de uma pasta feita de arroz e cinzas no centro da pele, permitindo ao músico produzir uma variedade surpreendente de notas e melodias.

O patwain é o instrumento principal no hsaing waing, a orquestra tradicional birmanesa, que inclui também outros instrumentos de percussão e sopro. O tocador de patwain desempenha um papel crucial na orquestra, liderando o conjunto e muitas vezes improvisando melodias complexas e ritmos intrincados. A habilidade e a destreza do músico são altamente valorizadas, e a música do patwain é uma parte essencial das cerimónias religiosas, festivais e outras celebrações culturais em Myanmar.

É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Myanmar
  • Instrumentos começados por p
Patwayn, Myanmar

Patwayn, Myanmar

Pivana é um instrumento de sopro corso feito de corno de cabra – algo semelhante ao “shofar” hebraico. Remonta à época do Renascimento.

É um instrumento de sopro do grupo 423 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de bocal (também chamado de palheta labial) em que os lábios do executante causam diretamente a vibração do ar.

ETIQUETAS

  • Aerofones de palheta labial
  • Instrumentos começados por p
  • Instrumentos de corno
  • Instrumentos musicais da Córsega
  • Instrumentos musicais de França
Pivana, corno, Córsega

Pivana, corno, Córsega

Porutu é uma flauta tradicional do povo Māori da Nova Zelândia, reconhecida como uma versão mais longa do Kōauau. Este instrumento de sopro, classificado como aerofone de sopro em aresta no sistema Hornbostel-Sachs (código 421), distingue-se pelo seu comprimento, que geralmente varia entre 38 a 57 centímetros.

Construído tradicionalmente a partir de madeiras nativas da Nova Zelândia, como mānuka, mataī ou black maire, o Pōrutu possui normalmente três a seis orifícios para os dedos, localizados perto da extremidade inferior do instrumento. Esta característica permite ao músico produzir uma gama de sons que podem alternar entre registos graves e agudos, conferindo-lhe uma qualidade sonora distinta.

O Pōrutu, tal como outros taonga pūoro (instrumentos musicais tradicionais Māori), é considerado um tesouro cultural e espiritual, refletindo a profunda ligação do povo Māori com a sua história e o seu ambiente. A sua música pode ter propósitos diversos, desde o entretenimento até rituais de cura e expressão de luto.

É um instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta – no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Nova Zelândia
  • Instrumentos tradicionais do povo Maori
  • Instrumentos começados por p
Porutu, povo Maori, Nova Zelândia

Porutu, povo Maori, Nova Zelândia

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Caixa de ressonância é uma câmara aberta no corpo de um instrumento musical que modifica o som do instrumento ampliando as onda sonoras e ajuda a transferir o som para o ar circundante.

Caixa de ressonância

Caixa de ressonância

O chizambe é um arco musical que se distingue dos outros pelo facto de o som ser produzido por fricção de uma varinha sobre as incisões gravadas no arco de madeira. Este som é auxiliado pelos chocalhos postos na varinha e pela boca do próprio tocador que, colocada sobre a corda, serve de caixa de ressonância. Esta corda é feita de folha de palmeira amarrada nas pontas do arco, de modo a ficar bem esticada.

Este tipo de arco musical existe nas províncias de Maputo e Gaza com o nome de chizambe ou chizambiza. Em Inhambane chama-se chivelane. Em Manica e Sofala é conhecido por chimazambe, nhacazambe ou nhacazeze. O chizambe é utilizado principalmente por pastores, como forma de aliviar a solidão.

O instrumento situa-se no índice 31 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, cordofones simples compostos de cordas esticadas em um suporte, sem caixa de ressonância, neste caso.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Família dos arcos musicais
  • Instrumentos começados por c
Chizambe, Moçambique

Chizambe, Moçambique

O mutoriro é um instrumento aerófono do tipo flauta, em que o som é produzido através do sopro. É constituído por uma cana de bambu fechada nas pontas e dotada de quatro orifícios, um dos quais junto à embocadura. Para variar o som o tocador tapa e destapa os três buracos, calcando-os com os dedos.

Este instrumento existe em grande número, principalmente nas zonas sul do País, onde há muita criação de gado, pois o mutoriro é utilizado quase que exclusivamente por pastores para afastar a solidão. No entanto, nalgumas zonas do norte de Moçambique, também podemos encontrar este instrumento. O termo mutoriro é utilizado na Província de Manica, enquanto que em Tete, no distrito da Angónia é conhecido pelo nome de tchitoliro. Noutros distritos desta última Província existe outra flauta com o nome de xinonge, cuja única diferença ó ter mais um furo. Nas Províncias de Maputo, Gaza e Inhambane é conhecido respectivamente pelos nomes de xitiringo, mussenguere e guitoliyo. É normalmente acompanhado de canções e eventualmente por mais flautas deste tipo.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

Mutoriro, Moçambique

Mutoriro, Moçambique