O mapico é uma dança originária da Província de Cabo Delgado que é acompanhada dos seguintes tambores:

a) Ligoma. Este tambor é feito a partir de um tronco cavado, aberto de um lado e com uma membrana de pele de animal na outra extremidade.

b) Likuti. Este é um tambor pequeno em forma de cálice, que marca o início da dança. Inicialmente é tocado com duas baquetas compridas e seguidamente tocado com as mãos, pelo mesmo tocador do Ligoma.

c) Singanga (pl. vinganga). Estes tambores têm quase o mesmo formato que o likuti, com a diferença de serem mais pequenos e com uma ponta aguçada que é espetada no chão. Normalmente são mais de 7, tocados simultaneamente e com a mesma cadência. São batidos com duas baquetas compridas.

d) Neya ou neha. É o tambor mais alto e estreito. É tocado com as mãos e é quem orienta os vinganga e regula a cadência de todos os outros tambores

e) Ntoji ou ntonha. É o tambor que comanda os movimentos do dançarino «Lipico».

Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • tambores percutidos
Tambores do mapico, Moçambique

tambores do mapico, Moçambique

O pankwé é um instrumento que possui várias cordas ou fios dedilhados, cujo som é aumentado por uma caixa de ressonância normalmente feita de cabaça. Coloca-se um fio de arame contínuo sobre uma tábua de madeira rectangular, com 6 ou 7 orifícios em cada ponta, por onde entra o fio, de modo a formar 6 ou 7 cordas. Uma das extremidades da tábua penetra numa cabaça ou então, as duas extremidades são colocadas sobre duas cabaças, ficando assim o pankwé com duas caixas de ressonância. Para afinar o som das várias cordas, usam-se pequenos pedaços de madeira colocados debaixo de cada uma delas, que o tocador aproxima ou afasta dos orifícios para produzir o som desejado.

Este instrumento está principalmente disseminado entre as populações ajauas e macuas das Províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula e Zambézia (distrito de Alto Molócuè e Guruè). Em Tete, no Distrito da Angónia, existem alguns exemplares deste instrumento, que aqui toma o nome de bangwè, e que para lá foram levados por populações ajauas. O pankwé é tocado sozinho como forma de entretenimento, sendo normalmente acompanhado pela voz do próprio tocador.

Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Instrumentos começados por p
Pankwé, Moçambique

Pankwé, Moçambique

Nhacatangali é um arco musical, pertencente ao grupo dos instrumentos cordófonos. O arco é normalmente feito de caniço e a corda é feita de fio de sisal embora hoje em dia se utilize mais o fio de pesca.

A boca do tocador, colocada numa das pontas do arco, serve de caixa de ressonância, sendo o som produzido pela percussão do fio, através dos dedos ou de uma palheta. Muitas vezes coloca-se no pau do arco parte de uma cabaça ou uma chapinha de lata, com pequenos guizos ou tampas de garrafa, que vibram ao mesmo tempo que a palheta bate na corda.

Este instrumento é bastante conhecido nas Províncias de Manica, Sofala e Tete, principalmente entre as populações de origem Sena e Ndau. O nhacatangali ó também conhecido por chidangari, chimadangar e kamkubo (em Tete). A música deste instrumento é normalmente acompanhada de canções, entoadas pela voz do tocador e por um coro.

Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

Nhacatangali, Moçambique

Nhacatangali, Moçambique

O nkangala, como o chizambe, é um arco musical friccionados de Moçambique. No nkangala, o som é produzido por fricção de uma folha de milho sobre o fio do arco, ao contrário da maioria dos arcos musicais cujo som é obtido por percussão dos dedos ou duma palheta. Este instrumento de corda muito simples, sendo constituído apenas por um pau de caniço, curvado em forma de arco, e por uma corda. A boca do tocador, colocada numa das extremidades do fio, faz de caixa de ressonância.

Este instrumento existe na Província de Gaza, nos distritos de Chicualacuala, Massingir e Guijá, com o nome de mutkangala e na Província de Tete, nos distritos da Angónia, Chiuta, Macanga e Marávia. Pelo facto de ele ser também um instrumento característico dos Zulus da África do Sul e pela forma como se distribui em Moçambique, somos levados a supor que o nkangala tenha sido introduzido no Norte da Província de Tete, aquando da invasão Ngúni do séc. XIX, o «Difequane».

Tradicionalmente, este arco é tocado apenas por mulheres e raparigas, quando vão ou regressam da machamba ou nos seus tempos livres, acompanhando-o com canções.

Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

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  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Família dos arcos musicais
  • Cordofones de percussão
Nkangala, Moçambique

Nkangala, Moçambique

Nyanga é o nome que se dá a um instrumento musical aerófono. Para dele poder extrair o som, o tocador sopra através da embocadura, fazendo o ar correr pela superfície interior da cana. Este instrumento musical é constituído por um conjunto de tubos (de cana ou de plástico) que estão unidos uns aos outros por uma corda feita de folha de palmeira. Pelo seu formato e observando a técnica de o tocar, incluímos o nyanga no grupo das flautas.

Podemos encontrar o nyanga em alguns distritos das Províncias de Tete, Manica e Sofala. Na Zambézia, na zona de Murrumbala e Mopeia (na margem esquerda do rio Zambeze), também se pode encontrar. Nyanga é também o nome de uma dança antiga, na qual se utilizam as flautas. Nesta dança, o dançarino é a mesma pessoa que toca o instrumento. Para se dançar e tocar o nyanga formam-se orquestras chegando por vezes a ser constituídas por cerca de 25 elementos, cada um deles emitindo uma grande variedade de sons musicais. Os músicos são regidos por um «maestro». A organização harmónica do nyanga permite-nos distinguir flautas agudas e graves. Cada flauta tem um nome associado às notas musicais. Isto permite uma rápida organização dos músicos. O nyanga era tocado e dançado antigamente em várias alturas, sobretudo nas cerimónias fúnebres.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

É um pequeno instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É uma flauta de embocadura aberta.

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  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Família das flautas
  • Instrumentos começados por n
Nyanga, Moçambique

Nyanga, Moçambique

O tufo é uma dança vulgar nas zonas arabizadas de Moçambique, principalmente ao longo da costa.

O nome genérico dos tambores unimembranófonos do tufo é taware. Cada um deles porém, tem um nome próprio, consoante o seu tamanho. A designação de cada taware varia de região para região, sendo a classificação aqui dada a que é utilizada na Ilha de Moçambique.

Normalmente tocam simultaneamente quatro tipos de tambores:
a) bazuca. É o maior deles todos e o que produz o som mais grave. As suas batidas são mais compassadas.
b) ngajiza. É o tambor médio.
c) apústia, ou costa. É ligeiramente mais pequena
d) duássi ou luássi. É o mais pequeno de todos e tem um batimento seguido, pois marca o ritmo da música.

Estes tambores, que podem ter uma forma quadrada, redonda, hexagonal ou hectagonal, são muito estreitos. São feitos de madeira e cobertos, apenas de um lado, com pele de antílope. Alguns destes tambores (bazuca e ngajiza) podem ter lateralmente, chapinhas metálicas. Para tocar taware, o tocador segura-o com uma mão enquanto que com a outra percute a membrana.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

Taware, Moçambique

Taware, Moçambique

Chivoconvoco é um instrumento cordófono do grupo dos arcos musicais. É constituído por um arco de madeira e uma corda. O pau do arco atravessa uma cabaça ou casca de coco, cuja abertura é tapada por uma membrana feita de pele de animal. O fio que une as pontas do arco passa por cima da cabaça, que funciona como caixa de ressonância. Numa das’ mãos, o tocador segura um pau afiado, com que bate na corda.

Embora não seja já muito utilizado, o chivoconvoco existe em quase todos os distritos das Províncias de Gaza e Maputo. Antigamente era apenas tocado por homens, com o objetivo de
se fazerem amar por uma mulher.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

O instrumento situa-se no índice 31 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, cordofones simples compostos de cordas esticadas em um suporte, sem caixa de ressonância, neste caso.

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  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Família dos arcos musicais
  • Instrumentos começados por c
Chivoconvoco, Moçambique

Chivoconvoco, Moçambique

O chitende é um instrumento cordófono do tipo arco musical. O seu tamanho é muito variável, podendo atingir os 2 metros de altura. As duas pontas do arco estão unidas por um fio de arame que está ligado ao centro do arco por um arame pequeno, ficando assim o fio dividido em duas partes. A caixa de ressonância é composta por uma cabaça, com a abertura virada para o exterior.

Para tocar, o músico pega no instrumento, encostando a abertura da cabaça ao peito, num movimento de vaivém, ao mesmo tempo que com os dedos de uma das mãos faz pressão sobre o fio e com a outra mão, segura uma palheta que serve para percutir o arame.

Este instrumento está espalhado por toda a região a Sul do Rio Save, com o nome de chitende ou chiqueane. Na Província de Sofala, no distrito do Búzi, também existe e é conhecido por nthundoa ou chimatende. O chitende ó normalmente acompanhado pela voz do próprio tocador que interpreta canções.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

O instrumento situa-se no índice 31 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, cordofones simples compostos de cordas esticadas em um suporte, sem caixa de ressonância, neste caso.

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  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Arcos musicais
  • Instrumentos começados por c
Chitende, Moçambique

Chitende, Moçambique

Gocha é um instrumento idiófono do tipo chocalho de mão. A sua técnica de fabrico é bastante simples. É constituído por um pau curto, que atravessa uma massala ou outro fruto oco, dentro do qual se introduzem sementes ou pedrinhas.

O tocador segura o instrumento pelo cabo e agita-o. Normalmente são utilizados dois gochas (ou magocha) ao mesmo tempo, um em cada mão. Servindo como acompanhamento rítmico, faz parte do conjunto de instrumentos musicais que acompanham muitas e variadas danças em todo País. Para além desta função, era também utilizado antigamente pelos feiticeiros, para «expulsar os espíritos maus» das mentes dos seus doentes.

O seu nome varia de região para região: na Zambézia chama-se sekere ou mukotcho; em Tete, nkotcho; no Niassa, mihea; em Maputo e Gaza, gocha; e em Inhambane, nzela. Hoje em dia, qualquer lata pequena de um produto alimentar, serve para fabricar este instrumento.

Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

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  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Idiofones de agitamento
  • Instrumentos começados por g
Gocha, Moçambique

Gocha, Moçambique

M’lapa é um instrumento de tipo membranonófono que requer uma habilidade especial para ser tocado. Este tambor tem uma característica que o distingue dos outros. É o facto de ser tocado com o auxílio de uma grande panela de barro, que lhe serve de segunda caixa de ressonância. Para além disso é tocado simultaneamente com outro tambor chamado mpetheni.

O m’lapa é um tambor relativamente pequeno, com uma membrana de pele de piton (espécie de gibóia) humedecida, o que faz com que produza um som bastante baixo. O tocador segura-o entre os joelhos e toca-o com as mãos ao mesmo tempo que, com movimentos rápidos das pernas, o enfia e tira da boca da panela. Amarrado a uma das pernas, tem outro mpetheni, que toca simultaneamente. Se o tocador for bastante habilidoso, pode tocar vários mpetheni colocados nas pernas, nos ombros ou ainda segurados por outras pessoas.

Este tipo de tambor é utilizado nalgumas danças características das populações macuas, nas províncias de Cabo Delgado, Niassa, Nampula e Zambézia.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

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M'lapa, Moçambique

M’lapa, Moçambique