Kissir (o mesmo que kissar, tanbour ou gytarah barbaryeh, antiga lira núbia, é um cordofone ainda em uso. Além do Egito, Abissínia (Etiópia) e Sudão, o kissir também é usado em outros países do Norte da África, como Líbia, Argélia e Marrocos. O kissir é um tipo de alaúde de cordas pulsadas que possui um corpo em forma de pêra e uma caixa de ressonância coberta por pele de animal. O instrumento é tradicionalmente construído com materiais como madeira, couro e cordas de tripa ou de nylon.

O kissir é tocado com as mãos, geralmente utilizando uma técnica de dedilhado. É um instrumento popular em diferentes estilos musicais africanos, como a música núbia, que mistura influências árabes e africanas.

Tradicionalmente, o kissir era usado para acompanhar danças e festividades em comunidades rurais, mas hoje em dia também é utilizado em contextos musicais mais contemporâneos.

Além disso, existem variações regionais do instrumento, como o tanbour, também chamado de gytarah barbaryeh ou antiga lira núbia. Essas variações podem apresentar diferenças nas dimensões, afinação e forma de tocar.

(Com IA)

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Etiópia
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Família das liras
  • Instrumentos começados por k
Kissir, Etiópia

Kissir, Etiópia

Kontra é uma Viola de três cordas tradicional da Hungria que também existe na Roménia e Eslováquia. Na eslováquia é conhecida também como “hárszimbó”. A Viola kontra é semelhante à Viola clássica em termos de forma e aparência, mas existem algumas diferenças importantes.

A principal diferença é que a Viola kontra tem apenas três cordas, enquanto a Viola clássica geralmente possui quatro cordas. As cordas geralmente são afinadas em quintas, como a Viola clássica, mas às vezes também em quartas.

Outra diferença é a forma da ponte. A ponte da Viola kontra é achatada, o que permite que um músico toque as três cordas simultaneamente. Isso, juntamente com a afinação específica das cordas, permite que músicos toquem acordes e melodia ao mesmo tempo, produzindo um som rico e completo.

Em relação à técnica de execução, a Viola kontra é frequentemente tocada com um arco, assim como a Viola clássica. No entanto, também pode ser tocada usando técnicas de dedilhado, como o pizzicato.

A Viola kontra desempenha um papel significativo na música folclórica e tradicional da Hungria, Roménia e Eslováquia. É frequentemente utilizado em grupos de música folclórica, bem como em orquestras de música tradicional.

(Com IA)

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Bulgária
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Cordofones do tipo alaúde
  • Instrumentos começados por k
Kontra, viola, Bulgária

Kontra, Viola, Bulgária

Tasha é um membranofone indiano da família dos tímpanos. Em formato de tigela, é feito de metal (geralmente cobre) ou cerâmica. Possui uma pele esticada em uma das extremidades do tambor, que é percutida com baquetas de madeira ou metal chamadas de “chalunkis”. As baquetas têm uma extremidade arredondada, que é usada para bater no tambor, e a outra extremidade é usada para segurar e tocar o instrumento.

O som produzido pelo Tasha é alto, nítido e penetrante, devido ao formato do tambor e ao material utilizado na fabricação. É especialmente conhecido por sua sonoridade intensa e marcante, usada para criar ritmos. É acompanhado por outros instrumentos tradicionais indianos, como o dhol, shehnai e trombetas, para criar uma atmosfera festiva e animada.

O instrumento é popular no norte da Índia, especialmente nos estados de Punjab e Rajasthan. Desempenha um papel importante nas tradições culturais dessas regiões, onde é amplamente utilizado em eventos sociais e cerimónias religiosas.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Índia
  • tambores percutidos
  • Família dos tímpanos
  • Instrumentos começados por t
Banjira, tímpano, Índia

Banjira, tímpano, Índia

Kettledrum ou tímpano é um unimembranofone de percussão direta e altura definida utilizado em orquestras, bandas sinfónicas e agrupamentos jazz. É um instrumento de percussão melódica fundamental em orquestras sinfónicas, bandas sinfónicas e, por vezes, em agrupamentos de jazz e outros géneros musicais. É classificado como um membranofone de percussão direta e altura definida, o que significa que o som é produzido pela vibração de uma membrana esticada sobre um corpo ressonador, e que a afinação do som pode ser controlada.

Características

Corpo (Caldeirão): A característica mais distintiva é o seu corpo em forma de caldeirão ou taça, tradicionalmente feito de cobre, mas também podendo ser de alumínio ou fibra de vidro em modelos mais modernos. Este formato parabólico ou hemisférico atua como um ressonador, amplificando e moldando o som produzido pela membrana. O tamanho do caldeirão varia significativamente entre os diferentes tímpanos de um conjunto, influenciando a sua tessitura (região de notas que pode produzir). Tímpanos maiores produzem sons mais graves, enquanto os menores produzem sons mais agudos.

Membrana (Pele): Uma membrana, tradicionalmente feita de pele de animal (como bezerro ou cabra), mas atualmente de materiais sintéticos (como poliéster ou mylar), é esticada sobre a abertura do caldeirão. A tensão desta membrana é crucial para determinar a afinação.

Sistema de Afinação: Uma das características mais importantes do tímpano é a sua capacidade de ter a altura do som afinada com precisão. Existem diferentes sistemas de afinação:

Afinação por Parafusos (Cremalheira): Este é o sistema mais tradicional. Vários parafusos (geralmente 5 a 8) são distribuídos uniformemente à volta da borda da membrana. Ao apertar ou afrouxar estes parafusos, a tensão da membrana aumenta ou diminui, alterando a afinação. Este sistema requer mais tempo para afinar e geralmente é usado para ajustes menos frequentes durante uma peça musical.

Afinação Mecânica (Pedal): Os timbalões modernos frequentemente utilizam um sistema de afinação mecânica controlado por um pedal. Este sistema permite ajustes rápidos e precisos da afinação, mesmo durante a execução musical. O pedal está ligado a um mecanismo que tensiona ou relaxa simultaneamente toda a membrana de forma uniforme. Existem diferentes tipos de sistemas de pedal (por fricção, por catraca, balanceado), cada um com as suas características de estabilidade e facilidade de uso.

Baquetas (Maços): Os timbalões são tocados com baquetas especiais, geralmente chamadas de maços. Estas consistem num cabo (geralmente de madeira, bambu ou alumínio) com uma cabeça coberta por feltro, cortiça, madeira ou outros materiais. A escolha do tipo de maço influencia drasticamente o timbre e a articulação do som produzido. Maços mais macios produzem sons mais cheios e suaves, enquanto maços mais duros produzem sons mais brilhantes e definidos. Os timbalistas frequentemente utilizam diferentes tipos de maços numa mesma peça musical para obter variados efeitos sonoros.

Técnicas de Execução: Os timbalistas empregam uma variedade de técnicas para produzir diferentes sons e efeitos:

  • Golpe Simples: Batida com uma baqueta de cada vez.
  • Rolado: Batidas rápidas e alternadas com as duas baquetas, criando um som sustentado.
  • Golpes Rítmicos: Execução de padrões rítmicos complexos.
  • Muffling (Abafamento): Interromper a vibração da membrana com a mão para criar sons curtos e secos.
  • Glissando: Alterar a afinação enquanto a membrana ainda está a vibrar após um golpe, geralmente utilizando o pedal de afinação.

Conjuntos de Timbalões: Numa orquestra sinfónica, os timbales são geralmente usados em conjuntos de dois a cinco instrumentos de diferentes tamanhos, permitindo ao timbalista tocar uma gama de notas definida e participar na harmonia da música. Cada timbale tem uma extensão de afinação limitada (geralmente cerca de uma quinta perfeita), dentro da qual o som é mais ressonante e claro.

Função na Música:

Os tímpanos desempenham um papel crucial na música orquestral e de banda sinfónica. Podem fornecer:

  • Base Rítmica e Pulsação: Reforçando o ritmo e o tempo da música.
  • Ênfase e Acento: Destacando momentos importantes da partitura.
  • Harmonia: Tocando notas específicas para enriquecer a textura harmónica.
  • Efeitos Dramáticos e Atmosféricos: Criando tensão, suspense ou grandiosidade.
  • Linhas Melódicas: Em passagens mais solísticas, os tímpanos podem até executar melodias.

Em resumo, o timbalão é um instrumento de percussão sofisticado com uma rica história e uma capacidade expressiva notável. A sua combinação de um corpo ressonador único, uma membrana afinável e a variedade de técnicas de execução e maços disponíveis permitem aos timbalistas contribuir de forma significativa para a sonoridade e a expressividade de diversos ensembles musicais.

ETIQUETAS

  • Instrumentos de percussão de altura definida
  • tambores unimembranofones
Kettledrum, tímpano

Kettledrum, tímpano

 

Glass harmonica, glass armonica, glass harmonium, bowl organ, hydrocrystalophone, armonica ou harmonica são termos ingleses para harmónica de vidro, idiofone de fricção criado por Benjamin Franklin em 1761. É constituído por uma série de taças de vidro de diferentes tamanhos. Mozart, Beethoven, Martini, Hasse, Galuppi, Jomeli e Glinka compuseram para harmónica de vidro.

O instrumento consiste numa série de taças de vidro de diferentes tamanhos, cada uma afinada para uma nota específica. Estas taças são montadas horizontalmente num eixo que é parcialmente submerso em água.

Para tocar a harmónica de vidro, o músico humedece os dedos e toca nas bordas das taças enquanto o eixo gira, produzindo um som cristalino e melancólico através da fricção do vidro molhado. O tamanho da taça determina a altura do som: taças maiores produzem sons mais graves, enquanto as menores emitem sons mais agudos.

A invenção de Franklin tornou o instrumento mais prático e com maior controlo expressivo em comparação com métodos anteriores de tocar taças de vidro individuais. A disposição das taças permitia ao músico tocar acordes e melodias complexas com relativa facilidade.

A sonoridade única e hipnotizante da harmónica de vidro cativou compositores da época clássica, incluindo Mozart, Beethoven, Martini e outros, que escreveram peças especificamente para este instrumento. Apesar da sua beleza sonora e popularidade inicial, a harmónica de vidro gradualmente caiu em desuso no século XIX, em parte devido a rumores (infundados) sobre os seus potenciais efeitos negativos na saúde dos músicos e à dificuldade na sua construção e manutenção.

No entanto, a harmónica de vidro tem vindo a ressurgir no final do século XX e início do século XXI, com músicos e compositores contemporâneos a redescobrirem o seu encanto sonoro único. O instrumento continua a fascinar pela sua beleza frágil e pela sua capacidade de evocar paisagens sonoras oníricas e delicadas.

ETIQUETAS

  • idiofone de fricção
  • Instrumentos obsoletos
Glass harmonica, harmónica de vidro

Glass harmonica, harmónica de vidro

Gong drum, ou gong bass drum, é a denominação inglesa de um instrumento de percussão de membrana produzido por Tama no final da década de 1970.

O gong drum, ou gong bass drum, é um instrumento de percussão de membrana com características híbridas, combinando elementos do bombo (bass drum) tradicional e do gongo. Foi introduzido pela fabricante japonesa de instrumentos musicais Tama no final da década de 1970, tornando-se uma adição distintiva a algumas baterias e configurações de percussão orquestral expandidas.

Características e Funcionamento

Construção Híbrida: O gong drum não se encaixa perfeitamente na categoria de um bombo padrão nem na de um gongo tradicional.

Semelhanças com o bombo: Possui um corpo cilíndrico, semelhante a um bombo, embora geralmente mais raso em profundidade em comparação com os bombos de bateria padrão. Tem uma ou duas peles esticadas sobre as extremidades do corpo.

Semelhanças com o Gongo: O som produzido tem uma ressonância prolongada e um timbre que se assemelha mais ao de um gongo do que ao “punch” definido de um bombo de bateria típico. Esta qualidade “gonguística” deriva em parte da tensão e do tipo de pele utilizada, bem como da construção do corpo.

Tamanho e Materiais: Os gong drums geralmente vêm em tamanhos maiores do que os bombos de bateria padrão, frequentemente variando entre 20 e 28 polegadas de diâmetro (ou até maiores em alguns casos). Os materiais de construção do corpo podem incluir madeira (como ácer ou contraplacado) ou outros materiais compósitos. As peles utilizadas podem ser simples ou duplas, e a sua escolha influencia significativamente o som.

Som Característico: O som do gong drum é profundo, ressonante e com uma sustentação longa. Ele possui uma qualidade tonal vaga e indefinida em comparação com a afinação precisa de um timbalão, mas oferece mais definição e um ataque inicial mais pronunciado do que um gongo suspenso tradicional. O som pode ser descrito como um “boom” profundo e reverberante com uma cauda sonora rica e prolongada.

Utilização: O gong drum é utilizado principalmente para criar efeitos sonoros dramáticos, acentos poderosos e atmosferas profundas na música.

Bateria: Em configurações de bateria, é frequentemente usado como um bombo secundário para adicionar uma sonoridade mais grave e ressonante em passagens específicas. Pode ser tocado com uma pedal de bombo padrão ou com baquetas manuais para obter diferentes articulações.

Percussão Orquestral e de conjunto: Em contextos orquestrais ou de conjuntos de percussão, o gong drum pode ser usado para adicionar cores tonais únicas e efeitos especiais que não são facilmente alcançados com bombos ou gongos tradicionais.

Montagem: O gong drum pode ser montado de várias maneiras, dependendo da sua utilização. Em baterias, é geralmente montado no chão com esporas, como um bombo convencional. Em configurações de percussão, pode ser montado em estantes ou suportes para permitir diferentes ângulos de ataque e ressonância.

Legado e Impacto

Embora não seja um instrumento tão comum quanto o bombo ou o gongo tradicional, o gong drum da Tama encontrou o seu espaço em certas áreas da música. Ele oferece uma sonoridade única que preenche a lacuna entre os dois instrumentos, proporcionando aos percussionistas uma paleta sonora mais ampla para explorar. A sua presença é mais notável em géneros musicais que procuram texturas sonoras profundas e impactantes, como certos tipos de rock progressivo, metal e música orquestral contemporânea. A inovação da Tama ao criar este instrumento demonstra a contínua evolução e experimentação no campo da percussão.

Gong drum

Gong drum

Edaykka é um instrumento musical tradicionalmente usado em cerimónias religiosas e festivais em Kerala. É feito de um tronco de madeira oco, geralmente de jacarandá, revestido por duas membranas de pele de cabra. O instrumento é decorado com tachas metálicas e cordas que são usadas para afiná-lo.

Para tocar o edaykka, o músico segura o instrumento por uma alça de couro presa ao ombro e usa um bastão de madeira para percutir as membranas de pele. Dependendo de como o bastão é batido, diferentes sons podem ser produzidos. O som do edaykka é vibrante e penetrante.

O instrumento é usado para acompanhar danças tradicionais, como o theyyam, e também em apresentações de música clássica de Kerala. O instrumento tem um papel importante nas tradições culturais e religiosas da região, e é considerado como uma forma de comunicação com as divindades.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

 ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Índia
  • tambores percutidos
  • tambores em forma de ampulheta
  • Instrumentos começados por e
Eddaka, bimembranofone, Índia

Eddaka, bimembranofone, Índia

Glass harmonium, glass harmonica, glass armonica, bowl organ, hydrocrystalophone, armonica ou harmonica são termos ingleses para harmónica de vidro, idiofone de fricção criado por Benjamin Franklin em 1761. 

Este instrumento único é composto por uma série de taças de vidro de diferentes tamanhos, cada uma meticulosamente afinada para produzir uma nota musical específica. As taças são dispostas horizontalmente num eixo rotativo, parcialmente imerso num recipiente com água.

A produção sonora ocorre através da fricção. O músico humedece os dedos e toca suavemente nas bordas das taças em rotação. A vibração resultante da fricção do vidro molhado gera um som puro, etéreo e melancólico, frequentemente descrito como celestial ou fantasmagórico. A altura do som é determinada pelo tamanho da taça: taças maiores ressoam em frequências mais baixas (sons graves), enquanto taças menores produzem sons mais agudos.

A inovação de Franklin representou um avanço significativo em relação às práticas anteriores de tocar taças de vidro individuais. A montagem das taças num eixo permitiu uma execução mais fluida e a possibilidade de tocar melodias e harmonias complexas com maior controlo dinâmico e expressivo.

A beleza e a novidade do som da harmónica de vidro conquistaram a admiração de muitos compositores do período clássico. Nomes ilustres como Mozart, Beethoven, Martini, Hasse, Galuppi, Jomelli e Glinka compuseram peças especificamente para este instrumento, explorando as suas qualidades tonais únicas e a sua capacidade de criar atmosferas musicais distintas.

Apesar do seu sucesso inicial e do apreço de figuras musicais proeminentes, a harmónica de vidro gradualmente perdeu popularidade no século XIX. Vários fatores contribuíram para o seu declínio, incluindo preocupações (largamente infundadas) sobre potenciais efeitos adversos na saúde dos músicos devido às vibrações do vidro e à dificuldade na produção e manutenção do instrumento.

No entanto, a harmónica de vidro tem experimentado um renascimento no final do século XX e no século XXI. Músicos e compositores contemporâneos têm redescoberto o seu timbre singular e a sua capacidade de evocar sonoridades delicadas e oníricas, garantindo que este engenhoso instrumento de Franklin continue a encantar ouvintes.

ETIQUETAS

  • Idiofones de fricção
  • Instrumentos obsoletos
Glass harmonium, harmónica de vidro

Glass harmonium, harmónica de vidro

Baraban é um termo genérico para designar tambor na Rússia. Historicamente e em contextos específicos, refere-se a um tambor cilíndrico de dois lados, fundamental na música folclórica, militar e cerimonial russa. A sua descrição detalhada varia dependendo do período histórico e da região, mas algumas características gerais podem ser delineadas.

Tipicamente, o baraban consiste num corpo cilíndrico de madeira, com peles de animal (como cabra ou boi) esticadas em ambas as extremidades e fixadas por um sistema de cordas ou aros. O tamanho pode variar consideravelmente, desde modelos menores e mais portáteis até tambores maiores, por vezes carregados por vários músicos ou montados em suportes.

A técnica de execução tradicionalmente envolvia o uso de duas baquetas, frequentemente de madeira, para percutir as membranas. A sonoridade produzida dependia do tamanho do tambor, da tensão das peles e do tipo de baqueta utilizada, variando de batidas secas e rítmicas a sons mais profundos e ressonantes.

O baraban desempenhou um papel crucial em contextos militares russos, onde era usado para marcar o ritmo da marcha das tropas, comunicar ordens e incitar o moral dos soldados. Em cerimónias e festividades folclóricas, o baraban fornecia a pulsação rítmica para danças e canções, contribuindo para a energia e o caráter festivo das celebrações.

Ao longo do tempo, diferentes tipos e tamanhos de baraban evoluíram em várias regiões da Rússia, cada um com as suas características sonoras e aplicações específicas. 

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Rússia
  • Instrumentos começados por b
Baraban, bombo, Rússia

Baraban, bombo, Rússia

Bastrumma é o termo que designa na Suécia um instrumento musical do tipo membranofone em forma de cilindro, da família dos bombos. Tem duas membranas tensionadas por cordas e percutidas pelo executante com maceta ou baqueta.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Suécia
  • Instrumentos começados por b
  • Família dos bombos
  • Bimembranofones cilíndricos