Tag Archive for: instrumentos musicais de Portugal

Zaquelitraque ou triquelitraque é um instrumento tradicional português comum na freguesia de Afife, Viana do Castelo, Portugal. Utilizado na altura do ano que antecede a tradicional “Serração da Velha”, é constituído por uma tábua de madeira e várias filas de martelos de madeira. O som do instrumento varia de acordo com a espessura da tábua e a quantidade de martelinhos. Acredita-se que terá pelo menos 200 anos. Luís São João tem ministrado aulas deste instrumento e contribuído para a criação do grupo de zaquelitraques de Afife.

Situa-se na categoria 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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  • Idiofones de percussão
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Zaquelitraque, Portugal

Zaquelitraque, Portugal

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

guitarrinho

O guitarrinho, guitarrinho de Coimbra ou bandurrinho é um cordofone dedilhado do tipo alaúde, fabricado nas oficinas portuguesas, bastante utilizado em tunas rurais e urbanas e ranchos/tocatas populares entre o século XIX e o primeiro quartel do século XX. Na década de 1960, quando a equipa liderada por Ernesto Veiga de Oliveira fez o primeiro grande mapeamento territorial, já estaria substancialmente caído em desuso, pois a sua referenciação é pouco palpável. O revivalismo musical vivido no após 1974 e gosto pelo património e pela salvaguarda não contribuiram de forma expressiva para a revivificação deste cordofone.

Em Coimbra, no após 1976, verificaram-se diversas alusões a este esquecido cordofone, mencionado pelos testemunhantes como “guitarrinho de Coimbra” em jornadas de património local. Foram localizados alguns exemplares em coleções particulares e devido às acções de sensibilização desenvolvidas por José Machado Lopes e Jorge Gomes foram produzidas as primeiras réplicas.

Guitarrinho ou bandurrinho

Guitarrinho ou bandurrinho

O construtor Adérito Marques, com oficina em Cantanhede, fez algumas das primeiras réplicas conhecidas, em colaboração com José Machado Lopes, ao tempo membro do grupo etnográfico da Pampilhosa. A afinação usada nestes modelos replicados é Sol/Sol/Si/Ré.

José Santos, com oficina em Coimbra, também construiu guitarrinhos com o apoio de Jorge Gomes. Posteriormente foram construídos exemplares em oficinas do Minho, e exibidos em feiras de artesanato, com a assinatura de António Faria Vieira (Felgueiras) e outros. Segundo João Vila, o guitarrinho foi introduzido nos últimos anos em diversos grupos de folclore da região de Coimbra, sendo disso exemplo Lorvão, Souselas, Bairro do Brinca, Hospitais da Universidade e GERC.

Fonte: Blogue Guitarra de Coimbra

A 31 de outubro de 2021, o Diário de Coimbra informava:

Praticamente extinto, o guitarrinho voltou ontem a ouvir-se em Coimbra, no Colégio da Graça, partilhando a sua história com outro instrumento que também andou desaparecido, a Viola toeira.

Guitarrinho Valente

Guitarrinho Valente

Instrumentos Valente

Guitarrinho Valente, de gama Intermédia em Sapele tingido, baseado num guitarrinho dos Irmãos Antunes, violeiros do Porto do séc.XIX.
O guitarrinho foi construído especificamente para a Monstra Luthiers Asmusitec de 2024 no Conservatório de Música de Coimbra.
Tampo: Abeto dos Cárpatos
Fundo e ilhargas: Sapele tingido
Escala e cavalete: Ébano
Braço: Mogno
Sanefas: Ébano e Ácer
Roseta: Meia-espinha e fios de Sicomoro
Forra: Ébano
Marcações e pestana: Osso de vaca
Carrilhões: Graphtech
Acabamento: Nitro

Guitarrinho, José Rebola, créditos Samuel Ferreira

Guitarrinho

Estaca Zero e o guitarrinho

Estaca Zero é um septeto de Coimbra, inspirado pelo trabalho da Associação Cultural Museu da Música de Coimbra de disseminação do guitarrinho. A ideia partiu de José Rebola – música que se propôs a compor repertório novo para este instrumento, e no processo acabou rodeado de seis outros músicos da região que falam a mesma linguagem, alguns deles também com ligações à Associação. Lançaram o seu single de estreia, “Música Prapular”, a 8 de janeiro de 2024.

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Caixa de guerra mirandesa

A caixa de guerra mirandesa é um instrumento de percussão tradicional composto por um tambor de metal, dois aros, dois arquilhos, corda e afinadores de corda ou tensores de metal, gancho de segurar correia, afinador de bordão, bordão de tripa e duas peles de cabrito. (Mirandrum)

Bibliografia/Discografia

Ritmos Tradicionais Mirandeses

Ritmos Tradicionais Mirandeses

Ritmos Tradicionais Mirandeses Caixa de guerra e bombo é uma obra da autoria de Alexandre Meirinhos e Rui Rodrigues, com traduções de Ana Maria Pimentel, Elisa de Lima e Luísa Soares (Inglês) | Duarte Martins. Inclui CD cuja gravação, mistura e masterização esteve a cargo de Emiliano Toste – Estúdio Toste, com Paulo Preto na gaita de fole Mirandesa, Alexandre Meirinhos, em caixa de guerra, e Paulo Meirinhos no bombo.

Caixa de guerra mirandesa, Mirandrum, Portugal

Caixa de guerra mirandesa, Mirandrum, Portugal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Afinador de caixa Mirandrum, Portugal

Afinador de caixa Mirandrum, Portugal

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A caixa de guerra situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

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  • Membranofones percutidos
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Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Tracanholas

Tracanholas, ou trancanholas, é um idiofone percutido composto por duas tábuas de madeira, relativamente finas e duras. As duas peças são colocadas na mão sendo separadas pelo dedo médio, de forma a serem, através do pulso e num movimento ritmado, agitadas e percutidas. Podem ser feitas de diferentes madeiras ou matérias causando diferentes sons. (Mirandrum). A marca Mirandrum, de Miranda do Douro, Portugal, faz tracanholas de diversas madeiras: carrasco (azinheira), buxo, oliveira, granadilho e wengué (com fio em cabedal para se tornarem inseparáveis e bolsa em couro opcional, feita à mão).

É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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  • Instrumentos musicais de Portugal
  • Instrumentos musicais de Miranda do Douro
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Tracanholas Mirandrum, de Mirando Douro, Portugal

Tracanholas Mirandrum, de Mirando Douro, Portugal

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

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Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

paulitos

paulitos designa um idiofone percussivo constituído por dois paus em forma cilíndrica com cerca de 30-40 cm de comprimento e 3 cm de espessura, de madeira de carvalho ou freixo. A decoração consiste em gravações a ferro quente. Os paulitos são usados nas danças dos pauliteiros de Miranda do Douro e Mogadouro (Trás-os-Montes e Alto Douro).

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.

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  • Instrumentos musicais de Portugal
  • Instrumentos tradicionais de Miranda do Douro
  • Idiofones percutidos
  • Instrumentos de percussão de altura indefinida
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Pauliteiros, créditos CMMD

Pauliteiros, créditos CMMD

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Garrafa com garfo

Garrafa com garfo, à semelhança da botella de anís, em Espanha, era um instrumento utilizado juntamente com a guitarra, violão, ferrinhos, conjunto próprio para folguedos e danças de ruas – os fandangos, viras, malhões e farrapeiras, em Lavos, concelho de Figueira da Foz. Garrafas como a de Anís del Mono, Raza Dulce, Moreira, Anís Regio, La Castellana, Arenas, Anis de La Asturiana, com saliências, tornam-se um potencial reco-reco depois de acabar a bebida.

Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por raspagem.

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  • Instrumentos tradicionais de Portugal
  • Idiofones de raspagem
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Garrafa com garfo

Garrafa com garfo

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Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

subina é um aerofone de palheta livre de cana encaixada no tubo melódico. “Pequena e tosca gaita de cana, de estreita secção, feita artesanalmente, assim conhecida na região de Torres Vedras. O som não resulta da simples passagem do ar por um canal estreito, como acontece na flauta, antes é produzido por uma palheta de cana introduzida no bocal da cana, obviamente com uma secção inferior a este. Por isso é por vezes designada por palheta pelos estudiosos, mas não pelo povo, que a trata simplesmente por gaita, gaitinha ou gaita de cana (subina na região de Torres Vedras, Pedra Pequena e Maxial, nome que não consta usar-se noutras regiões).

Trata-se, na verdade, de um instrumento rudimentar, sem primores de afinação (toda a sua factura é realizada à ponta de canivete, incluindo os orifícios para as notas), pelo que a sua utilização se destina predominantemente ao entretenimento infantil. Sem embargo, é também usada por adultos e consegue uma sonoridade de grande beleza rústica. Instrumento semelhante pode ser encontrado em Terras de Miranda, onde leva o nome de flauta ou gaita de barcego, nome da erva com que é feita, a qual serve apenas para alimento de gado. Depois de seca, rasgam-se os orifícios talqualmente como na subina. Mas não tem, naturalmente, a consistência nem a durabilidade da subina.

Tradições Musicais da Estremadura, de José Alberto Sardinha, p. 389 e 390, Tradisom 2000.

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  • Instrumentos tradicionais de Portugal
  • Instrumentos de palheta livre
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Subina, Silvério da Silva, Maxial 1988

subina, Silvério da Silva, Maxial 1988

timbalão

timbalão é um bimembranofone de percussão tradicional portuguesa. Aparece em conjuntos das várias regiões de Portugal, nas rusgas, chulas, fanfarras, sendo tocado por zés-pereiras e gaiteiros. Existem timbalões de vários tamanhos, incluindo os de 10′, 12”, 14”, 16” e timbalão surdo, o mais grave. timbalão designa também o tambor de chão da bateria.

Timbalão, Portugal

timbalão, Portugal

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

viola amarantina

viola amarantina é um cordofone dedilhado muito utilizado para acompanhar o repertório minhoto, ao qual fornece um suporte harmónico. O bom executante pode acrescentar aos acordes pequenos motivos melódicos.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos tradicionais de Portugal
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Violas de Portugal
  • Violas de arame
  • Cordofones do tipo alaúde
  • Instrumentos começados por v
Viola amarantina, créditos Casa da Guitarra

viola amarantina, créditos Casa da Guitarra

Reciclanda, instrumentos sustentáveis

Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável

Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.

Viola beiroa é um cordofone dedilhado, ornamentado e muito arredondado, um dos tipos de Viola portuguesa, característico da Beira Baixa. Além das cinco ordens de cordas, possui duas mais agudas, presas a um cravelhal suplementar junto da caixa de ressonância.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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Banduria, bandurra, viola beiroa ou viola de Castelo Branco

Banduria, bandurra, Viola beiroa ou Viola de Castelo Branco