Zaquelitraque ou triquelitraque é um instrumento tradicional português comum na freguesia de Afife, Viana do Castelo, Portugal. Utilizado na altura do ano que antecede a tradicional “Serração da Velha”, é constituído por uma tábua de madeira e várias filas de martelos de madeira. O som do instrumento varia de acordo com a espessura da tábua e a quantidade de martelinhos. Acredita-se que terá pelo menos 200 anos. Luís São João tem ministrado aulas deste instrumento e contribuído para a criação do grupo de zaquelitraques de Afife.
Situa-se na categoria 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
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Instrumentos musicais de Portugal
Idiofones de percussão
Instrumentos de altura indefinida
Instrumentos começados por z
Zaquelitraque, Portugal
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2022/01/viana-do-castelo-afife-zaquelitraques.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2022-01-28 00:15:422024-11-24 12:42:12Zaquelitraque, Portugal
O guitarrinho, guitarrinho de Coimbra ou bandurrinho é um cordofone dedilhado do tipo alaúde, fabricado nas oficinas portuguesas, bastante utilizado em tunas rurais e urbanas e ranchos/tocatas populares entre o século XIX e o primeiro quartel do século XX. Na década de 1960, quando a equipa liderada por Ernesto Veiga de Oliveira fez o primeiro grande mapeamento territorial, já estaria substancialmente caído em desuso, pois a sua referenciação é pouco palpável. O revivalismo musical vivido no após 1974 e gosto pelo património e pela salvaguarda não contribuiram de forma expressiva para a revivificação deste cordofone.
Em Coimbra, no após 1976, verificaram-se diversas alusões a este esquecido cordofone, mencionado pelos testemunhantes como “guitarrinho de Coimbra” em jornadas de património local. Foram localizados alguns exemplares em coleções particulares e devido às acções de sensibilização desenvolvidas por José Machado Lopes e Jorge Gomes foram produzidas as primeiras réplicas.
Guitarrinho ou bandurrinho
O construtor Adérito Marques, com oficina em Cantanhede, fez algumas das primeiras réplicas conhecidas, em colaboração com José Machado Lopes, ao tempo membro do grupo etnográfico da Pampilhosa. A afinação usada nestes modelos replicados é Sol/Sol/Si/Ré.
José Santos, com oficina em Coimbra, também construiu guitarrinhos com o apoio de Jorge Gomes. Posteriormente foram construídos exemplares em oficinas do Minho, e exibidos em feiras de artesanato, com a assinatura de António Faria Vieira (Felgueiras) e outros. Segundo João Vila, o guitarrinho foi introduzido nos últimos anos em diversos grupos de folclore da região de Coimbra, sendo disso exemplo Lorvão, Souselas, Bairro do Brinca, Hospitais da Universidade e GERC.
Fonte: Blogue Guitarra de Coimbra
A 31 de outubro de 2021, o Diário de Coimbra informava:
Praticamente extinto, o guitarrinho voltou ontem a ouvir-se em Coimbra, no Colégio da Graça, partilhando a sua história com outro instrumento que também andou desaparecido, a Viola toeira.
Guitarrinho Valente
Instrumentos Valente
Guitarrinho Valente, de gama Intermédia em Sapele tingido, baseado num guitarrinho dos Irmãos Antunes, violeiros do Porto do séc.XIX.
O guitarrinho foi construído especificamente para a Monstra Luthiers Asmusitec de 2024 no Conservatório de Música de Coimbra.
Tampo: Abeto dos Cárpatos
Fundo e ilhargas: Sapele tingido
Escala e cavalete: Ébano
Braço: Mogno
Sanefas: Ébano e Ácer
Roseta: Meia-espinha e fios de Sicomoro
Forra: Ébano
Marcações e pestana: Osso de vaca
Carrilhões: Graphtech
Acabamento: Nitro
Guitarrinho
Estaca Zero e o guitarrinho
Estaca Zero é um septeto de Coimbra, inspirado pelo trabalho da Associação Cultural Museu da Música de Coimbra de disseminação do guitarrinho. A ideia partiu de José Rebola – música que se propôs a compor repertório novo para este instrumento, e no processo acabou rodeado de seis outros músicos da região que falam a mesma linguagem, alguns deles também com ligações à Associação. Lançaram o seu single de estreia, “Música Prapular”, a 8 de janeiro de 2024.
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2021/11/guitarrinho-valente-2024.jpg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2021-11-26 23:53:572024-11-24 13:23:39Guitarrinho, Portugal
A caixa de guerra mirandesa é um instrumento de percussão tradicional composto por um tambor de metal, dois aros, dois arquilhos, corda e afinadores de corda ou tensores de metal, gancho de segurar correia, afinador de bordão, bordão de tripa e duas peles de cabrito. (Mirandrum)
Bibliografia/Discografia
Ritmos Tradicionais Mirandeses
Ritmos Tradicionais Mirandeses Caixa de guerra e bombo é uma obra da autoria de Alexandre Meirinhos e Rui Rodrigues, com traduções de Ana Maria Pimentel, Elisa de Lima e Luísa Soares (Inglês) | Duarte Martins. Inclui CD cuja gravação, mistura e masterização esteve a cargo de Emiliano Toste – Estúdio Toste, com Paulo Preto na gaita de fole Mirandesa, Alexandre Meirinhos, em caixa de guerra, e Paulo Meirinhos no bombo.
Caixa de guerra mirandesa, Mirandrum, Portugal
Afinador de caixa Mirandrum, Portugal
A caixa de guerra situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.
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Instrumentos musicais de Portugal
Membranofones percutidos
Instrumentos começados por c
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2021/11/miranda-do-douro-caixa-de-guerra-mirandesa.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2021-11-26 09:54:342024-11-25 21:36:01Caixa de guerra mirandesa
Tracanholas, ou trancanholas, é um idiofone percutidocomposto por duas tábuas de madeira, relativamente finas e duras. As duas peças são colocadas na mão sendo separadas pelo dedo médio, de forma a serem, através do pulso e num movimento ritmado, agitadas e percutidas. Podem ser feitas de diferentes madeiras ou matérias causando diferentes sons. (Mirandrum). A marca Mirandrum, de Miranda do Douro, Portugal, faz tracanholas de diversas madeiras: carrasco (azinheira), buxo, oliveira, granadilho e wengué (com fio em cabedal para se tornarem inseparáveis e bolsa em couro opcional, feita à mão).
É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
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Instrumentos musicais de Portugal
Instrumentos musicais de Miranda do Douro
Idiofones percutidos
Instrumentos começados por t
Tracanholas Mirandrum, de Mirando Douro, Portugal
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2021/11/trancanholas-mirandrum.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2021-11-25 15:07:432024-12-14 23:37:18Tracanholas, Portugal
paulitos designa um idiofone percussivo constituído por dois paus em forma cilíndrica com cerca de 30-40 cm de comprimento e 3 cm de espessura, de madeira de carvalho ou freixo. A decoração consiste em gravações a ferro quente. Os paulitos são usados nas danças dos pauliteiros de Miranda do Douro e Mogadouro (Trás-os-Montes e Alto Douro).
Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
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Instrumentos musicais de Portugal
Instrumentos tradicionais de Miranda do Douro
Idiofones percutidos
Instrumentos de percussão de altura indefinida
Instrumentos começados por p
Pauliteiros, créditos CMMD
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2021/11/pauliteiros-de-miranda-do-douro-cmmd.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2021-11-19 10:22:472024-11-24 12:44:19Paulitos, Portugal
Garrafa com garfo, à semelhança da botella de anís, em Espanha, era um instrumento utilizado juntamente com a guitarra, violão, ferrinhos, conjunto próprio para folguedos e danças de ruas – os fandangos, viras, malhões e farrapeiras, em Lavos, concelho de Figueira da Foz. Garrafas como a de Anís del Mono, Raza Dulce, Moreira, Anís Regio, La Castellana, Arenas, Anis de La Asturiana, com saliências, tornam-se um potencial reco-reco depois de acabar a bebida.
Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por raspagem.
ETIQUETAS
Instrumentos tradicionais de Portugal
Idiofones de raspagem
Instrumentos começados por g
Garrafa com garfo
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2021/11/garrafa-com-garfo.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2021-11-19 00:32:522024-11-24 13:17:57Garrafa com garfo, Portugal
subina é um aerofone de palheta livre de cana encaixada no tubo melódico. “Pequena e tosca gaita de cana, de estreita secção, feita artesanalmente, assim conhecida na região de Torres Vedras. O som não resulta da simples passagem do ar por um canal estreito, como acontece na flauta, antes é produzido por uma palheta de cana introduzida no bocal da cana, obviamente com uma secção inferior a este. Por isso é por vezes designada por palheta pelos estudiosos, mas não pelo povo, que a trata simplesmente por gaita, gaitinha ou gaita de cana (subina na região de Torres Vedras, Pedra Pequena e Maxial, nome que não consta usar-se noutras regiões).
Trata-se, na verdade, de um instrumento rudimentar, sem primores de afinação (toda a sua factura é realizada à ponta de canivete, incluindo os orifícios para as notas), pelo que a sua utilização se destina predominantemente ao entretenimento infantil. Sem embargo, é também usada por adultos e consegue uma sonoridade de grande beleza rústica. Instrumento semelhante pode ser encontrado em Terras de Miranda, onde leva o nome de flauta ou gaita de barcego, nome da erva com que é feita, a qual serve apenas para alimento de gado. Depois de seca, rasgam-se os orifícios talqualmente como na subina. Mas não tem, naturalmente, a consistência nem a durabilidade da subina.
Tradições Musicais da Estremadura, de José Alberto Sardinha, p. 389 e 390, Tradisom 2000.
ETIQUETAS
Instrumentos tradicionais de Portugal
Instrumentos de palheta livre
Instrumentos começados por s
subina, Silvério da Silva, Maxial 1988
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2021/11/subina-silverio-da-silva-maxial-1988-ft-terra-mater.jpg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2021-11-18 22:56:562023-07-29 16:41:15Subina, Portugal
timbalão é um bimembranofone de percussão tradicional portuguesa. Aparece em conjuntos das várias regiões de Portugal, nas rusgas, chulas, fanfarras, sendo tocado por zés-pereiras e gaiteiros. Existem timbalões de vários tamanhos, incluindo os de 10′, 12”, 14”, 16” e timbalão surdo, o mais grave. timbalão designa também o tambor de chão da bateria.
timbalão, Portugal
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
viola amarantina é um cordofone dedilhado muito utilizado para acompanhar o repertório minhoto, ao qual fornece um suporte harmónico. O bom executante pode acrescentar aos acordes pequenos motivos melódicos.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.
ETIQUETAS
Instrumentos tradicionais de Portugal
Instrumentos de corda dedilhada
Violas de Portugal
Violas de arame
Cordofones do tipo alaúde
Instrumentos começados por v
viola amarantina, créditos Casa da Guitarra
Reciclanda, música e instrumentos para um planeta sustentável
Reciclanda é um conceito musical inovador que contribui para o cumprimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e das metas de reciclagem de embalagens, promovendo a sustentabilidade desde idade precoce até idade avançada através da reutilização musical, com sessões, oficinas, formações e exposições. Promove o desenvolvimento global, a inclusão e a reabilitação a partir de eco-instrumentos, do ritmo, do jogo e das literaturas de tradição oral.
Viola beiroa é um cordofone dedilhado, ornamentado e muito arredondado, um dos tipos de Viola portuguesa, característico da Beira Baixa. Além das cinco ordens de cordas, possui duas mais agudas, presas a um cravelhal suplementar junto da caixa de ressonância.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.
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Instrumentos tradicionais de Portugal
Instrumentos de corda dedilhada
Violas de Portugal
Violas de arame
Cordofones do tipo alaúde
Instrumentos começados por v
Banduria, bandurra, Viola beiroa ou Viola de Castelo Branco
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2021/11/banduria-ou-bandurra.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2021-11-18 22:31:382022-04-28 12:14:24Viola beiroa, Portugal