Handpan é a designação de um instrumento musical do tipo idiofone, de metal. Tem a forma de ovni, sendo constituído por duas meias conchas de metal. É um instrumento similar ao “hang” (criado por Felix Rohner e Sabina Schärer em Berna, Suíça (PANart Hang)]. Como a procura começou a ser grande e era difícil adquirir o hang, outros fabricantes começaram a produzir instrumentos similares. No que diz respeito aos seus instrumentos, o fabricante Saraz (dos E.U.A.) tem preferência pela designação handpan. Tal como os instrumentos similares, o handpan percutido pelas mãos do executante sobre um apoio ou sobre os joelhos.
António José Ferreira
Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
bilha, bilha com abano, ou cântaro, é um instrumento tradicional que consiste numa bilha de barro ou um cântaro de latão percutido na sua abertura (boca) por um abano de palha ou uma alpercata.
O executante segura a bilha debaixo do braço e bate na boca do utensílio produzindo um som grave que marca o compasso. Muito utilizado por grupos folclóricos em Portugal, este tipo de aerofone – é o ar que vibra – existe em vários países e continentes.
António José Ferreira
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bilha, aerofone tradicional de Portugal
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https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/09/bilha-aerofone-tradicional-de-portugal.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-09-26 20:37:572024-11-12 10:39:12Bilha, Portugal
Não me recordo quando, nem como, surgiu a ideia de se criar o chocalhofone. Com certeza, a candidatura a património imaterial da UNESCO terá sido um critério nesta decisão. Devo dizer que já me tinha ocorrido a ideia há muitos anos de se criar com os chocalhos de Alcáçovas (concelho de Viana do Alentejo) um instrumento semelhante ao utilizado pelo compositor francês Olivier Messiaen em várias obras nomeadamente dos anos 1960. Estes factos e ainda o entusiasmo de alguns intervenientes, nomeadamente a Câmara de Viana do Alentejo e o Sr. André Correia (que se interessa pelo chocalho de Alcáçovas, tendo inclusive escrito um livro sobre o assunto), fizeram com que fosse ao início do ano de 2015 que chegámos a realizar a ideia de facto.
O instrumento não é uma inovação. Já foram utilizados chocalhos há muito tempo em composições da música “erudita”, por compositores como Mahler e Strauss. Aos meados do século XX foi desenvolvido um instrumento mais sofisticado em que foi reconhecido aos chocalhos uma afinação específica, resultando assim num instrumento afinado cromaticamente algo semelhante ao Xilofone ou ao Vibrafone. A novidade deste instrumento reside apenas no facto de terem sido utilizados chocalhos alentejanos, de fabrico artesanal.
Os chocalhos foram produzidos pela empresa Chocalhos Pardalinho em Alcáçovas. Não se pode dizer, porém, que o instrumento tenha sido produzido por esta empresa: o papel dos Chocalhos Pardalinho era a de fabricar e oferecer os chocalhos. O instrumento também teve a colaboração da câmara de Viana do Alentejo, que forneceu através dos seus serralheiros o arcabouço que suporta os chocalhos. Ainda contou com a minha colaboração no que dizia respeito a questões musicais: a escolha do âmbito (extensão) do instrumento – que é duas oitavas e meia – e a escolha dos chocalhos mais afinados de entre os que estavam na oficina; ainda colaborei na escrita de uma obra, Pastorale, para chocalhofone e orquestra para a ocasião do “lançamento” do instrumento.
A obra foi escrita em maio do ano de 2015 e foi estreada a 21 de junho na Igreja Matriz das Alcáçovas. É uma peça que dura uns 10 minutos e que apresenta o chocalhofone como instrumento solista, acompanhada por uma orquestra pequena. A obra foi repetida em outubro no Teatro S. Luiz em Lisboa.
Partes da música gravada na sua estreia foram utilizadas no concurso da candidatura dos chocalhos a património imaterial da UNESCO.
No ano seguinte, escrevi também uma pequena peça para chocalhofone solo – Ponteio – estreada por Bruno Sebastien de Oliveira na Universidade de Évora. O instrumento também foi utilizado pelo compositor João Nascimento, entre outros.
[ Texto facultado pelo autor, Christopher Bochmann, publicado na Meloteca a 11 de setembro de 2020 ]
O harmónio é um órgão munido de fole, pedais e registos de palheta livre. Pode ter um ou dois teclados e joelheiras para o organista, com as pernas do lado dos joelhos, aumentar o volume. É transportável e pode mudar de sítio, sendo a manutenção mais fácil do que o órgão de tubos portativo. Foi muito popular e casas e igrejas ocidentais no século XIX e até aos anos 80 do século XX. Era utilizado nas celebrações litúrgicas de igrejas de cidades e aldeias. O volume sonoro era limitado e dava trabalho extra ao organista que, além de tocar, tinha de dar ao fole com os pés, alternadamente. Largos milhões de harmónios foram construídos nos EUA, Canadá e Europa nos séculos XIX e XX. Esta página pretende fazer um levantamento dos harmónios existentes em Portugal e que ainda podem ser utilizados tanto em música litúrgica como em música profana.
Caldas da Rainha
Museu das Termas
Harmónio existente no Museu das Termas, Caldas da Rainha
Grândola
Paróquia
Harmónio Alexandre & Fils, créditos Paróquia de Grândola
Aquando da instalação do órgão de tubos na Igreja Matriz de Grândola, o organeiro Pedro Guimarães alertou a paróquia para a qualidade do harmónio de pedais que estava arrumado num dos espaços da paróquia. O harmónio foi construído por Alexandre & Fils, Inventeurs & Facteurs, Rue Mesley 39, Paris, datado de 1850, e valeria a pena recuperá-lo. Com o apoio da Fundação Caixa Agrícola da Costa Azul, o harmónio foi recuperado. Segundo informação da paróquia, terá sido apresentado no concerto final das festas em Honra de Nossa Senhora da Penha, Padroeira de Grândola, pelo organista Jaime Branco, músico de Beja, a 31 de maio.
Fonte: Paróquia de Grândola, maio de 2019
Porto
Lar dos Estudantes Vicentinos, Rua do Amial, 1268 Porto
Harmónio, Lar dos Estudantes Vicentinos, créditos António José Ferreira
No Lar dos Estudantes Vicentinos, que foi durante 50 anos seminário maior dos candidatos ao sacerdócio da Província Portuguesa da Congregação da Missão (Padres Vicentinos), havia e ainda existe e está operacional um pequeno harmónio Petrof que era utilizado em todas as celebrações litúrgicas da comunidade (estudantes e padres responsáveis pela formação). Era utilizado tanto nas missas, diárias como na Liturgia das Horas (Laudes, de manhã, e Vésperas, ao fim da tarde). Nas casas de formação por onde os estudantes passavam, existiam um ou mais harmónios, alguns deles grandes (caso das capelas do Seminário de Santa Teresinha, em Pombeiro, Felgueiras) e Seminário de São José (Oleiros, Lagares, Felgueiras). A formação era por vezes dada por professores padres e, outras vezes, os estudantes aprendiam de forma quase autodidata, com base em métodos de harmónio existentes.
Vila Nova de Gaia
Igreja Matriz de Sandim
Harmónio da matriz de Sandim, créditos António José Ferreira
Na igreja paroquial existe um harmónio em bom estado, sendo utilizado nas missas dominicais um órgão eletrónico.
https://www.musis.pt/wp-content/uploads/2020/09/harmonio-caldas-da-rainha-museu-das-termas_teodoro-sousa.jpeg400400António Ferreirahttp://musis.pt/wp-content/uploads/2022/05/cropped-musis-logo-80x80.jpgAntónio Ferreira2020-09-09 11:47:352022-04-28 16:08:15Harmónios em Portugal