Instrumentos musicais de todo o continente africano

Zummarah é um aerofone de palheta dupla tradicional do Egito (África).

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando uma palheta em vibração.

  • Instrumentos musicais do Egito
  • Instrumentos de sopro de palheta
  • Instrumentos começados por z

Dundun (tal como dunun, doundoun ou djun djun) designa uma família de bimembranofones cilíndricos de percussão direta tradicional da África Ocidental. O maior dos tambores chama-se doundounba; o médio, sangban; e o menor, kenkeni.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

  • Instrumentos musicais da Guiné-Bissau
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por d

Doundoun (tal como dunun, dondun ou djun djun) designa uma família de bimembranofones de percussão direta tradicional da África Ocidental (Mali, Guiné, Senegal e Gâmbia). São conhecidos por seu som profundo. A família dos Doundouns é composta por diferentes tamanhos de tambores, sendo o Doundounba o maior e o Kenkeni o menor. Geralmente, são feitos de um tronco de árvore oco, coberto por duas peles de animal presas por cordas ou fitas.

Os Doundouns são tocados com as mãos nuas ou com baquetas de percussão e geralmente são usados em conjunto com outros tambores e instrumentos de percussão para criar ritmos complexos e polirrítmicos. Desempenham um papel importante nas tradições musicais e cerimoniais das comunidades da África Ocidental.

Além da sua função musical, os Doundouns também têm significados culturais e sociais nas comunidades em que são utilizados. Eles podem ser utilizados em cerimónias de casamento, celebrações de nascimentos, funerais, festivais e rituais religiosos. Em certos contextos, os tambores Doundouns podem até ter status sagrado ou espiritual.

Ao longo dos anos, os Doundouns também foram incorporados a estilos musicais mais contemporâneos, como a música afrobeat e a música pop africana, ganhando popularidade tanto em países africanos quanto em outras partes do mundo.

(com IA)

Doundoun, África Ocidental

Doundoun, África Ocidental

Dikanza é um idiofone de fricção tradicional de Angola (África) construído em madeira ou bambu. Como o reque, ou reco-reco de Portugal e do Brasil, é constituído por uma base onde se fizeram pequenos cortes com serrote. O seu som é produzido por meio de fricção de uma vareta. 

Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por fricção ou raspagem.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Angola
  • Idiofones de raspagem
  • Instrumentos começados por d

Lunet ou livika, é um idiofone de fricção tradicional da Nova Irlanda (Nova Guiné), um tambor de madeira tocado por homens. É usado nas cerimónias malagan e participa em celebrações que honram os mortos.

Mpungi é uma trombeta utilizada pelos Kikongo que serve para anunciar as cerimónias fúnebres. Antigamente anunciava a investidura do rei.

É um instrumento de sopro do grupo 423 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de bocal (também chamado de palheta labial) em que os lábios do executante causam diretamente a vibração do ar.

  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Família das trombetas
  • Instrumentos começados por m

Zeze – o mesmo que sese, seze, zenze, nzenze, enzenze, dzenze, lunzenze – é um cordofone tradicional da África Ocidental.

Namunjoloba é um membranofone em forma de vaso tradicional do Uganda.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

  • Instrumentos musicais do Uganda
  • Membranofones percutidos
  • tambores em forma de vaso
  • Instrumentos começados por n

Baakisimba é um membranofone em forma de vaso tradicional do Uganda, da tribo Buganda, a maior do país. o povo Baganda situa-se no sul do Uganda. É tradicionalmente feito de madeira, embora atualmente possam ser encontrados feitos de outros materiais, como fibra de vidro.

O baakisimba tem um corpo cilíndrico com uma abertura estreita na extremidade inferior e uma abertura maior na extremidade superior. A membrana é esticada sobre a abertura maior, geralmente feita de pele de animal esticada e amarrada na borda. Essa membrana pode ser afinada para produzir diferentes tons, permitindo que o instrumento toque diferentes notas musicais.

Para tocar o baakisimba, o músico bate na membrana com as mãos ou com baquetas para produzir sons ritmados. É comumente usado em cerimónias tradicionais, rituais culturais e apresentações de danças tradicionais buganda, como a dança Baakisimba, da qual o instrumento recebe o nome.

O baakisimba é considerado um importante símbolo da identidade cultural da tribo Buganda e é valorizado por seu papel na música e na dança tradicional. Ele desempenha um papel central nas cerimónias importantes, como casamentos, coroações reais e festivais tradicionais.

(com IA)

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Uganda
  • Membranofones percutidos
  • tambores em forma de vaso
  • Instrumentos começados por b
Baakisimba, Uganda

Baakisimba, Uganda

Nay (também chamado ney, nye, nai) é um aerofone típico do Médio Oriente. Surgiu no Egito antigo onde se tornou comum. O termo ney em persa significa “cana”, e é o material de que é costume ser feito. Tem seis orifícios digitadores na parte da frente, e um na parte de trás. Faz parte do tradicional agrupamento arábico conhecido por takht, que inclui quatro instrumentos melódicos (oud, nay, qanun e violino) e um instrumento de percussão (riq, ou a tabla).

O nay é um instrumento de sopro feito tradicionalmente de cana, embora também possa ser feito de metal ou madeira. É tocado soprando diretamente na extremidade do instrumento, sem  palheta como em outros instrumentos de sopro.

O nay é geralmente utilizado para tocar música árabe e persa, mas também pode ser encontrado em outros géneros musicais, como música turca e até mesmo em alguns estilos de música jazz. É considerado um instrumento de destaque nas interpretações de música clássica árabe.

A técnica de tocar o nay envolve o uso de diferentes dedos para cobrir os orifícios na parte dianteira do instrumento, enquanto o orifício traseiro é usado para controlar a altura do som. Dessa forma, é possível produzir uma ampla variedade de notas musicais.

O nay tem uma sonoridade distinta e suave, característica da música do Médio Oriente. É muitas vezes usado para evocar um ambiente calmo e sereno, sendo considerado um símbolo de paz e espiritualidade.

ETIQUETAS

  • Instrumentos do Médio Oriente
  • Flautas de aresta
Nay, ney, aerofone, Médio Oriente

Nay, ney, aerofone, Médio Oriente