Haegeum é um cordofone de arco, de duas cordas, tocado em posição vertical, tradicional da Coreia, já mencionado no século XIII, derivado do antigo xiqin chinês.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
Janggo, também grafado como janggu ou chango, é um tambor bimembranofone tradicional da Coreia, reconhecível pelo seu formato característico de ampulheta. Este instrumento de percussão possui duas peles, geralmente de animal, esticadas em ambas as extremidades do corpo estreito e central do tambor. Uma característica fundamental do janggo é a presença de cordas que percorrem o corpo do instrumento, permitindo ajustar a tensão das peles e, consequentemente, a sua afinação.
O janggo é um instrumento versátil, capaz de produzir uma ampla gama de sons dependendo da forma como é percutido e da área da pele atingida. Uma das peles é mais grossa e produz um som mais grave e abafado quando tocada com uma baqueta mais macia, enquanto a outra pele é mais fina e produz um som mais agudo e estaladiço quando percutida com uma baqueta mais fina e dura. Esta dualidade sonora permite aos músicos explorar ritmos complexos e texturas sonoras variadas.
Taegum (daegeum, taekeum) é um instrumento musical do tipo aerofone da família das flautas traversas, feita de bambu, tradicional da Coreia (Ásia).
Nos instrumentos da categoria 4 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais (aerofones), o som é produzido principalmente pela vibração do ar ou pela sua passagem através de arestas ou palhetas: o instrumento por si só não vibra, nem há membranas ou cordas vibrantes.
Geomungo (komungo ou kum) é um cordofone originário da Coreia (Ásia) da família das cítaras, com pontes e trastes. Supõe-se que o nome se refere a Goguryeo e se traduz em “cítara Goguryeo” ou que se refere à cor e se traduz em “cítara negra”. Cítara de seis cordas de seda tocadas com plectro é considerado um instrumento nobre e pode ser utilizado como meio de aperfeiçoamento pessoal, papel em que imita o qin chinês. O seu som é suave e grave.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
Soduang, também grafado como So-duang, é um instrumento musical cordofone de arco, característico da região do Sudeste Asiático, particularmente encontrado na Tailândia e no Laos. A sua principal característica reside na sua simplicidade estrutural, possuindo tipicamente apenas duas cordas. Apesar do número reduzido de cordas, o Soduang é capaz de produzir uma variedade expressiva de sons e melodias, desempenhando um papel importante na música tradicional dessas culturas.
O corpo do Soduang é geralmente cilíndrico ou em forma de barril, frequentemente feito de madeira ou coco. Uma pele de animal, como a de cobra ou cabra, é esticada sobre uma das extremidades do corpo, funcionando como uma caixa de ressonância. As duas cordas, tradicionalmente feitas de seda ou, modernamente, de materiais sintéticos, estendem-se ao longo do corpo e passam sobre uma pequena ponte até as cravelhas de afinação na extremidade oposta.
O Soduang é tocado na vertical. O músico segura o instrumento no colo ou entre as pernas e usa um arco, geralmente feito de madeira e crina de cavalo, para friccionar as cordas. A mão esquerda é utilizada para pressionar as cordas em diferentes pontos ao longo do braço, alterando o seu comprimento vibratório e, consequentemente, a altura do som produzido. A técnica de execução exige destreza e sensibilidade para modular o tom e criar nuances musicais.
A sonoridade do Soduang é frequentemente descrita como suave e melancólica, com uma qualidade vocal expressiva. É utilizado tanto em apresentações solo quanto em conjuntos musicais, acompanhando cantores ou outros instrumentos. Na música tradicional tailandesa e laosiana, o Soduang pode ser ouvido em diversos contextos, desde cerimónias religiosas e festivais até apresentações de música clássica e folclórica. A sua simplicidade estrutural contrasta com a sua capacidade de produzir melodias complexas e emotivas, tornando-o um instrumento valioso e apreciado na sua região de origem.
Janggu, também grafado janggo ou chango, é um membranofone tradicional da Coreia, reconhecível pela sua distinta forma de ampulheta, semelhante ao Damaroo indiano. Este instrumento de percussão é composto por um corpo central estreito, geralmente feito de madeira, com duas peles de animal esticadas em ambas as extremidades mais largas. A tensão destas peles é ajustável através de um sistema de cordas que percorrem o corpo do instrumento, permitindo ao músico controlar a afinação e o timbre de cada extremidade de forma independente.
A técnica de tocar o Janggu é versátil e complexa. Geralmente, o instrumento é posicionado horizontalmente à frente do músico, que utiliza diferentes tipos de baquetas para percutir as peles. Uma das extremidades, conhecida como gungpyeon, é geralmente tocada com uma baqueta mais grossa e suave, produzindo um som grave e abafado. A outra extremidade, chamada chaeppyeon, é percutida com uma baqueta mais fina e rija, resultando num som agudo e estaladiço. Esta dualidade sonora permite a criação de ritmos complexos e texturas rítmicas ricas.
O Janggu desempenha um papel fundamental em diversos géneros da música tradicional coreana, desde a música folclórica e camponesa (Nongak) até à música clássica da corte (Jeongak) e às formas de arte performativas como o Pansori e o Sanjo. A sua capacidade de produzir uma ampla gama de sons rítmicos e a sua flexibilidade tonal tornam-no um instrumento essencial para estabelecer o ritmo base e adicionar camadas de percussão intrincadas.
A importância cultural do Janggu é inegável, sendo um dos instrumentos mais onipresentes na música coreana. A sua forma única e a sua sonoridade característica são facilmente identificáveis, e o seu papel central em tantas formas musicais tradicionais sublinha a sua relevância contínua na Coreia moderna. A habilidade dos percussionistas de Janggu em coordenar os toques nas duas extremidades com diferentes baquetas demonstra um alto nível de destreza e musicalidade, tornando-o um instrumento vibrante e essencial na paisagem sonora coreana.
Danso é um aerofone coreano feito de cana de bambu, da família das flautas verticais.
Nos instrumentos da categoria 4 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais (aerofones), o som é produzido principalmente pela vibração do ar ou pela sua passagem através de arestas ou palhetas: o instrumento por si só não vibra, nem há membranas ou cordas vibrantes.
Yanggeum é um cordofone coreano equivalente ao tympanon europeu, do qual de facto deriva. Chegou à Coreia no século XVIII, proveniente da China. Comporta 14 cordas quádruplas de metal percutidas por baquetas de bambu. É atualmente usado em agrupamentos de música aristocrática.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
Kkwaenggwari é um pequeno gongo coreano de som muito estridente percutido por uma baqueta dura.
Situa-se na categoria 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida.
Komungo (geomungo ou hyeongeum) é um instrumento musical coreano do tipo cordofone, da família das cítaras, com pontes e trastes. Supõe-se que o nome se refere a Goguryeo e se traduz em “cítara Goguryeo” ou que se refere à cor e se traduz em “cítara negra”.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.