Instrumentos musicais de todo o continente africano

Segaba é um instrumento tradicional do Botswana (África) do tipo cordofone, de arco, de uma só corda.

Traditional Music in Botswana, Elizabeth N. Wood, in The Black Perspective in Music Vol. 13, No. 1 (Spring, 1985), pp. 13-30.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.

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  • Instrumentos musicais do Botswana
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
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Moropa é um instrumento musical tradicional da África do Sul e do Botswana. Aparece no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. O grupo que inclui quase todos os tambores, incluindo os tímpanos e os tom-tons.

Exemplar produzido na África do Sul, 1879; coleção: Percival Kirby Musical Instruments, povo Pedi, South African College of Music, créditos Sean Wilson

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

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  • Instrumentos musicais da África do Sul
  • tambores percutidos
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cordofone de arco, o Segankuru é um dos mais típicos instrumentos tradicionais do Botswana. Outros instrumentos fazem parte da tradição musical deste país africano, como matlhowa (leg rattle), marapo (ossos), yikandiso (clavas) e ngendjo (sinos) [idiofones]; moropa e kika (membranofones); lonaka-la-phala, lepatata, lonaka la tholo e lengwane (aerofones); segaba, cordofone de arco de uma só corda, lengope (arco de boca) e segwana, feito de cabaça.

Bibliografia:

Traditional Music in Botswana, Elizabeth N. Wood, in The Black Perspective in Music Vol. 13, No. 1 (Spring, 1985), pp. 13-30.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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  • Instrumentos musicais do Botswana
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
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Begena é um instrumento musical do tipo cordofone, da família das liras, tradicional da Etiópia (África). A tradição oral identifica o instrumento com o kinnor do antigo Israel, tocado por David para o rei Saúl, e teria sido levado para África por Menelik I. Embora a sua origem não seja clara, aparece em manuscritos locais do século XV.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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  • Instrumentos musicais da Etiópia
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Família das liras
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Masinko é um cordofone de arco tradicional da Etiópia e um dos instrumentos mais difundidos no país, juntamente com o krar, washint, begena, kebero e tom-tom. Instrumento de uma corda, é utilizado por diversos povos, designadamente os Amhara e Oromo. Nas regiões montanhosas aprende-se a tocar masinko desde tenra idade, especialmente no Norte, à volta de Gondar.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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  • Instrumentos musicais da Etiópia
  • Instrumentos de corda friccionada
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Senasel é um sistrum (chincalho), instrumento do tipo idiofone, de metal, utilizado na Etiópia, na música litúrgica cristã ortodoxa. O clero usa maqwamiya para manter o ritmo e as igrejas rurais históricas utilizam o dawal para chamarem os fiéis à oração. É utilizado ainda um pequeno gongo chamado qachel.

É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida). Na categoria 1 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, o som é produzido primariamente pela vibração do corpo do instrumento ou por alguma de suas partes, mas esta vibração deve-se à própria elasticidade do material, sem tensão adicional nem cordas, membranas ou colunas de ar.

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  • Instrumentos musicais da Etiópia
  • Família dos sistros
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Toom é um lamelofone utilizado pelos Nuer, Anuak, Majangir, Surma e outros grupos na Etiópia.

O instrumento é um idiofone beliscado que se encontra no índice 12 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. As suas partes vibrantes são colocadas em vibração ao serem beliscadas ou dedilhadas.

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  • Lamelofones dedilhados
  • Instrumentos musicais da etiópia
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Cimboa (ou cimbó) é um cordofone de arco originário de Cabo Verde tradicionalmente usado para acompanhar as danças de batuque. Foi um dos primeiros instrumentos de corda a chegar em Cabo Verde. É constituído pelo instrumento propriamente dito e um arco. O instrumento possui um braço ligado a uma caixa de ressonância. A caixa é feita a partir de uma cabaça, ou quando esta é difícil de encontrar, de coco, com um tampo harmónico de pele de cabrito esticada, fixa através de varetas de caniço. A partir da caixa sai um braço fabricado com uma madeira flexível. Na extremidade do braço encontra-se uma cravelha de mogno para afinar a única corda do instrumento, que está tendida entre uma pestana incrustada no braço e um cavalete situado sobre o tampo harmónico.

O som é obtido friccionando o arco sobre a corda feita de crina de cavalo. O arco é feito de uma peça de madeira encurvada e de uma corda, também ela de crina, untada de breu. A altura das notas é conseguida pressionando a corda em diversos pontos do braço, mas o facto de o braço ser flexível torna possível obter mudanças na altura das notas arqueando o braço. Sobre a origem exata do instrumento pouco se sabe, a não ser que veio da África continental.

No entanto, foi assinalada a semelhança da cimboa com instrumentos africanos situados a milhares de quilómetros de distância, entre os quais o kiki dos dazas do Tibesti e de Borcu, o nini dos zagauas, o fini dos canembus, e ainda o kiki dos mabas da região de Uadai. Embora tenha ressurgido a construção deste instrumento, ele é mais utilizado como peça decorativa, e não como instrumento musical que se use.

Era tradicionalmente ouvida em rodas de batuque em celebrações de casamento e batizados. Monocórdico e tocado como um violino, faz parte da família dos alaúdes, com caixas de ressonância com um formato arredondado, semelhante a uma gota. A caixa da cimboa é feita a partir da cabaça, ou do coco, com um tampo harmônico de pele de cabrito esticada, fixada através de varetas de pescar. A partir da caixa sai um braço feito com pinha, uma madeira flexível. Na extremidade desse braço encontra-se uma outra peça de madeira, a cravelha de mogno, utilizada para afinar a única corda do instrumento.

O som é obtido através da fricção do arco sobre a corda, que é feita de crina de cavalo. Já o arco é feito de uma peça de madeira encurvada e também de uma corda de crina de cavalo, untada de breu.

Embora a cimboa seja um importante elemento cultural de Cabo Verde, o seu uso quase desaparecera, ficando apenas como peça decorativa. A razão do seu desuso não é clara, mas acredita-se que isto possa estar relacionado com a falta de cavalos no país, que é fonte de uma de suas principais matérias-primas, a crina de cavalo. Há também hipóteses de que o instrumento musical perdeu sua popularidade por conta de sua associação com a classe mais pobre da sociedade. Não sendo bem recebida nos salões das classes mais altas, a cimboa teria sido substituída pelos instrumentos de corda europeus.

O atêlie de construção da cimboa, “Preservação da Memória da Cimboa”, apoiado pela UNESCO (2008), ajudou a resgatar o uso deste precioso patrimônio imaterial de Cabo Verde. O projeto permitiu que cerca de 150 jovens aprendessem a construir e tocar a cimboa, além de divulgá-la e promovê-la em escolas e eventos culturais. Hoje, artistas de renome no cenário nacional têm incorporado a cimboa em diferentes géneros musicais, incluindo o jazz, blues e a música clássica.

Fontes: Centro Cultural Português em Cabo Verde, Wikipédia

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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Cimboa, cordofone de arco, Cabo Verde

Cimboa, cordofone de arco, Cabo Verde

Ferrinho é um idiofone essencial no Funaná Cabo-Verdiano da família dos idiofones de raspagem. A sua estrutura é simples, consistindo numa barra de metal rugosa, usualmente de ferro, posta a vibrar através da fricção de um segundo objeto metálico. É segurado verticalmente. O instrumentista apoia a extremidade inferior da barra na palma de uma mão e a extremidade superior no seu ombro. Com a mão livre, segura um objeto metálico (haste) horizontalmente e desliza-o pela barra de ferrinho num movimento contínuo de vai-e-vem vertical, gerando o som característico de raspagem. Quando feito sob encomenda, o ferrinho costuma ter cerca de 90 cm de comprimento e, por vezes, uma secção em formato de «L» para melhorar a pega e o manuseamento.

O ferrinho desempenha um papel crucial na música tradicional de Cabo Verde. É o instrumento responsável por marcar o ritmo característico do funaná, um vibrante género musical cabo-verdiano.

O nome «ferrinho» terá derivado de «ferrinhos», o termo usado em Portugal para designar o triângulo (outro instrumento de metal). Apesar da semelhança nominal, o ferrinho é mecanicamente mais próximo de instrumentos como o reco-reco (que também é um idiofone de raspagem) do que do triângulo, que é um idiofone de percussão direta.

Em São Tomé e Príncipe, não ultrapassa 25 cm, sendo constituído por um chapa de zinco e dois ferros.

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Ferrinho, Gino Branco, Cabo Verde

Ferrinho, Gino Branco, Cabo Verde

Adeudeu (como adungu) é uma harpa arqueada tradicional do Quénia (África).

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. 

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  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Família das harpas arqueadas
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