Instrumentos musicais de todo o continente africano

Batuque, ou tam-tam, é um unimembranofone tradicional de Angola (África) tipicamente utilizado pelos Mbundu. Existem vários tipos de batuque com diferenças no tamanho, forma, elementos decorativos e material de que são feitos. O batuque serviu antigamente como forma de comunicação.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Membranofones percutidos
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Goje é um instrumento de uma corda friccionada com arco semelhante a outros cordofones da África Ocidental: goje, goge, gonjey, gonje, njarka, n’ko e nyanyeru.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
ETIQUETAS
  • Instrumentos musicais da África Ocidental
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
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Negarit, ou nagarit, é um membranofone percutido com pau curvo, tradicional da Etiópia (África). Foi utilizado em funções litúrgicas e para proclamações reais.
Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.
  • Instrumentos musicais da Etiópia
  • tambores percutidos
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Gembri (também grafado como gumbri, guembri, gambri, guember) é um fascinante instrumento de corda dedilhada com raízes profundas na música do Norte de África, particularmente em Marrocos, Argélia, Tunísia e Mali. Derivado do ngoni, um alaúde tradicional da África Ocidental, o gembri possui características únicas que o distinguem e lhe conferem um papel especial nas tradições musicais dessas regiões.

Características Físicas e Construção:

Corpo: O corpo do gembri é geralmente feito de uma caixa de ressonância retangular ou trapezoidal, frequentemente construída a partir de madeira ou, tradicionalmente, de um tronco de árvore oco coberto com pele de camelo ou cabra esticada. Esta pele vibrante atua como uma membrana, semelhante à de um banjo, produzindo um som característico e ressonante.

Braço: Um braço longo e geralmente sem trastes estende-se a partir do corpo. Tradicionalmente, este braço pode ser feito do mesmo material que o corpo ou de uma madeira diferente. A ausência de trastos permite uma maior flexibilidade nas afinações e na produção de microtons, importantes em muitas músicas tradicionais do Norte de África.

Cordas: O número de cordas varia, mas geralmente possui de duas a três cordas feitas tradicionalmente de tripa animal ou, mais modernamente, de nylon. Estas cordas são afinadas em intervalos específicos, que podem variar dependendo da região e da tradição musical.

Ponte: Uma pequena ponte de madeira ou osso eleva as cordas acima da membrana, permitindo a sua vibração.

Pestana: Uma pestana no topo do braço guia as cordas até as cravelhas de afinação.

Decoração: Os gembri podem apresentar decorações entalhadas no corpo e no braço, ou serem adornados com contas e outros materiais, refletindo a estética e a identidade cultural do seu construtor e utilizador.

Som e Técnica de Execução:

Som: O som do gembri é geralmente descrito como profundo, ressonante e com uma qualidade percussiva devido à membrana de pele. As cordas dedilhadas produzem notas distintas que se misturam com a vibração da pele, criando uma textura sonora rica e terrosa.
Técnica: O gembri é tradicionalmente tocado dedilhando as cordas com os dedos de uma mão, enquanto a outra mão pode ser usada para manipular a tensão da pele ou produzir efeitos percussivos no corpo do instrumento. A ausência de trastes permite a execução de glissandos e microtons, elementos importantes na música gnawa e em outras tradições musicais do Norte de África.

Papel Cultural e Musical:

Música Gnawa: O gembri é um instrumento central na música gnawa de Marrocos e de partes da Argélia. Nos rituais gnawa (lila), o gembri é tocado pelo maâlem (mestre músico), que lidera as cerimónias espirituais através da sua música hipnótica e ritmada. O som profundo do gembri é considerado a voz do camelo, um animal com fortes conotações espirituais na cultura gnawa.

Outras Tradições Musicais: Além da música gnawa, o gembri também é encontrado em outras tradições musicais do Norte de África, onde desempenha papéis variados, desde acompanhamento melódico até à criação de ritmos de dança.

Evolução e Influências: Como derivado do ngoni, o gembri partilha uma linhagem com outros instrumentos de corda da África Ocidental. Ao longo do tempo, adaptou-se aos contextos culturais e musicais do Norte de África, desenvolvendo características próprias.

Em resumo, o gembri é mais do que um simples instrumento musical; é um artefacto cultural carregado de história e significado. O seu som único e a sua ligação profunda com tradições musicais como a gnawa fazem dele um elemento essencial da paisagem sonora do Norte de África.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Marrocos
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Instrumentos começados por g
Gembri, Norte de África

Gembri, Norte de África

Guember, também conhecido por gumbri, guembri, gambri ou guember, é um instrumento de corda dedilhada com raízes profundas na música do Norte de África, nomeadamente em Marrocos, Tunísia, Argélia e Mali. Descendente do ngoni da África Ocidental, o guember possui características distintas que o singularizam.

O seu corpo, geralmente retangular ou trapezoidal, é tradicionalmente construído a partir de um tronco oco coberto por uma pele esticada de camelo ou cabra, funcionando como uma membrana ressonante similar à de um banjo. Um braço longo, tipicamente sem trastes, estende-se do corpo, permitindo grande flexibilidade nas afinações e na produção de microtons característicos da música regional.

O número de cordas varia, mas usualmente apresenta duas ou três, feitas tradicionalmente de tripa animal ou, modernamente, de nylon. Estas são elevadas por uma pequena ponte sobre a membrana e guiadas por uma pestana até às cravelhas de afinação. O instrumento pode exibir decorações entalhadas ou adornos diversos, refletindo a estética cultural.

O som do guember é profundo, ressonante e percussivo devido à pele vibrante. É tocado dedilhando as cordas, enquanto a outra mão pode manipular a tensão da pele para efeitos sonoros adicionais. É um instrumento central na música gnawa de Marrocos e Argélia, onde o maâlem (mestre músico) o utiliza nos rituais espirituais (lila). O seu som grave é associado à voz do camelo, simbolicamente importante na cultura gnawa. Além da música gnawa, o guember também integra outras tradições musicais do Norte de África, desempenhando papéis melódicos e rítmicos. A sua evolução a partir do ngoni demonstra a adaptação e a importância cultural deste instrumento na paisagem sonora da região.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Marrocos
  • Instrumentos de corda dedilhada
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Guember, Rabat, Marrocos

Guember, Rabat, Marrocos

Thomo é um arco musical tradicional do povo Basotho, na África do Sul. Arco de boca, ou musical bow, mouth bow, em Inglês – é um instrumento musical formado por um arco de pau e uma corda. Não tem caixa de ressonância mas pode ter ressoadores externos em forma de cabaça. A boca funciona, em alguns casos, como caixa de ressonância. Pode ser friccionado ou percutido. Existe em vários países do mundo (berimbau, no Brasil, e entre os índios da América do Norte).
  • Instrumentos musicais da África do Sul
  • Família dos arcos musicais
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Gwoje é um instrumento de corda fricionada comum entre os Hausa do Norte da Nigéria (África).
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.
ETIQUETAS
  • Instrumentos musicais da Nigéria
  • Instrumentos de corda friccionada
  • Cordofones de arco
  • Instrumentos começados por g
Janzi é um cordofone dedilhado tradicional do Uganda.
Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas em tensão.
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  • Instrumentos musicais do Uganda
  • Instrumentos de corda dedilhada
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Tabala é um tambor grande de madeira em forma de vaso, com pele de camelo tradicional da Mauritânia (África). O termo tabala designa também outros membranofones, incluindo a tablah indiana.

Tabala no Senegal designa um bimembranofone de aro baixo e cerca de 40 cm de diâmetro, feito de duas peles de animal tensionadas.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais da Mauritânia
  • tambores percutidos
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Tabala, Mauritânia

Tabala, Mauritânia

Axatze é um idiofone de fricção constituído por uma cabaça seca envolvida por uma rede de sementes tradicional do Gana. O mesmo que xequerê, shekere, abê, agbê (Nigéria), chequere (Libéria), lilolo (Gana), calabash, calebasse ou calabaza.
Situa-se no índice 13. do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Nestes idiofones, o som produz-se por fricção ou raspagem.
ETIQUETAS
  • Instrumentos tradicionais do Gana
  • Idiofones de fricção
  • Instrumentos começados por a