Instrumentos musicais de todo o continente africano

Xirupe é um instrumento do tipo flauta classificado como aerofone ou instrumento de sopro. Compõe-se de uma cabaça (massala ou outro fruto) e de um caniço grosso contendo três furos. A cabaça tem dois orifícios opostos sendo um deles utilizado para introduzir o caniço. Para fixar o caniço à cabaça usa-se normalmente barro, fio de «npejha» ou mesmo alcatrão.

O tocador segura o xirupe com a mão esquerda e sopra o orifício da cabaça ao mesmo tempo que com os dedos da outra mão vai tapando e destapando os furos do caniço para variar o som.

O xirupe pode ser encontrado nas Províncias de Gaza (onde tem o nome de xiropi) e de Maputo (sendo conhecido no Distrito de Magude par Tonguane). Normalmente utilizado pelos pastores, também é tocado para simples divertimento. É tocado individualmente, não sendo acompanhado de outros instrumentos ou canções.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

É um instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta – no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Instrumentos de sopro de aresta
  • Família das flautas
  • Instrumentos começados por x
Xirupe, Moçambique

Xirupe, Moçambique

O tsudi é um instrumento aerófono do tipo flauta, em que o som é produzido pelo sopro do tocador. É constituído por um tubo de caniço (ou bambu) com uma abertura na parte superior onde o tocador sopra.

O tsudi é tocado na dança Xinveca, dançada geralmente por jovens, normalmente em noites de luar, por ocasião de festas ou em momentos de alegria. Nesta dança utilizam-se pelo menos seis flautas (de vários tamanhos), produzindo cada uma delas sons diferentes. Os dançarinos formam um círculo, dançando ora num sentido ora noutro. Por vezes, enquanto vão tocando a flauta, seguram na outra mão um chocalho.

Podemos encontrar o tsudi na Província de Inhambane (nos distritos de ZavaJa, Inharrime, Maxixe e Morrumbene) e na Província de Maputo.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

É um instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta – no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Aerofones de aresta
  • Família das flautas
  • Instrumentos começados por t
Chitata, Moçambique

Chitata, Moçambique

Chitata é um tipo de piano de mão, que faz parte dos idiofones afinados.

É constituído por uma tábua de madeira ou cavalete, na qual estão fixadas várias palhetas de ferro através de rim ou mais travessões metálicos. O cavalete é colocado sobre ou dentro de uma cabaça, que serve de caixa de ressonância. O tocador, metendo as mãos dentro da cabaça, utiliza os dois polegares e o indicador da mão direita para dedilhar as palhetas. Também se podem pôr na cabaça chocalhos ou tampinhas para produzir mais sons.

Podemos encontrar este instrumento espalhado por todo o Centro e Norte do País, com algumas variações tanto no nome como na forma.

Em Cabo Delgado, Nampula e Niassa, entre os macuas, é vulgar o uso da chitata. Na Província da Zambézia, este instrumento toma o nome de cassasse.

Em Tete, a chitata é conhecida por sansi. Existe também a kalimba, em que a boca da cabaça é coberta por uma pele de animal.

Nas províncias de Manica e de Sofala existe a mbira e em Inhambane na localidade de Mabote, a malimba. A chitata acompanha normalmente canções.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

O instrumento é um idiofone beliscado que se encontra no índice 12 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. As suas partes vibrantes são colocadas em vibração ao serem beliscadas ou dedilhadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Idiofones beliscados
  • Instrumentos começados por c
Chitata, Moçambique

Chitata, Moçambique

Chipendane é um arco musical pertencente ao grupo dos instrumentos de corda. É composto por três partes: o arco de madeira, que possui uma saliência de forma cilíndrica; um fio de arame que está ligado ao meio do arco e uma varinha, que serve para bater no arame. O pequeno fio que une a corda maior ao centro do arco, pode ser afastado mais para a esquerda ou para a direita, variando assim o som.

Ao tocar, o músico coloca a boca sobre o arco, segurando a madeira entre os dentes, para fazer de caixa de ressonância. O chipendane existe no nosso País, nas Províncias de Tete, Manica, Inhambane, Gaza e Maputo. É normalmente tocado por homens de todas as idades, como forma de entretenimento, servindo muitas vezes de companheiro das longas marchas.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

O instrumento situa-se no índice 31 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, cordofones simples compostos de cordas esticadas em um suporte, sem caixa de ressonância, neste caso.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Arcos musicais
  • Instrumentos começados por c
Chipendane, Moçambique

Chipendane, Moçambique

Chigovia é um instrumento musical do tipo aerofone.

“Para tocá-lo, o instrumentista sopra o buraco maior, enquanto que com os dedos vai tapando e destapando os outros dois buracos, para variar o som. É feito de um fruto redondo, que tanto pode ser massala, macuácua ou mabuma. No entanto, na ausência destes frutos, pode ser feito de barro. O número de orifícios também pode variar, e isto é consoante a habilidade do tocador. Este instrumento existe em abundância nas Províncias de Maputo, Gaza e Inhambane. Em Maputo pode também ter o nome de chibwewe. Na Província de Sofala existe no distrito do Búzi, com o nome de gorigo ou guerure.

É principalmente utilizado por pastores enquanto encaminham o gado, e também pelas raparigas quando vão à machamba ou ao poço buscar água. Normalmente é acompanhado de canções e por outros instrumentos iguais.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

É um instrumento de sopro do grupo 421 – aerofones com sopro em aresta – no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Aerofones de aresta
  • Instrumentos começados por c
Chigovia, Moçambique

Chigovia, Moçambique

Bendi ou babiton é um cordofone (cujo som é produzido pelo dedilhar de uma corda). É composto de um tambor de madeira forrado num dos lados com uma membrana de pele de animal, que possui no centro um orifício. Deste orifício parte uma corda que tem na outra extremidade uma vara.

Para tocar, coloca-se a vara sobre o tambor, de modo a esticar a corda que, ao ser dedilhada, produz sons fortes e baixos. O tambor serve de caixa de ressonância.

O bendi existe em vários distritos da Província de Tete, muito embora hoje em dia se faça também com uma simples caixa de madeira oca, que substitui o tambor. É utilizado como acompanhamento de outros instrumentos musicais como o banjo, alguns tambores e chocalhos de mão.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Moçambique
  • Instrumentos começados por b
Bendi, Moçambique

Bendi, Moçambique

Dondon, também conhecido como donno, é um membranofone tradicional do Gana, na África Ocidental, com formato característico de ampulheta. Este instrumento de percussão possui duas membranas, feitas de pele de animal, esticadas em ambas as extremidades do corpo em forma de ampulheta. Uma rede intrincada de cordas de tensão conecta as duas membranas ao longo do corpo do instrumento.

A singularidade do Dondon reside na sua capacidade de alterar a altura do som durante a execução. O músico segura o instrumento sob o braço e aperta ou relaxa as cordas de tensão com a mão livre enquanto percute as membranas com uma baqueta curva. Ao apertar as cordas, a tensão nas membranas aumenta, elevando a altura do som, e ao relaxá-las, a altura diminui. Esta técnica habilidosa permite ao tocador imitar os tons e ritmos da fala humana, conferindo ao Dondon um papel comunicativo e expressivo na música e na cultura ganenses.

O Dondon desempenha um papel crucial em diversas cerimónias sociais e eventos culturais no Gana, desde festivais e funerais até à comunicação de mensagens e à marcação de danças.

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Gana
  • tambores percutidos
  • tambores em forma de ampulheta
  • Instrumentos começados por d
Dondon, ou donno, Gana

Dondon, ou donno, Gana

Ngoma é um tambor alto e cilíndrico, semelhante à conga, tradicional de Angola (África). Produz um som grave parecido com o do bombo. É tradicionalmente usado pelos Mbundu, Ovimbundu, Côkwe, Khumbi, Kioko, Kikongo, Kilengue, Ganguela, Luimbe, Songo e Minungo. 

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Angola
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por n
Ngoma da marca Remo

Ngoma da marca Remo

Mukupela é um tambor usado pela etnia Chokwe, em Angola, África. Usado em danças e rituais, servia também para comunicar de aldeia para aldeia. 

Através de variações no ritmo, na intensidade e na sequência dos toques, mensagens codificadas podiam ser transmitidas a longas distâncias, servindo como um sistema de telégrafo sonoro. Esta capacidade de comunicação à distância sublinha a sofisticação e a importância do mukupela na organização social e na manutenção de laços entre as comunidades Chokwe.

A construção e o formato do mukupela podem variar, mas geralmente apresenta um corpo cilíndrico feito de madeira, com uma ou duas membranas de pele de animal tensionadas. A forma de tocar envolve o uso das mãos ou de baquetas, dependendo do contexto e do som desejado. 

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais de Angola
  • tambores percutidos
  • Instrumentos começados por m
Mukupela, chokwe, Angola, 2ª metade do século XX

Mukupela, chokwe, Angola, 2ª metade do século XX

Matepe, também conhecido como hera, é um lamelofone dedilhado tradicional do nordeste do Zimbabwe, particularmente importante para os povos Sena Tonga e Kore-Kore, subgrupos do vasto povo Shona. Este instrumento musical é um dos cinco principais tipos de mbira tocados no Zimbabwe, o que realça a sua relevância cultural na região.

O matepe caracteriza-se por um conjunto de lâminas de metal, fixadas numa placa de madeira. Estas lâminas, quando dedilhadas com os polegares e, por vezes, um dedo indicador, vibram e produzem uma série de tons melódicos e harmónicos. A caixa de ressonância, frequentemente feita de uma cabaça ou de madeira esculpida, amplifica o som delicado e ressonante das lâminas.

A música produzida pelo matepe desempenha um papel significativo em cerimónias religiosas, celebrações sociais e na transmissão de histórias e tradições dentro das comunidades Sena Tonga e Kore-Kore. 

O instrumento é um idiofone beliscado que se encontra no índice 12 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. As suas partes vibrantes são colocadas em vibração ao serem beliscadas ou dedilhadas.

ETIQUETAS

  • Instrumentos musicais do Zimbabwe
  • Lamelofones dedilhados
  • Instrumentos começados por m
Matepe, lamelofone de dedo, Zimbabwe

Matepe, lamelofone de dedo, Zimbabwe