Instrumentos musicais de todo o continente africano

Cutil é um tambor em forma de taça feito de madeira, revestida com pele de cabra, o tambor médio do chamado “tambor de Mandinga”, tradicional da Guiné-Bissau. O tambor de Mandinga é um instrumento musical usado pelas etnias Mandinga (um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental), Fula (grupo étnico que compreende várias populações espalhadas pela África Ocidental) e Biafada (etnia que se encontra na Guiné-Bissau, Senegal e Gâmbia). É constituído por três tambores de tamanhos diferentes, cada um com o seu nome e som. O mais alto tem o nome de sabaro, que significa “cabeça do tambor”; o menor tem o nome de “cutildim“, que significa “tambor pequeno”. O instrumento é usado nas “djanbadon” (manifestações), casamentos, colheitas e cerimónias de divindades.

Colaboração: Wilson da Silva

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

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  • tambores percutidos
  • tambores em forma de taça
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Sabaro, que significa “cabeça do tambor” (também chamado “sarouba”) é um tambor em forma de taça feito de madeira com pele de cabra, tocado com pequeno bastão. Na Guiné-Bissau é o instrumento mais alto do conjunto chamado “tambor de Mandinga”. O tambor de Mandinga é um instrumento musical usado pelas etnias Mandinga, ou Mandinka (um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental), Fula (grupo étnico que compreende várias populações espalhadas pela África Ocidental) e Biafada (etnia que se encontra na Guiné-Bissau, Senegal e Gâmbia). É constituído por três tambores de tamanhos diferentes, cada um com o seu nome e som. O tambor médio é chamado “cutil“; o menor tem o nome de “cutildim“, que significa “tambor pequeno”. O instrumento é usado nas “djanbadon” (manifestações), casamentos, colheitas e cerimónias de divindades.

Colaboração: Wilson da Silva

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

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Ondam é um membranofone tradicional da etnia Papéis, na Guiné-Bissau (África Ocidental). É utilizado na cerimónia de toca-choro nas das balobas e dos balobeiros. O termo Baloba remete para a dimensão física do terreiro que simboliza o lugar onde as incorporadoras da ancestralidade, as Balobeiras, vivem nas matas sagradas e fazem as consultas espirituais. (Por dentro da África). O ondam é acompanhado por outros dois, um médio e outro agudo. Quem toca o maior, o principal, tem de conhecer a linhagem da pessoa falecida chamada do mundo dos mortos.Cada reino da etnia Papéis de Bissau tem este instrumento. O menor e mais agudo é chamado “bruntom” e marca o compasso no momento de toca-choro. Este instrumento não pode ser transportado de qualquer maneira: para se deslocar de um lado para outro tem que haver uma pequena cerimónia em que aguardente é derramada no chão como pedido de autorização às divindades.

Colaboração: Wilson da Silva

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

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Sadjo (coco de manga) é um idiofone de agitação utilizado por toda a Guiné-Bissau (África Ocidental) e especialmente associado à mulher e à dança. Trata-se de um conjunto entre 10 e 15 sementes de manga secas, enfiadas num cordel e colocadas à volta do tornozelo para marcar e ampliar o ritmo. As sementes contêm no interior pedrinhas muito pequenas que foram colocadas com o objetivo de produzir sons. Os cocos de mango são usados em diversas festas populares em que participam homens e mulheres. Considerado corriqueiro e comum por ser de muito fácil construção, é um instrumento muito popular na Guiné-Bissau.

Colaboração: Wilson da Silva

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida).

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Ontambor é um membranofone tradicional da etnia Mancanha na Guiné-Bissau (África Ocidental). É usado em manifestações, festas das colheitas e empossamento dos régulos. Também é tocado na udance (dança tradicional mancanha), acompanhado pelo uneca.

Colaboração: Wilson da Silva

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

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Ontina é o nome dado na etnia manjacas à tina, também chamada tambor de água. É um instrumento musical utilizado na Guiné-Bissau (África Ocidental), na província, no norte, e nas cidades. Consiste em tambores cortados ao meio e cheio de água onde se coloca uma cabaça hemisférica que é percutida com as mãos. Instrumento muitas vezes associado à vida na cidade, a tina é utilizada em festas, casamentos e atividades recreativas de mandjuandades (pessoas da mesma idade) e a cerimónia de “choro” das pessoas idosas, que acontece uma semana após o funeral. É um instrumento de ressonância com um som cavo (“baixo zumbido”). Serve de base rítmica a canções e dançarinos, quase sempre acompanhada com palmas. De acordo com o Atlas dos Instrumentos da Guiné-Bissau, habitualmente é tocado por duas pessoas, sentadas ou agachadas, uma que toca com as mãos, abertas ou fechadas, em cima da cabaça, e outra que no recipiente (tanque) com duas baquetas de metal. O som ressoa na água.

Baseado em Manual de Apoio aos Cursos de Artes Performativas, Bissau

Colaboração: Wilson da Silva

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Karinyan, também conhecido como ou nege, é um idiofone de percussão direta originário da Gâmbia. Este instrumento tradicional da cultura Mandinka tem a forma de sino tubular, distinguindo-se dos sinos ocidentais mais comuns pela sua estrutura alongada. 

Desempenha um papel específico e culturalmente significativo dentro da comunidade Mandinka. É tradicionalmente tocado por mulheres, que o utilizam como acompanhamento rítmico para os seus cantos. A percussão direta no corpo metálico do instrumento gera um som que complementa as melodias vocais, enriquecendo as performances musicais e as expressões culturais.

A sua utilização exclusiva por mulheres da cultura Mandinka sublinha a importância do instrumento dentro das práticas sociais e musicais femininas na Gâmbia. O som característico do karinyan, juntamente com o canto, cria uma forma de expressão artística única e enraizada na tradição local, transmitindo histórias, emoções e conhecimentos através das gerações. 

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida).

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Karinyan, Gâmbia

Karinyan, Gâmbia

Mondol, também grafado mandole ou mandol, é um instrumento de corda dedilhada originário da Argélia e amplamente utilizado no Norte de África. Caracteriza-se pelo seu corpo em forma de lágrima, semelhante ao alaúde ou à Bandolim, mas geralmente maior. Distingue-se principalmente pelo número de cordas, que varia entre oito, dez ou doze, dispostas em ordens duplas, tal como a Bandolim.

Estas ordens duplas de cordas são afinadas em uníssono ou em oitavas, proporcionando um som rico e encorpado. O braço do mandole é trastejado, permitindo a execução de melodias e acordes com clareza e precisão. Tradicionalmente, as cordas eram feitas de tripa, mas atualmente são mais comuns as cordas de metal.

O mandole desempenha um papel crucial na música folclórica e popular do Norte de África, acompanhando frequentemente cantores e outros instrumentos. É um elemento essencial em diversos géneros musicais da região, contribuindo com a sua sonoridade distintiva para a identidade musical local. A sua construção e afinação podem variar ligeiramente entre diferentes regiões e tradições musicais dentro do Norte de África, refletindo a diversidade cultural da área. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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  • Instrumentos musicais do Norte de África
  • Instrumentos de corda dedilhada
  • Cordofones do tipo alaúde
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Mondol, mandole, Argélia

Mondol, mandole, Argélia

Mandol, mandol ou mondol, é um instrumento de corda dedilhada da Argélia e amplamente utilizado no Norte de África. Tem corpo em forma de lágrima, semelhante ao alaúde ou à Bandolim, mas maior. Distingue-se principalmente pelo número de cordas, que varia entre oito, dez ou doze, dispostas em ordens duplas, tal como a Bandolim.

Estas ordens duplas de cordas são afinadas em uníssono ou em oitavas, proporcionando um som rico e encorpado. O braço do mandole é trastejado, permitindo a execução de melodias e acordes com clareza e precisão. Tradicionalmente, as cordas eram feitas de tripa, mas atualmente são mais comuns as cordas de metal.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável.

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  • Instrumentos musicais da Argélia
  • cordofones do tipo alaúde
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Mandol, mandole

Mandol, mandole

Mandole, também conhecido como mandol ou mondol, é um instrumento de corda dedilhada originário da Argélia e amplamente utilizado no Norte de África. Caracteriza-se pelo seu corpo em forma de lágrima, semelhante ao alaúde ou à Bandolim, mas geralmente maior. Distingue-se principalmente pelo número de cordas, que varia entre oito, dez ou doze, dispostas em ordens duplas, tal como a Bandolim.

Estas ordens duplas de cordas são afinadas em uníssono ou em oitavas, proporcionando um som rico e encorpado. O braço do mandole é trastejado, permitindo a execução de melodias e acordes com clareza e precisão. Tradicionalmente, as cordas eram feitas de tripa, mas atualmente são mais comuns as cordas de metal.

O mandole desempenha um papel crucial na música folclórica e popular do Norte de África, acompanhando frequentemente cantores e outros instrumentos. É um elemento essencial em diversos géneros musicais da região, contribuindo com a sua sonoridade distintiva para a identidade musical local. A sua construção e afinação podem variar ligeiramente entre diferentes regiões e tradições musicais dentro do Norte de África, refletindo a diversidade cultural da área. 

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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  • Instrumentos musicais da Argélia
  • Cordofones do tipo alaúde
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Mandole, Argélia

Mandole, Argélia