O lusheng é um instrumento musical tradicionalmente usado pelas minorias étnicas do Sudoeste da China, como os Miao, Dong, Yi, entre outros. É um aerofone de madeira, semelhante a uma flauta ou gaita de foles, com variantes de acordo com a região.

O instrumento é constituído por quatro a seis tubos, cada um com seu próprio orifício. Cada tubo produz uma nota diferente, permitindo a criação de harmonias e melodias quando tubos são tocados em conjunto.

O lusheng é tradicionalmente feito do material chamado “comu”, que é uma espécie de bambu. No entanto, é possível encontrar versões modernas do lusheng, que são feitas de metal ou plástico.

O lusheng desempenha um papel importante nas celebrações e festas locais das comunidades étnicas que o utilizam. É frequentemente utilizado em rituais religiosos, festas de casamento, festivais agrícolas e outras ocasiões festivas, onde é tocado em grupos para criar uma sonoridade ampla e vibrante. É usado como um símbolo cultural e identitário das minorias étnicas do Sudoeste da China.

(com IA)

É um instrumento de sopro do grupo 422 (no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais), um aerofone de palheta em que o músico sopra colocando a palheta em vibração.

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Lusheng, China

Lusheng, China

O Suikinkutsu é um instrumento musical tradicional japonês que consiste em um vaso enterrado no solo, com um pequeno buraco no fundo. Quando a água pinga no vaso pelo buraco, produz um som suave e relaxante, semelhante ao som de um sino. Esse instrumento é colocado em jardins japoneses para criar um ambiente sereno e tranquilo.

A palavra “Suikinkutsu” pode ser traduzida como “caverna da água que canta”. A origem do instrumento musical remonta ao período Edo, entre os séculos XVII e XIX, e era frequentemente utilizado em cerimónias de chá e jardins de meditação.

Para construir um Suikinkutsu, um vaso de cerâmica é enterrado no solo e é preenchido com pedras ou cascalho. Em seguida, um pequeno buraco é feito no fundo do vaso para que a água possa entrar. A água é então derramada sobre as pedras e cai lentamente pelo buraco, criando o som característico.

O som produzido pelo Suikinkutsu é considerado calmante e ajuda na criação de um ambiente tranquilo para a meditação e contemplação. Além disso, o som da água pingando também é agradável para os ouvidos, adicionando uma experiência sensorial ao ambiente do jardim.

Em muitos jardins japoneses tradicionais, o Suikinkutsu é um elemento importante para promover a tranquilidade e a conexão com a natureza. O som suave da água pingando ajuda a criar uma atmosfera serena, proporcionando um espaço para relaxamento e contemplação.

O Suikinkutsu ainda é valorizado em jardins japoneses e também é apreciado pelo aspeto decorativo. Além disso, algumas pessoas utilizam gravações ou simulações eletrónicas do som do Suikinkutsu em ambientes internos, como salas de estar ou espaços de trabalho, para proporcionar um ambiente tranquilo e relaxante.

(com IA)

Suikinkutsu, UEYAKATO Landscape

Suikinkutsu, UEYAKATO Landscape

Xipanana (também grafado chipanana) é um aerofone da família das trompas, tradicional dos Lundas (balunda, luunda, ruund). Tradicionalmente utilizado pelo povo Lunda, que habita regiões de Angola e República Democrática do Congo, este instrumento musical é construído a partir do chifre de um antílope, embora exemplares feitos de marfim também sejam conhecidos, refletindo a disponibilidade de materiais e o prestígio associado ao marfim.

A sua forma natural cónica, inerente ao chifre do animal, confere-lhe uma estética orgânica e um timbre característico e potente. A técnica de execução envolve a produção de som através da vibração dos lábios do instrumentista numa extremidade do chifre, modulando a ressonância do ar na cavidade cónica para gerar diferentes notas, dentro das limitações impostas pelo formato e comprimento do instrumento.

Possui um significado cultural importante para os Lundas, sendo utilizado em diversas cerimónias, rituais e eventos sociais. A sua sonoridade pode servir como chamada, sinalização ou acompanhamento musical em danças e celebrações, integrando-se nas práticas tradicionais e na identidade cultural do povo. A sua própria matéria-prima, proveniente da fauna local, estabelece uma ligação intrínseca com o ambiente e os recursos naturais da região.

Fonte: Instrumentos Musicais de Angola. Sua construção e descrição, José Redinha. Coimbra: Instituto de Antropologia, 1984.

A Meloteca pretende ajudar à redescoberta do património musical de Angola, dos instrumentos que ainda existem e são tocados em Angola, dar a conhecer um pouco da sua história e contribuir para a sua revitalização, no caso de terem caído em desuso.

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  • Instrumentos musicais de Angola
  • Instrumentos de sopro
  • Trompas de chifre
Xipanana, desenho de José Redinha

Xipanana, desenho de José Redinha

Viora (ou Viola) é um instrumento de corda tradicional do Golungo Alto, Cuanza Norte (Angola) cuja forma lembra a de uma Viola.

Fonte: Instrumentos Musicais de Angola. Sua construção e descrição, José Redinha. Coimbra: Instituto de Antropologia, 1984.

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  • Instrumentos musicais de Angola
  • Instrumentos de corda
  • Violas angolanas
Viora, desenho de José Redinha

Viora, desenho de José Redinha

Vandumbo é um aerofone da tradição musical angolana, caracterizado pela sua forma alongada e construção em madeira. Este instrumento de sopro distingue-se pela sua morfologia cónica, apresentando uma extremidade estreita que serve como bocal para o músico soprar, alargando-se progressivamente em direção à outra extremidade. Esta configuração influencia diretamente o seu timbre e a projeção sonora.

A madeira utilizada na sua construção pode variar, sendo escolhida pelas suas propriedades acústicas e pela facilidade de ser trabalhada. O processo de fabricação envolve a escavação ou a junção de peças de madeira para criar o tubo cónico. O comprimento do Vandumbo pode variar, o que, juntamente com o diâmetro da extremidade mais larga, determina a sua tessitura e o alcance das notas que pode produzir.

A técnica de execução envolve a embocadura dos lábios no bocal estreito e o controlo da respiração para produzir o som. A alteração da pressão do ar e da forma da boca pode gerar diferentes notas, dentro das possibilidades oferecidas pelo instrumento. Dada a sua forma e material, o Vandumbo produz um som potente e rico em harmónicos, com uma ressonância característica da madeira. É um instrumento que faz parte da diversificada paisagem sonora tradicional de Angola.

Fonte: Instrumentos Musicais de Angola. Sua construção e descrição, José Redinha. Coimbra: Instituto de Antropologia, 1984.

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  • Instrumentos musicais de Angola
  • Instrumentos de sopro
Vandumbo, desenho de José Redinha

Vandumbo, desenho de José Redinha

Txizuzo é um instrumento de corda em forma de arco do tipo harpa, com 5 cordas, originária do Bailundo (Angola).

Fonte: Instrumentos Musicais de Angola. Sua construção e descrição, José Redinha. Coimbra: Instituto de Antropologia, 1984.

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  • Instrumentos musicais de Angola
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  • Harpas africanas
Txizuzo, desenho de José Redinha

Txizuzo, desenho de José Redinha

Txirilo, também conhecido por tchiribu ou txiolo-holo, é um idiofone tradicional de Angola, especificamente um chocalho construído a partir da drupa de uma palmeira. A sua utilização histórica está intrinsecamente ligada às práticas de caça do povo Quioco, que habita a região nordeste da Lunda. Este instrumento peculiar desempenhava um papel funcional na comunicação e no controlo dos cães de caça durante as expedições.

A sua construção simples, aproveitando os recursos disponíveis, consiste numa drupa de palmeira oca, dentro da qual são colocados pequenos objetos, como sementes ou pedrinhas, que atuam como badalos. Ao ser agitado, o movimento destes elementos internos contra as paredes da drupa produz um som característico, semelhante ao de um pequeno chocalho. Este som distintivo permitia aos caçadores Quiocos sinalizar e orientar os seus cães na densa vegetação, facilitando a perseguição da caça.

O Txirilo, portanto, não era apenas um instrumento musical, mas também uma ferramenta essencial nas atividades de subsistência desta comunidade. O seu som servia como um código de comunicação entre o caçador e os animais, demonstrando a profunda ligação entre a cultura, o ambiente e as práticas tradicionais.

Fonte: Instrumentos Musicais de Angola. Sua construção e descrição, José Redinha. Coimbra: Instituto de Antropologia, 1984.

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  • Instrumentos musicais de Angola
  • Instrumentos de percussão
  • Chocalhos tradicionais de África
Txirilo, desenho de José Redinha

Txirilo, desenho de José Redinha

Txivungu, o mesmo que cinkuvu ou quinguvu, é tambor de fenda de madeira de um bloco, tocado por macetas de borracha. O txinguvo ua cavunga é um tambor de fenda de menores dimensões.

Fonte: Instrumentos Musicais de Angola. Sua construção e descrição, José Redinha. Coimbra: Instituto de Antropologia, 1984.

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Instrumentos musicais de Angola
Instrumentos de percussão de madeira
tambores de fenda

Txinguvu, desenho de José Redinha

Txinguvu, desenho de José Redinha

Txicuma é um instrumento de corda da família das liras, tradicional de Bailundos e outros povos de Angola.

Fonte: Instrumentos Musicais de Angola. Sua construção e descrição, José Redinha. Coimbra: Instituto de Antropologia, 1984.

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  • Instrumentos de corda
  • Família das liras
Txicuma, desenho de José Redinha

Txicuma, desenho de José Redinha

Tuelele é um instrumento tradicional angolano que consiste em tiras de pele com pequenos chocalhos metálicos. Usada à volta dos tornozelos, é usado para marcar o compasso de danças e marchas entre os povos quqiocos no Sudoeste da Lunda.

Fonte: Instrumentos Musicais de Angola. Sua construção e descrição, José Redinha. Coimbra: Instituto de Antropologia, 1984.

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Instrumentos musicais de Angola
Instrumentos de percussão por agitamento
Instrumentos de percussão indirecta

Tulele, desenho de José Redinha

Tulele, desenho de José Redinha