Toncoron, também chamado wodo, é um cordofone de arco de três cordas, originário da etnia fula, Guiné-Bissau (África Ocidental). É utilizado nas festas e acompanha o contar de histórias. Encontra-se nas regiões de Bafatá e Gabú, no Leste do País.

Situa-se no índice 32 do sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos. É um cordofone composto, instrumento de corda que tem caixa de ressonância como parte integrante e indispensável. Nos instrumentos da categoria “cordofone”, o som é produzido principalmente pela vibração de uma ou mais cordas tensionadas.

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Cutil é um tambor em forma de taça feito de madeira, revestida com pele de cabra, o tambor médio do chamado “tambor de Mandinga”, tradicional da Guiné-Bissau. O tambor de Mandinga é um instrumento musical usado pelas etnias Mandinga (um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental), Fula (grupo étnico que compreende várias populações espalhadas pela África Ocidental) e Biafada (etnia que se encontra na Guiné-Bissau, Senegal e Gâmbia). É constituído por três tambores de tamanhos diferentes, cada um com o seu nome e som. O mais alto tem o nome de sabaro, que significa “cabeça do tambor”; o menor tem o nome de “cutildim“, que significa “tambor pequeno”. O instrumento é usado nas “djanbadon” (manifestações), casamentos, colheitas e cerimónias de divindades.

Colaboração: Wilson da Silva

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

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  • tambores percutidos
  • tambores em forma de taça
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Sabaro, que significa “cabeça do tambor” (também chamado “sarouba”) é um tambor em forma de taça feito de madeira com pele de cabra, tocado com pequeno bastão. Na Guiné-Bissau é o instrumento mais alto do conjunto chamado “tambor de Mandinga”. O tambor de Mandinga é um instrumento musical usado pelas etnias Mandinga, ou Mandinka (um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental), Fula (grupo étnico que compreende várias populações espalhadas pela África Ocidental) e Biafada (etnia que se encontra na Guiné-Bissau, Senegal e Gâmbia). É constituído por três tambores de tamanhos diferentes, cada um com o seu nome e som. O tambor médio é chamado “cutil“; o menor tem o nome de “cutildim“, que significa “tambor pequeno”. O instrumento é usado nas “djanbadon” (manifestações), casamentos, colheitas e cerimónias de divindades.

Colaboração: Wilson da Silva

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

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Ondam é um membranofone tradicional da etnia Papéis, na Guiné-Bissau (África Ocidental). É utilizado na cerimónia de toca-choro nas das balobas e dos balobeiros. O termo Baloba remete para a dimensão física do terreiro que simboliza o lugar onde as incorporadoras da ancestralidade, as Balobeiras, vivem nas matas sagradas e fazem as consultas espirituais. (Por dentro da África). O ondam é acompanhado por outros dois, um médio e outro agudo. Quem toca o maior, o principal, tem de conhecer a linhagem da pessoa falecida chamada do mundo dos mortos.Cada reino da etnia Papéis de Bissau tem este instrumento. O menor e mais agudo é chamado “bruntom” e marca o compasso no momento de toca-choro. Este instrumento não pode ser transportado de qualquer maneira: para se deslocar de um lado para outro tem que haver uma pequena cerimónia em que aguardente é derramada no chão como pedido de autorização às divindades.

Colaboração: Wilson da Silva

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

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  • tambores percutidos
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Sadjo (coco de manga) é um idiofone de agitação utilizado por toda a Guiné-Bissau (África Ocidental) e especialmente associado à mulher e à dança. Trata-se de um conjunto entre 10 e 15 sementes de manga secas, enfiadas num cordel e colocadas à volta do tornozelo para marcar e ampliar o ritmo. As sementes contêm no interior pedrinhas muito pequenas que foram colocadas com o objetivo de produzir sons. Os cocos de mango são usados em diversas festas populares em que participam homens e mulheres. Considerado corriqueiro e comum por ser de muito fácil construção, é um instrumento muito popular na Guiné-Bissau.

Colaboração: Wilson da Silva

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida).

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  • Idiofones percutidos
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Ontambor é um membranofone tradicional da etnia Mancanha na Guiné-Bissau (África Ocidental). É usado em manifestações, festas das colheitas e empossamento dos régulos. Também é tocado na udance (dança tradicional mancanha), acompanhado pelo uneca.

Colaboração: Wilson da Silva

Situa-se no índice 21 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais, entre os tambores percutidos, instrumentos cuja membrana é posta em vibração ao ser batida ou percutida. 

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  • tambores percutidos
  • tambores em forma de vaso
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Ontina é o nome dado na etnia manjacas à tina, também chamada tambor de água. É um instrumento musical utilizado na Guiné-Bissau (África Ocidental), na província, no norte, e nas cidades. Consiste em tambores cortados ao meio e cheio de água onde se coloca uma cabaça hemisférica que é percutida com as mãos. Instrumento muitas vezes associado à vida na cidade, a tina é utilizada em festas, casamentos e atividades recreativas de mandjuandades (pessoas da mesma idade) e a cerimónia de “choro” das pessoas idosas, que acontece uma semana após o funeral. É um instrumento de ressonância com um som cavo (“baixo zumbido”). Serve de base rítmica a canções e dançarinos, quase sempre acompanhada com palmas. De acordo com o Atlas dos Instrumentos da Guiné-Bissau, habitualmente é tocado por duas pessoas, sentadas ou agachadas, uma que toca com as mãos, abertas ou fechadas, em cima da cabaça, e outra que no recipiente (tanque) com duas baquetas de metal. O som ressoa na água.

Baseado em Manual de Apoio aos Cursos de Artes Performativas, Bissau

Colaboração: Wilson da Silva

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O Yunluo é um instrumento musical de percussão que faz parte da família dos gongos. É composto por diversos gongos de diferentes tamanhos, suspensos num suporte circular. Cada um dos gongos é afinado em determinada nota musical.

O instrumento é tocado tradicionalmente com baquetas, uma em cada mão. O músico pode tocar os gongos de forma individual, criando um efeito sonoro específico para cada um, ou pode tocar vários gongos simultaneamente, criando camadas de som.

O Yunluo é amplamente utilizado na música tradicional chinesa, especialmente em orquestras e grupos de percussão. Ele é conhecido por produzir um som rico e ressonante, com uma sonoridade característica.

Além da sua função musical, o Yunluo também possui um significado simbólico na cultura chinesa. Os gongos são considerados instrumentos sagrados que podem afugentar espíritos malignos e trazer boa sorte. Por esse motivo, o Yunluo é frequentemente utilizado em cerimónias religiosas e em festivais tradicionais.

Nos últimos anos, o Yunluo também começou a ser utilizado em outros géneros musicais, como o pop e a música experimental, sendo explorado de maneiras inovadoras e contemporâneas.

(com IA)

Situa-se no índice 11 no sistema Hornbostel-Sachs de classificação de instrumentos musicais. Os idiofones percutidos são postos em vibração por um golpe ou batida. É um idiofone percutido sem intenção melódica (é de altura indefinida).

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  • Instrumentos musicais da China
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Yun-lo, yunluo, nuvem de gongos, China

Yun-lo, yunluo, nuvem de gongos, China

Chi é um antigo instrumento de sopro da China conhecido como flauta traversa de bambu. É um dos instrumentos musicais mais antigos da cultura chinesa. É feito de bambu e tem uma aparência semelhante a outras flautas traversas, com um tubo longo e orifícios para os dedos. Tradicionalmente possui seis orifícios na parte frontal e um orifício na parte traseira para o polegar.

Essa flauta era amplamente utilizada na música chinesa tradicional, especialmente na música folclórica. Possui um timbre suave e doce, tornando-se um instrumento ideal para expressar emoções e sentimentos tradicionais chineses.

Embora tenha perdido popularidade com a introdução de instrumentos musicais modernos na China, ainda é possível encontrar músicos talentosos e grupos tradicionais a tocá-la. A arte de tocar chi requer habilidade e técnica, pois os músicos devem controlar a respiração, os dedos e a embocadura para produzir os sons desejados.

(com IA)

Chi, flauta, China

Chi, flauta, China

O kou di, também conhecido como koudi, é um aerofone diminuto e tradicional da China, confeccionado em bambu. É o menor dos membros da vasta e diversificada família das flautas chinesas. A sua invenção relativamente recente data de 1971, sendo atribuída ao músico chinês Yu Xunfa.

Apesar do seu tamanho reduzido, o kou di possui uma capacidade surpreendente de produzir um som agudo e melodioso. A sua construção em bambu, material tradicionalmente utilizado em muitos instrumentos de sopro chineses, contribui para a sua sonoridade delicada e expressiva. Geralmente, o kou di possui um número limitado de orifícios para os dedos, o que exige do instrumentista uma técnica apurada de embocadura e controlo da respiração para alcançar diferentes notas e nuances musicais.

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  • Instrumentos de sopro
  • Aerofones da China
Koudi, China

Koudi, China